Para onde irei:- Brasil
- Croácia
- Açores
- Madeira
- Turquia
- Marrocos
- Algarve
O vencedor deste pequeno passatempo não ganha rigorosamente nada, mas divertimo-nos um pouco... Até!
jp
No princípio dos anos 70 a música popular estava em mutação profunda. As canções passaram a chamar-se peças; os bailes transformaram-se em concertos; o romântico deu lugar ao intelectual; a dança masturbativa virou êxtase circunstancial; a cerveja marialva, erva sazonal.
As gravações continuam a bom ritmo. Entre "picar" e "rapar", o software vai cumprindo a sua função, entremeando compassos laboriosamente urdidos, numa teia de harmonias pendentes. Finalmente a bateria ficou gravada. O baixo e a guitarra começam agora. Falta, depois, o piano e o violino. O vibrafone anda doido para gravar. Já lhe disse que só entra no fim. É um instrumento ansioso. A idade não lhe faz nada bem!
Jane Novak é uma típica dona de casa americana de 46 anos, casada e com dois filhos. A partir da sua casa em New Jersey faz tremer o regime do Iémen.
O projecto-Portugal começa precisamente a 24 de Junho de 1128, data em que se trava a batalha e S. Mamede, ali perto de Guimarães.. Afonso Henriques era um miúdo endiabrado. Órfão de pai desde os três anos, tinha problemas freudianos com a mãe. Problemas que ninguém sabe explicar. Seriam ciúmes do amante da mãe, o fidalgo galego Fernão Peres de Trava? Seria por não ser filho da mãe? Há quem dê por adquirido que o rapaz era filho de Egas Moniz, fidalgo poderoso e que foi seu aio e tutor. O filho de Tareja e Henrique de Borgonha teria nascido defeituoso e os putos foram trocados à nascença. Especulação? Ninguém sabe! O certo é que quando há uns dois anos quiseram examinar os restos mortais do rei, a burocracia republicana impediu. Terão medo que o mito da nação caia às provas de ADN?
Os egípcios comeravam o aniversário do faraó comendo uma massa achatada condimentada com ervas. Na Babilónia os soldados comiam uma massa achatada. Após a queda do Império Romano, os Lombardos chegaram ao sul de Itália trazendo búfalos que se deram bem com o clima e de cujo leite se fazia (e faz) o queijo Mozarela. Com a descoberta do Novo Mundo veio o tomate, que haveria de ser o ingrediente principal da pizza. Os napolitanos foram os primeiros a usar o tomate, vencendo a desconfiança inicial quanto ao produto. A pizza passou a ser um dos pratos tradicionais da região. Em 1889 a pizza conquistou o mundo, graças à rainha de Itália e Sabóia, a austríaca D. Margherita, que pediu para provar essa iguaria. O cozinheiro (pizzaiolo), Raffaele Esposito fez uma pizza com as cores de Itália, vermelho/tomate, verde/manjericão e branco/mozarela.
A Associação de Moradores de Nova Oeiras convida para um espectáculo de canto lírico que terá lugar no Auditório do Centro Paroquial de Nova Oeiras (no largo da igreja de Nova Oeiras), na próxima 6ª feira, pelas 22 h. Trata-se da primeira acção do Plano de Animação Cultural que a direcção da Associação (de que faço parte) está a desenvolver para 2008. Podem ver o site da Associação nos meus links em AMNO.
Em 1970, o Liceu de Oeiras fervilhava de contestação intelectual. Eu já lá não estava. Sou da colheita de 51. A minha "guerra" já era na Faculdade de Direito de Lisboa desde a "crise de 68/69" e do célebre comboio de apoio à Associação de Estudantes de Coimbra acompanhado pela delicada polícia de choque e seus famosos cães amestrados.
