30.8.07

ROBBAR

De 1 a 28 de Setembro, exposição no Museu das Comunicações, Rua do Instituto Industrial, 16 (perto do IADE). Selecção de imagens do primeiro ano e meio do blogue Robbar e ainda de todas as imagens de 2007, com projecção em video.

"Expresso da Linha" recomenda esta exposição, não pelo facto do seu autor, Roberto Barbosa, ter, entretanto, falecido, mas pela inegável qualidade intrínseca das imagens, pelo pioneirismo na recolha exclusiva por telemóvel e pela sua divulgação diária. "Uma por Dia" era o lema... Convenhamos, não é fácil de acompanhar!

OMBROS - LIÇÃO FINAL

Sem ombros perde-se a atitude. A expressão foge. O corpo é incapaz de se manifestar. Cala-se a sensualidade. O desejo fica por imaginar.

Numa época de profundas e rápidas alterações tecnológicas, não deixa de ser curioso que as guitarras eléctricas se possam considerar estabilizadas desde que a Fender produziu a "Telecaster" nos anos 50.
Numa época em que se passou do telégrafo e do telex para o SMS e para o mail, em que o computador viaja connosco no bolso, juntamente com o telemóvel e o IPod, houve muito poucas inovações nas guitarras eléctricas nos últimos 50 anos.
Houve algumas tentativas de inovação a nível do "design", nem sempre bem sucedidas. Alguma inovação tecnológica ao nível do aperfeiçoamento dos "pick-up" e dos vibratos. Fizeram-se experiências com a introdução de novos materiais, como é o caso da fibra de vidro para as caixas da "Ovation" ou dos braços em grafite, que nunca ameaçaram a tradicional construção em madeira.
Houve, sim, evolução e crescimento exponencial de vendas a nível dos equipamentos externos de efeitos. Processadores que transformam o som da vibração das cordas da guitarra. A viola eléctrica, porém, essa continua a reproduzir esses "velhos" sinais eléctricos das seis tradicionais cordas ou, no caso dos baixos, das 4 cordas.
Nem sequer vingaram as violas de 12 cordas, que podemos considerar um epifenómeno, ou as violas de 7 cordas, que não passaram de mera curiosidade harmónica. Nos baixos, a guitarra de seis cordas tem utilização intermitente. Às vezes estão na moda , outras não. Nem me recordo de um baixista que toque exclusivamente baixo de 6 cordas.
A era da electrónica introduziu dois novos instrumentos baseados na guitarra. Mas nenhum deles a substituíu. A guitarra sintetizador é um produto híbrido resultante da evolução dos teclados sintetizados. A informação é processada, funcionando o braço como um teclado. Acaba por ser um uma espécie de piano para um guitarrista que não domina as teclas. Tem utilização limitada e poucos praticantes. O outro novo instrumento é a "Chapman Slick" (na foto) que nem sequer soa a guitarra e utiliza a técnica de "tapping" com as duas mãos (i.é, em vez de de os dedos da mão esquerda deslizarem nas cordas e os da mão direita dedilharem, no "tapping" há uma percussão com os dedos nas cordas, como se fossem teclas). Também não vingou.

Assim, o futuro das guitarras eléctricas está, provavelmente, no regresso ao passado. Quase todas as grandes construtoras voltaram a apostar em novas versões de violas "vintage". A procura das "vintage" originais e das novas versões "vintage" faz crer que o pico evolutivo das guitarras eléctricas ocorreu há décadas. Nada de alarme... O violino, por exemplo, estabilizou à cerca de 3oo anos!
jp

Nota 1: por acaso tenho uma "Telecaster" vintage...

Nota 2: em http://www.inteligenciavisual.blogspot.com/ podem saber tudo sobre ombros. Foi lá que me inspirei, atrevendo-me a comparar mulheres com guitarras. Posso garantir que ambas são difíceis de dedilhar mas, quando bem tocadas, são divinais.

