28.3.09

INTERRUPÇÃO


ATÉ 3 DE ABRIL, DATA EM QUE COMPLETA DOIS ANOS, ESTE BLOGUE ENCERRA PARA OBRAS DE FUNDO. REABRIREMOS COM CARA LAVADA, MAS COM O MESMO PROPÓSITO: DIVERTIR; INFORMAR; MOSTRAR. ESTA IMAGEM FOI "ROUBADA À MARIA AUGUSTA. ATÉ...

27.3.09

TERTÚLIA VIRTUAL - PRAZER

Há desejo e há prazer. Há prazer sem desejo e desejo que nunca encontra prazer. Prazer obscuro. Interior. Prazer extrovertido. Exibição. O que é o prazer? Você tem prazer? Vive para o prazer? Gosta de dar prazer? O prazer é sexo? Comida? Saúde? Por que sentimos prazer? Afinal prazer é felicidade? Prazer é a busca final? E a dor também é prazer? Masoquismo? Sadismo? A negação dá prazer? Prazer terreno e prazer espiritual. São compatíveis? Prazer é servir um Ser superior? Atingir o Nirvana? O prazer é egoísta? Altruísta? E o que queria a Jane Birkin: "Je t'aime... moi non plus"! Uma contradição de prazer desencontrado? Ou apenas vender discos?
Dia 15 de Abril a Tertúlia Virtual está aí. Basta cliclar no selo do side bar e registar-se a partir de 14/4. Tenha muito prazer!

MOBILE PHONE IMAGES - ROBERTO BARBOSA


O Roberto tinha o blogue (que ainda está activo) para se expressar e para fazer os alunos intervir no processo de criação de imagens. O Telemóvel básico foi o recurso mais simples e instantâneo que encontrou. Esta exposição, patente em Coimbra, deve-se ao esforço de F. Antunes, autora do Blogue "Design ao Litro", aluna e admiradora de Roberto Barbosa que, com grande empenho, conseguiu levar a exposição para a EUAC. Sintam-se convidados a visitá-la.

26.3.09

ANTOLOGIA ROBERTO BARBOSA - MACAU




Fotos Roberto Barbosa.

VENCER A CRISE

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMENTO DA ORDEM

TEMPLO DE SALOMÃO
Uma das teses mais sustentadas diz respeito à Arca da Aliança. Se Salomão tinha feito o Templo com o fim último de guardar a Arca, seguramente teria mandado fazer um esconderijo, provavelmente sob o próprio Templo, para lá a colocar em caso de perigo.
Segundo descrições (hipotéticas), a Arca seria de madeira de acaju, revestida a ouro, por dentro e por fora, com 110cm x 66cm. Havia dois querubins alados em cima da tampa de ouro maciço, frente a frente, com as asas dobradas e viradas uma para a outra. Havia argolas fixadas lateralmente, que permitiam a inserção de barras, para transportar a Arca evitando o contacto directo com ela. Por fim, uma placa de ouro estava colocada sobre a tampa, entre os querubins. Este “Kapporet” era considerado pelos Hebreus como o “trono de Iavé”.
A Arca continha as Tábuas da Lei, mas, para muitos, poderia ser uma espécie de receptor intergaláctico um condensador eléctrico, destinado a comunicar com "seres superiores”: com Deus, com extra-terrestres, com os elementares…[1]
A arca estava bem protegida e era proibido tocar-lhe sem autorização expressa. Aliás, há lendas que falam de quem o tenha tentado fazer, sendo imediatamente fulminado… A arca protegia-se a si própria.
Segundo Louis Charpentier, há várias teses e “provas” de que a Arca não teria sido roubada do Templo e estaria escondida algures, quando os Templários lá chegaram. A sua descoberta seria a missão essencial dos cavaleiros. O mesmo Charpentier defende que, quando os Templários voltaram a Ocidente, traziam a Arca nas suas bagagens.
Esta tese parece ser sustentada pela representação do transporte da Arca em cima de um carro de quatro rodas, esculpida na catedral de Chartres (o monumento Templário mais importante de França).
No entanto, há outras hipóteses (alternativas ou cumulativas) quanto ao que os Templários teriam ido procurar no Templo de Salomão, que apenas enuncio: segredos ligados a Jesus e à sua vida; a Maria Madalena; ao Graal…
Uma hipótese ainda mais arrojada defende que os Templários seriam os guardiões dos locais por onde Satã poderia evadir-se do abismo onde fora colocado, depois de expulso do céu: pontos de contacto entre o Céu e o Inferno, passagens entre diversos níveis e reinos…
[1] Elementares, são o espírito dos elementos, segundo o ocultismo.
(publicação todas as 2ª, 4ª e 6ª feiras)
jp

BICICLETAS

PATAS

TUDO SE VENDE

TODOS À MOLHADA

PEIXE PARA ALIVIAR





Também estão mortos, mas estes comem-se. Portugal é o maior consumidor de peixe da Europa. Por cá há do melhor peixe do mundo. Alguém sabe reconhecer estas espécies?