Segundo o ambientalista Bjorn Lomborg, o aquecimento global não é o fim do mundo. Até porque o efeito de estufa evita mais mortes pelo frio do que as que advêm do calor. O Protocolo de Quioto, mesmo que tivesse resultado, no final do século, teria adiado o aquecimento global por sete dias!!! Custa 115 mil milhões de euros por ano para não ter virtualmente qualquer impacto! A ONU estima que com 48 milhões de euros/ano podemos dar comida, água, medicamentos, educação, etc, etc, a todos os habitantes do planeta. E, segundo Lomborg, com 16 milhões de euros podemos enfrentar o problema do aquecimento global, através de investimento em investigação e tecnologias não poluentes. O que precisamos não é de legislar para ter mais painéis solares, por exemplo, mas garantir que ficam mais baratos.
- Ele tem muito bom corpo!
A 19 de Junho de 1580, D. António, prior do Crato, faz-se aclamar rei de Portugal, em Santarém. Estava-se em plena crise sucessória após a morte de D. Sebastião, em Alcácer Quibir. Sebastião morrera sem descendência. A coroa ficou entregue ao idoso cardeal D. Henrique, seu tio e filho de D. Manuel, que haveria de governar por dois anos (1578-1580). Cinco pretendentes surgiram após a sua morte, destacando-se três: D. António, prior do Crato; Dona Catarina de Bragança; e D. Filipe II de Espanha.
O tempo mantém-se incerto, hesitando diariamente. De manhã parece que vai ser Verão. Depois inflecte para uma penumbra outonal. Decide-se por chuva primaveril. Acaba o dia com vento leste. Lá fora as anoneiras cobrem-se de incipientes flores esperançosas. Os periquitos fazem enorme algazarra na palmeira gigante, em dialecto africano. Bandos de andorinhas interrogam-se sobre eventual erro no destino. Metade da população está constipada, a outra metade a caminho. As lojas saldam roupa que não venderam da Primavera que não houve e do Verão que não chega. Strange days!
O Manecas era o melhor viola solo da Lusitânia. Dormia com a viola. Sonhava com a viola. Violava a viola… Um caso "freudiano"!
Lá no alto o Castelo de S. Jorge vigiando Lisboa, despenhando-se sobre um Tejo manso que se alarga desmesuradamente no Mar da Palha. Ruelas mouras descendo a pique sobre a Praça da Figueira, onde, na sua rigidez de bronze, D. João I, Mestre de Avis, olha altivo os súbditos que passam. Para sul estende-se a Baixa, cartesianamente desenhada pelos arquitectos maçons do Marquês de Pombal. Lisboa nunca perderá a memória desse terramoto de 1755. Ele está por todo o lado. Nos restos intactos da Sé e no ouro refulgente da Igreja de S. Roque que sobreviveram ao inferno. Nas ruínas do Carmo e da Trindade que ainda hoje, a céu aberto, testemunham a violência do abalo. Na destruição do Terreiro do Paço, soterrado por ondas de 30 metros. No incêndio do Bairro Alto que devastou a “Sétima Colina”. Lisboa de hoje respira aliviada a catástrofe passada, na angústia anunciada do próximo cataclismo.
Agora que me estava a habituar à crise, os camionistas aceitam uns trocos do governo e resolvem parar com o bloqueio. Estava a poupar imenso dinheiro e estava a gostar. Sem gasolina no carro e com as bombas encerradas, em quatro dias fartei-me de andar de comboio e metro. Ainda por cima muito mais ecológico e sem engarrafamentos.