BARQUINHO III


28.8.07

BARQUINHO II

Embora com risco de enjooar, vomitar, ter claustrofobia ou mesmo agarofobia, desta vez resolvi ter uma atitude corajosa e, tal como o Caetano, decidi que "navegar é preciso".
O iate "Mathilda" tem antepassados australianos e macaístas. Está agora na marina de Sesimbra. É um iate de colecção, mantido com desvelo pelos meus primos.
Num barco tudo é difícil. Tudo é contra natura. é preciso amarrar tudo. As coisas escorregam por todo o lado. Não se pode deixar um canivete à solta. Pode dar naufrágio. O mar não é, definitivamente, o meu elemento. Eu é mais terra. Deve ser do signo!
Tudo tem de ser previamente previsto e preparado. Não há lugar à improvisação. Mais uma vez não estou no meu elemento e agora não é do signo. No mar alto não há ATM, não há bombas de gasolina, não há sequer um mini-mercado...!
Eu disse barco, mas é navio, paquete, veleiro, chata, iate, traineira... Sei lá. Barcos, só na banheira! Também não se pode deizer cordas. São cabos. Janelas que são escotilhas. Passa o "crock". Põe as defensas. A convidativa sala de estar, não passa de cabine... Enfim, para quem está "por fora" o melhor é falar de política ou futebol.
Imaginem que para tirar a carta de patrão de alto mar espetam connosco todos vestidos, sapatos e tudo, dentro do mar e, depois, temos de conseguir voltar ao barco, perdão, ao navio, de preferência vivos. É o mesmo que, para tirar a carta de condução automóvel, sermos lançados em plena A1, em hora de ponta, só para ver se conseguiriamos não ser atropelados. Safa!
jp

SESIMBRA

Cá está um caso turístico exemplar. A escarpa bem aproveitada para não ocupar muito espaço. Ruas estreitas, engarrafadas, para garantir um certo cosmopolitismo. Uma praia acanhada para aconchegar a multidão. O Parque Natural da Arrábida, logo ali, para piqueniques incendiários. O "suspense" permanente da queda das falésias abismadas sobre o mar... E não foi preciso um PIN. Bastou a desinteressada iniciativa privada e a compreensão empenhada da autarquia. Pena que ainda haja muita escarpa para construir. Esperemos que não demore muito!
jp

O BARQUINHO I





OMBROS - LIÇÃO Nº 5

Sensualidade natural. Proporções exactas. Ombros expostos sem exagero. Silhueta bem lançada. Ancas subidas e marcadas. Ventre acolhedor. Curvas fatais. O desejo é inevitável.

Ted McCarthy, presidente da Gibson, começou por se rir da "guitarra chata" construída pela Fender. Um ano depois andava doido para conseguir uma "solidbody" competitiva.
A Gibson, no mercado das violas de corpo sólido, começou tarde mas bem. Contrariamente à Fender, a Gibson apostou num "design" semelhante à tradicional guitarra de caixa. Uma silhueta convencional, com um único "cutaway". Uma viola que, embora sem caixa de ressonância, tinha espessura. Para os músicos da época, era mais familiar do que as Fender. No entanto, a razão desta opção foi, claramente, a diferenciação face à concorrência. Uma guitarra que se distinguisse imediatamente das Fender.
O guitarrista Les Paul, que há 10 anos vinha tocando numa "solidbody" feita por ele, apadrinhou as novas guitarras Gibson.
Os modelos Les Paul inciaram-se em 1952. No final da década as vendas, porém, começaram a declinar e em 1961 o corpo da viola sofreu alterações, para responder às principais reclamações dos utilizadores. Surgiu A Gibson SG (Solid Guitar) que alterou o primitivo "design" da Les Paul. As guitarras passaram a ter dois "cutaway" (aproximando-se do "design" das Fender e das Rickenbacker). Por outro lado, foi substancialmente reduzido o peso da viola, reduzindo a espessura da caixa (penso, no entanto, que, mesmo com esta redução, este continua a ser uma diferença relevante entre os modelos Fender e Gibson).
Ainda nos anos 60, a Gibson lançou outros modelos"solidbody": a "Explorer"; a "Flying V"; e a "Firebird". As vendas, porém, nunca foram significativas e os modelos acabaram por ser descontinuados no final da década.
Hoje em dia os modelos Les Paul continuam a ser a grande bandeira da Gibson na área das "solidbody", embora a maior quota de mercado seja da Fender. O mercado das guitarras eléctricas de caixa alta "hollowbody"(as mais usadas no jazz) é, indiscutivelmente, dominado pela Gibson.
jp
Nota: www.inteligenciavisual.blogspot.com diz-lhe tudo sobre ombros.