25.3.09

MORTE EM NOVA OEIRAS


A moderna Nova Oeiras, infelizmente, não é só passarinhos. Hoje, três encapuçados inexperientes tentaram assaltar os Correios. Local sossegado e em pleno coração verde do bairro. Foi logo depois de almoço. A sair da porta vinha um homem de calças azuis escuras e camisa azul clara. Provavelmente confundido com um polícia, levou um tiro de caçadeira de canos cerrados. Morreu logo ali. Os assaltantes puseram-se em fuga. Nada roubaram a não ser uma vida.

SE ORIENTE RAPAZ

Estas indicações múltiplas são frequentes em Portugal e visam testar a capacidade de orientação do povo. Graças a esta acertada política toponímica do Governo e das Autarquias, os portugueses são dos povos mais desenrascados do mundo e com maior potencialidade de adaptação em ambientes adversos. Temo que o GPS venha pôr em causa esta nossa característica e que em breve não se consiga distinguir um português de um banal europeu!

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMENTO DA ORDEM

TEMPLO DE SALOMÃO
O rei de Jerusalém, Balduíno II, atribui-lhes como alojamento uns edifícios situados no local do Templo de Salomão. Chamaram ao local caserna de São João. Para os instalar, fora necessário mandar de lá sair os cónegos do Santo Sepulcro… Não haveria outro local para instalar os Templários? Porquê esta necessidade imperiosa de lhes oferecer aquele local em particular? De qualquer forma, a razão nada tem que ver com o “policiamento das estradas”.
Há razão para crer que os Templários promoveram escavações no local do Templo, em especial nas caves, que constituíam as antigas cavalariças. O que terão encontrado?

Sobre o Templo de Salomão e sobre o próprio Salomão, há muitas lendas e poucas certezas. Nenhum vestígio identificável por arqueólogos. Apenas tradições e algumas passagens na Bíblia (no Livro dos Reis e nas Crónicas).
O Templo terá sido construído cerca de 960 a.C., com o fim de glorificar Deus … e de guardar a Arca da Aliança. Esta encontrava-se no “debir”, uma sala cúbica, no interior do Templo. Em 586 a.C., Nabucodonosor incendeia Jerusalém e destrói o Templo. Em 538 a.C, Zorobadel inicia a sua reconstrução, mas de novo é arrasado pelo selêucida Antíoco Epifânio. Herodes decide reconstruí-lo, mas é novamente destruído no tempo de Nero. Em 70 d.C., novamente Jerusalém é tomada e o que restava do Templo é pilhado por Tito. Objectos e riquezas são trazidos para Roma.
Quando os Templários tomaram posse do local, apenas restava um pedaço do “muro das lamentações” e parte do empedrado da esplanada. Em sua substituição, erguiam-se duas mesquitas: Al-Aqsa e Omar. Na primeira, a sala de orações foi dividida em quartos, para alojamento dos Cavaleiros.
Se a maioria dos objectos tinha desaparecido por ocasião das diversas destruições, que poderiam os Templários ter encontrado?
jp

EFEMÉRIDE - MORTE DE AFONSO II

O rei Afonso II, o Gordo ou o Gafo, foi o terceiro de Portugal, de 1211 a 1233. Um curto reinado sempre incomodado com uma variante de lepra que havia de ser fatal precisamente a 25 de Março de 1233. Em Coimbra reuniu as primeiras Cortes portuguesas, de onde saiu a primeira colectânea de leis gerais contra o abuso das classes privilegiadas sobre os desprotegidos (que eram quase todos). Também na protecção dos direitos humanos Portugal foi pioneiro. Andavam os bárbaros do norte ainda completamente à trancada, já havia por aqui quem quisesse centralizar o poder e impedir desmandos da nobreza feudal. Também introduz as “Confirmações” e as “Inquirições”, tudo formas de controlar o poder e de exercer justiça. Afonso II é, assim, o primeiro monarca preocupado com a administração pública do território. Em contrapartida não tinha qualquer índole guerreira, coisa estranha naqueles tempos. Foi sem ele que os exércitos portugueses, castelhanos e franceses detiveram os mouros em Navas de Tolosa, uma batalha essencial para impedir o avanço muçulmano na Península. A reconquista nacional prossegue de forma ponderada. Apenas Alcácer do Sal, Monforte, Borba e Vila Viçosa são tomadas no seu reinado. Talvez o rei tivesse receio que numa espadeirada mais ousada lhe saltasse o real braço enfermiço de lepra ou que a pernita marota ficasse autonomizada do corpo num galope mais entusiasmado. Não sabemos. O que sabemos é que era um homem avançado para a época. Consolidou a estrutura económica e social do reino e não teve pejo em ser excomungado pelo papa Honório III, em virtude de afectar as rendas que tradicionalmente eram da Igreja a fins de utilidade pública do país. Deixou aos seus sucessores uma política régia de grande alcance, de que D. Dinis se viria a aproveitar com grande inteligência. Segundo os biógrafos era “de fermosa presença, e estatura, grosso em demasiado, mas mui fermoso de rosto” (como, aliás, se pode ver pela foto tipo passe que se junta).
jp