Gennifer Flowers e Paula Jones, ex-amantes de Bill Clinton, juntaram-se para explorar mediaticamente a antiga relação. Na página "Two Chics Chatting" cobram 130 euros por sequências de imagens e audio onde revelam o que tiveram de "enfrentar" durante o relacionamento com o Bill, falando abertamente do tamanho e forma do pénis do ex-presidente. Para além de se tratar de um claro acto de prostituição mediática, é prova do machismo da sociedade ocidental, em particular da americana. Não estamos a ver um homem a descrever hipotéticas relações com a Hilary e a explicitar o tamanho e a forma. Se o fizesse, teria pouco impacto ou a sociedade tomaria uma posição crítica absoluta. Finalmente importa perceber porque é que os políticos não podem ter amantes. Pressupõe-se que é assédio? Tem de dar o exemplo e ser sexualmente imaculados, para depois aprovarem leis sobre o casamento de homosexuais ou aceitar cada vez mais mães solteiras? Os USA são totalmente reaccionários ou são também hipócritas?
Markus Moulitsas Zúniga criou o seu blogue “Daily Kos” (dailykos.com/) em 2002, como um entretenimento. Hoje é bloguer profissional, com cerca de 1,3 milhões de visitas diárias, com convidados especiais, entrevistas e a inevitável publicidade que lhe permite ter desistido da carreira de advogado.
Um emblemático edíficio de arquitectura portuária, de 1939, ao melhor estilo "estado novo", com baixos relevos de Barata Feyo, ali em Alcântara foi recentemente recuperado e afecto à Fundação Oriente, nele passando a funcionar o Museu do Oriente. Dois pisos com a colecção permanente, para além de salas de conferências e de um restaurante. No piso térreo, a exposição temporária agora dedicada à máscaras asiáticas. Também há sessões de cinema e música ao vivo. A não perder. Encerra às terças-feiras. Tel:213585200 http://www.museudooriente.pt/
Montes de Toys, Micaelas e Vânias Fernandes, entremeadas a ranchos folclóricos e bandos de bombeiros, francamente voluntários, rejubilam hoje por todo o país, animando o Dia da Raça. As Couves Galegas, inseguras, apelam ao caldo verde no refúgio do chouriço fugídio que vai escapando à colher. Um dia ortográfico para comemorar o acordo dos juros que sobem no fulgor da especulação que há-de mudar a civilização. Contra os canhões, marchar, marchar?
Portugal dos anos 70 era um país chato, introvertido e mesquinho, mas simultaneamente ambíguo. A herança "Deus, Pátria e Família" podia ser uma vantagem para quem estivesse do outro lado do espelho. O "underground" não era visto como um perigo político em si mesmo. O regime preferia drogas a eventuais "desmandos democráticos"… e nós também!
Há a mão esquerda e a mão direita. Há mãos pequenas e grandes, mãos masculinas e mãos femininas. Há mãos fortes, possantes, mãos rudes, calejadas, mãos de trabalho. Há mãos frágeis, ociosas, mãos diletantes, etéreas. Há mãos nervosas, irrequietas, mãos curiosas, ansiosas, mãos interrogativas. Há mãos vaidosas, expressivas, narcisistas, mãos hedonistas. Há mãos tristes, caladas, mãos tímidas, ausentes. Há mãos sinistras, brutais, mãos que trucidam, torturam, mãos sádicas que odeiam, mãos assassinas. Há mãos decepadas, dilaceradas, estropiadas, mãos que agonizam. Há mãos sedutoras, provocantes, mãos ternas, sensuais, mãos que excitam, afagam, mãos que penetram. Há mãos proféticas, mãos divinas, mãos que rezam, absolvem, mãos milagrosas. Há mãos erguidas que suplicam, que imploram, mãos caídas, pendentes, mãos envergonhadas, derrotadas, mãos estendidas, humilhadas. Há mãos que saúdam, que se apertam, mãos que se abraçam. Há mãos que aplaudem, mãos que apupam, mãos que desafiam. Há mãos fechadas ao alto, punhos erguidos, sinal de vitória. Há mãos de artista, mãos que escrevem, que pintam, mãos que sonham. Há mãos hipócritas, mãos fanáticas, mãos dramáticas, mãos patéticas... Há mãos, muitas mãos. Há mãos sobre tudo e sobretudo há mãos!