26.8.07

SOMBRAS NO RIO



MIRA

Era uma foz larga num fim da tarde prateado. Águas mansas que cheiram ainda às estevas da serra algarvia.
O rio nasce no Caldeirão e percorre 145 km até desaguar em Vila Nova de Milfontes. Juntamente com o Sado, são dos poucos rios da Europa que correm para norte. Em vez de, confortavelmente, se espetarem logo ali em Ferragudo ou Armação de Pera, optaram por fugir ao turismo algarvio e decidiram dar frescura por esse Alentejo acima. São rios corajosos. Escolheram o caminho mais difícil. Bem hajam por isso!

No cais o barquinho aguarda. Subimos rio acima até ao "Moinho da Asneira" ou do Freixial. É um antigo moinho de maré que deverá remontar ao séc. XVII.
Esta sempre foi uma zona de moinhos de maré, havendo conhecimento da sua existência desde 1488. No princípio do séc. XX, de montante para juzante, havia ainda a funcionar cinco moinhos de maré: de Roncão; das Moitas; do Loural; do Bate-Pé e da Asneira. Visitar as suas ruínas, com adequada "interpretação", pode ser uma proposta aliciante. Deixo sugestão para www.mauscaminhos.com.
Todos os moinhos deixaram de laborar há cerca de 50 anos. O Moinho da Asneira deixou de moer, definitivamente, no princípio dos anos 70. O último moleiro, António Domingos dos Santos, vendeu-o a um inglês que, por sua vez, vendeu a um empresário holandês. Hoje é empreendimento turístico com vago cheirinho à época "hippy". O aparelho de moagem, esse, foi desmantelado!
jp
Nota: em www.Milfontes.Net pode ser consultado a edição "Rio Mira - Moinhos de Maré", de António Martins Quaresma, muito interessante quanto à "epopeia" destes moinhos.

ÍNDIA II

O facto das feitorias portuguesas na Índia serem fortificadas acabou por ser contraproducente. O feitor de Cochim, Lourenço Moreno (homem da confiança de D. Manuel e crítico da política de Afonso de Albuquerque) escrevia ao rei afirmando que com o que se gastava na construção de uma fortaleza compraria todo o gengibre da Índia durante cinquenta anos.
A isto acrescecia que o carácter agressivo implícito numa fortaleza, em nada beneficiava o comércio. Em Malaca, "terra de mercadoria grossa e rica", tudo se perdera desde que lá se fizera um forte. Ficara lá armada e gente que fazia enorme despesa. Por outro lado, as naus mouras que traziam as especiarias do Coromandel deixaram de o fazer por temer a armada portuguesa. E ali, onde se costumava comprar especiarias a troco de mercadorias (quase sempre cobre), agora não era possível obtê-la "nem por elas, nem a peso de dinheiro".
Nunca foi o heroísmo ou a iniciativa. O problema de Portugal sempre foram os "custos fixos"!
jp

VELVET

"The Primitives" eram oriundos de New York. Formados em 1965 por Lou Reed e John Cale, conheceram Andy Wahrol que convidou a cantora alemã Nico para integrar o grupo. A sua ligação a Wahrol foi fundamental. Passaram a integrar a sua organização multi-media "Factory".
Em 1966 editaram "The Velvet Underground and Nico", que teve como capa a famosa banana-Wahrol e que é hoje considerado um LP "avant-garde". Destacam-se os perturbantes temas "Heroin" e "I'm Waiting for the Man", bem como a canção sado-masoquista "Venus in Furs".
Apenas tiveram uma fugaz presença no US Top 200 e dissolveram-se logo em 1970. A sua influência só reconhecida depois da separação.
Verdadeiramente "primitivo-futuristas" ou meninos queques de NY?
jp

25.8.07

SUDOESTE

Para quando o "Shopping do Malhão"?