24.3.09

O RISO AGORA É ASSUNTO SÉRIO

Veja em "Arco-Íris da Vida".

LAMEGO - AS PORTAS DA PERCEPÇÃO

Fecham-se as portas sobre esta viagem ao Alto Douro. Como dizia Miguel Torga: "O prodígio de uma paisagem que deixou de o ser à força de se desmedir. Não é os olhos que contemplam: é um excesso da natureza. Um poema geológico. A beleza absoluta". E como não consigo dizer isto melhor, deixo-vos com os "socalcos" da porta da Sé de Lamego!

QUINTA DO PANASCAL

Foi nesta vetusta quinta, despenhada sobre o rio Távora e propriedade da empresa Fonseca Guimarães, que me foram revelados os segredos contados nos últimos dias sobre o vinho do Porto. Por isso aqui deixo a publicidade. Uma quinta fabulosa e cuja história remonta ao séc. XVII. No concelho de Tabuaço e perto da aldeia da Folgosa, a Quinta está aberta ao enoturismo.

VINHO DO PORTO V

Os LBV (Late Bottle Vintage) são uma excelente alternativa aos Vintage. Também provenientes de uma só colheita, ficam não dois mas cinco ou seis anos em casco, antes de serem engarrafados. Podem bebidos logo. Não necessitam de ser decantados, nem na horizontal. São um excelente compromisso de qualidade/preço relativamente aos "Vintage". Bebem-se com um bom queijo, recomendando-se o melhor do mundo: o Queijo da Serra da Estrela. Ainda dentro dos vinhos excepcionais, temos o "Vintage Character", este já proveniente de um lote de quatro anos, sempre excepcionais, e, consequentemente, sem data no rótulo. O preço continua a baixar.
Como já se disse a maioria dos vinhos são envelhecidos em casco. Os "Ruby" são vinhos que envelhecem em grandes balseiros de madeira de carvalho (cerca de 20 000 litros), o que lhes dá pouco contacto com o ar que entra pelos poros da madeira. Assim, são vinhos de baixa oxidação que mantêm as características iniciais de vinhos jovens, com sabor intenso a frutos silvestres. Vinhos despretensiosos. Os "Tawny" provém do mesmo tipo de uvas, mas envelhecem 2/3 anos em balseiros de 20 000 litros e depois são transfegados para pipas de 550 litros. Esse maior contacto com a madeira e com o ar que penetra pelos poros aumenta a oxidação e o o envelhecimento é mais rápido. Quando ficam muitos anos na madeira, acabam por adquirir uma cor âmbar, clara e amarelada. Um "Tawny" velho pode chegar aos 40 anos de envelhecimento. A complexidade dos aromas e sabores é, então, enorme. Uma vasta gama de aromas subtis, de grande intensidade, sobressaindo os frutos secos e a madeira. Deve ser consumida à sobremesa e, curiosamente, acompanha bem com chocolate, café e amêndoa. Sendo um vinho muito versátil pode ser servido fresco, sendo ideal para o Verão. Finalmente, há também os Portos Brancos, feitos exclusivamente a partir de uva branca (contrariamente a outros vinhos brancos). São vinhos relativamente desprezados para um apreciador, mas muito usados como aperitivo. Como se vê em Portugal inventam-se todos os pretextos para beber vinho. Um hábito que, infelizmente, está a perder clientes para a cerveja. O preço será apenas uma das razões!
jp