Para quando estradas alcatroadas?
Porcos à solta. Perigo para a saúde pública!


Passeios e expediçãoes em 4x4, moto e BTT. Fale com António José Antunes (214715831 ou 968837169).

ARMERIA MARITIMA

Esta planta dá-se exclusivamente em locais selvagens e desérticos. Vê-la é sinónimo de sub-desenvolvimento. De ausência de civilização.
Em toda a zona do sudoeste alentejano esta planta existe em grande profusão, prova evidente do déficite económico e civilizacional que há séculos deprime esta região.
Aguardam-se desesperadamente os PIN (Projectos de Interesse Nacional) que, em boa hora, o governo decidiu aprovar e que permitirão, em breve, terraplanagens, betão e construção civil, trazendo a estas paragens o indispensável progresso.
As armerias podem perfeitamente ficar confinadas a reservas ecológicas. Não têm nada que andar por aí à solta!
jp

PESSEGUEIRO

Ao longe, a ilha do Pessegueiro parece um navio de pedra à espera de tripulação. Uma ilha árida, deserta e, ainda por cima, rodeada de água por todos os lados!
Contrariamente ao que muitos pensam, a ilha não foi descoberta pelo Chico Fininho, esse venerável "pai do rock".
A ilha foi um importante entreposto comercial e porto de abrigo para os navios romanos na rota para a velha Albion (actual UK), entre o Cabo de S. Vicente e o Estuário do Sado. Na ilha, ainda hoje se podem ver vestígios de tanques de salga romanos. Aliás, o nome Pessegueiro deriva do termo latino pescarium (pesqueiro), nada a tendo a ver com árvores de fruto. Curiosamente, na ilha apenas existe uma raquítica figueira com meio metro de altura e que nunca deu figos, quanto mais laranjas!
Os navios abasteciam-se aqui do famoso garum ibericum. Em Roma o pitéu chegava a custar 1000 denários por ânfora. É uma conserva apetitosa feita de sangue e vísceras de atum ou cavala, misturados com pequenos peixes, crustáceos e molúsculos esmagados. Vai tudo a salmoura e seca ao Sol por dois meses. O segredo está nos condimentos. Não se conhece o sabor. Não ficou ninguém vivo para contar.
Na ilha são hoje ainda visíveis ruínas dos tanques de salga (cetários), de cisternas e de um cemitério romanos. No topo da ilha estão restos do Forte de Santo Alberto, cuja construção se iniciou em 1590, na época filipina. O objectivo era cruzar fogo com o Forte de Nossa Senhora da Queimada, no continente, respondendo aos frequentes ataques dos piratas mouros e compreendia, ainda, uma arrojada ligação a terra. O projecto foi descontinuado logo em 1598, passando a defesa a ser conduzida a partir do Forte de São Clemente de Vila Nova de Milfontes. Em 1755, para variar, o terramoto deu cabo do havia e agora ali estão as duas ruínas a olhar uma para a outra, à espera do habitual centro de interpretação arqueológica.
Foi esta a ilha que no primeiro quartel do século XX foi a leilão, acabando por ser arrematada pelo Estado. Foi a derradeira hipótese de Portugal ter uma ilha privada, como qualquer país civilizado....Ah, esqueci-me da Madeira que é semi-pública!
jp

24.8.07

NO LUGAR DE PORTO COVO

Não se percebe. Ainda não há uma estátua, nem sequer uma rua com o nome do roqueiro Rui Veloso. Ingratidão!
Foi ele que pôs Porto Covo no mapa, para júbilo de comerciantes e patos-bravos. O negócio sazonal prospera. A construção civil alastra. A maralha vai roendo uma laranja.
jp

CHÃO DE COUCE - UM POUCO DE HISTÓRIA

O topónimo de Chão de Couce deriva, provavelmente, de chã (terra plana) e do latim calice, que evoluíu para calce e depois para couce, querendo significar nascentes de água.
Perto de Ansião, a história de Chão de Couce está intimamente ligada à Quinta de Cima.
A Qtª de Cima existe desde o príncipio da nacionalidade, tendo pertencido, primeiro, à Casa Real, depois ao Conde de Barcelos que a doou aos monges Beneditinos. Em 1319 foi comprada por D. João Afonso (genro de D. Dinis). Aqui terão vivido, entre 1372 e 1373) D. Fernando e D. Leonor de Teles. Fica na família real até 1451, data em que D. Afonso V faz doacção a D. Pedro de Meneses, Conde de Vila Real e senhor de Chão de Couce e das cinco vilas. A quinta fica na posse da Casa de Vila Real até 1641, data em que D. Luís de Noronha e Meneses, Conde Vila Real e Duque de Caminha é degolado no Rossio de Lisboa, após se ter envolvido numa conspiração post-Restauração contra o novo rei, D. João IV. Os bens da Casa de Vila Real são confiscados, passando novamente para a coroa. Com esse bens se instituíu a Casa do Infantado, destinada a prover o sustento dos filhos secundogénitos da família reinante, os Bragança. Alguns anos depois da Revolução Liberal a Casa do Infantado è extinta, em 1834, passando a quinta para a posse de António Lopes do Rego, sargento-mor das Antigas Ordenanças das cinco vilas, que em 1851 adquire a propriedade plena pela quantia de 162$240 reis. Em 1967 passa para a propriedade do Eng. Alfredo Rego Barata, sobrinho dos últimos Lopes do Rego. Após o falecimento deste, a mulher e as filhas venderam, muito recentemente, a quinta ao construtor Neno, oriundo de Ansião e grande amigo de "Oeiras Mais à Frente".
E eis assim como Chão de Couce e Oeiras poderão, num futuro muito próximo, vir a ser geminadas!
jp

MIMETISMO





23.8.07

POESIA SUSPENSA

Três músicos tocando violencelos lunares a doze metros de altura. Um navio fantasma navegando no espaço insondável. Saltos no vazio profundo da teia inexistente. Sombras imaginárias no roxo da cúpula negra. Poesia suspensa!
Ola Kala - Les Arts Sauts.
CCB, até 26 de Agosto (21h).

22.8.07

CHÃO DE COUCE - CORTINAS





A DIARREIA REAL

D. João VI e a irrequieta D. Carlota Joaquina tinham já voltado a Portugal. D. Pedro ficara regente do Brasil. Ia recebendo notícias inquietantes da metrópole. Agora até a própria rainha, sua mãe, apoiava as pretensões do mano Miguelito ao trono. Entretanto, no Brasil a instabilidade também crescia. A estadia da corte e, principalmente, o seu regresso destabilizara a colónia.
D. Pedro foi obrigado a penetrar em Minas Gerais e S. Paulo para dominar rebeliões e garantir apoios... E foi, precisamente, no seu regresso de S. Paulo que nasceu o Brasil.
Com uma diarreia horrível, que há vários dias o apoquentava, D. Pedro fez uma paragem de emergência para aliviar junto a uma ribeira chamada Ipiranga. De calças na mão recebeu uma mensagem urgente que lhe dava conta da preparação, em Lisboa , de sete mil soldados hostis que seguiriam em breve para o Brasil.
D. Pedro possuído de uma fúria incontida (provavelmente agravada pela diarreia) arranca as insígnias portuguesas que lhe enfeitavam o uniforme e grita: "Independência ou morte. Separámo-nos de Portugal". Era o dia 7 de Setembro de 1822.
jp

ERVA

Numa época em que a lavagem de dinheiro da droga é responsável por inúmeros negócios na área da restauração, hotelaria, bancos, imobiliário, etc, etc, parece perfeitamente legítimo que uma jovem viúva procure o sustento da sua prole como "dealer" numa pequena cidade americana.
Este é o enredo da "sitcom" "Weeds" ("Erva"). RTP 2, segundas feiras, às 22,40h. A não perder.