23.3.09

ANTOLOGIA ROBERTO BARBOSA - MACAU




Fotos Roberto Barbosa

VINHO DO PORTO IV

Os vinhos do Porto estão sujeitos a classificação rigorosa. Os vinhedos podem ser de nível A a F. Os vinhedos classificados com o nível A e B são os únicos autorizados a produzir os "Vintage" e os "Single Quinta Vintage". A classificação é dada pelo Instituto do Vinho do Porto que concede uma licença, na qual se especifica as quantidades de vinho do Porto que podem ser confeccionadas. No caso dos "Vintage" só são permitidos 600 litros por cada 1000 vinhas. A classificação obedece a múltiplos parâmetros: a produtividade; altitude; tipo de clima; tipo de solo; espaçamento das vinhas; exposição ao solo; tipo de uvas; tipo de poda; etc, etc. A pontuação máxima é de 1630 pontos. Depois vai baixando de 200 em 200 pontos até à letra F.
Os ingleses estiveram envolvidos com o vinho do Porto desde o séc. XVII. O teor encorpado dos vinhos agradava-lhes e substituía o Bordeaux, cuja importação era dificultada pelo permanente estado de guerra com França (a guerra dos "Cem Anos", na verdade durou 300). Por outro lado, desde o tempo da 2ª dinastia (D. João I, 1383) havia uma aliança com Portugal, aliança reforçada com o Tratado de Methwen, de 1703, conhecido pelo "Tratado dos Panos e dos Vinhos", e que garantiu privilégios alfandegários de entrada em Inglaterra dos vinhos, em relação aos franceses e alemães. Os comerciantes ingleses começaram a perceber que o vinho viajava mal por mar e azedava frequentemente. Passaram a juntar-lhe aguardente para estabilizar (há quem defenda que este processo era já usado pelos portugueses na rota dos Descobrimentos. Este sistema evoluiu para a fortificação do vinho (junção de aguardente vínica) em pleno processo de vinificação, interrompendo a fermentação dois ou três dias depois de ter começado, permitindo a conservação de parte do açúcar das uvas que, assim, não se transforma totalmente em álcool. Este vinho, não só tem características próprias, como envelhece muito mais e melhor do que o vinho "normal". Há dois estilos de envelhecimento: em casco (a maioria) e em garrafa.
Os vinhos envelhecidos em casco (pipa ou tonel) devem ser consumidos rapidamente após acompra da garrafa. Não vão envelhecer. Só podem é estragar-se. Diferentemente, os vinhos envelhecidos em garrafa (após algum tempo de maturaçaõ em madeira, claro) atingem a maturidade plena no vidro. Os Vintage e os Single Quinta Vintage são envelhecidos em garrafa. Os "Vintage" são os de mais alta qualidade e preço. Uma selecção de vinhos de um só ano de produção excepcional e como tal designada pela entidade reguladora. Permanecem dois anos em casco e são depois engarrafados, envelhecendo por décadas nas caves arejadas, ganhando um requintado aroma e copioso sabor. Devem ser bebidos no fim da refeição acompanhando nozes e frutos secos. Um vez aberta a garrafa deve ser consumida no prazo máximo de 48 horas...
Amanhã acabo que estou quase alcoolizado. Boanôteatodos... ick!
jp

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMENTO DA ORDEM

NASCIMENTO DA ORDEM (cont.)
Em 1104, Hugues de Champagne, que já então tinha relações muito fortes com alguns dos restantes Templários, partiu para a Terra Santa. Regressa em 1108 e lá voltou em 1114, para de novo regressar em 1115.
Aquando do primeiro regresso à Europa (1108), estabeleceu contactos importantes com o abade de Cister, Estevão Harding. A partir desta data, monges cistercienses passam a estudar minuciosamente textos sagrados, hebraicos, ajudados por sábios rabinos da Alta Borgonha…
Podemos imaginar que Hugues de Champagne tenha descoberto documentos importantes, que passaram depois a ser “descodificados” e que Hugues tenha voltado à Palestina em missões e recolha de informações complementares e de validação dos textos.
Hugues de Champagne, após repudiar toda a sua fortuna, a mulher e o filho, ingressa na Ordem do Templo e nunca mais deixa a Terra Santa, onde veio a morrer em 1130. Tanta recusa dá que pensar: não se trataria de ajudar os Templários na sua verdadeira missão, que ele tinha boas razões para conhecer?
Podemos ainda pensar que os documentos que teriam sido descobertos na Palestina, entre 1104 e 1108, não deixariam de estar relacionados com o local que, em seguida, foi afectado ao alojamento dos Templários: o Templo de Salomão (ver planta do pátio, na imagem).
(publicado às 2ª, 4ª e 6ª feiras)
jp

NOVO BLOGUE - CÔTÉ COUR, CÔTÉ JARDIN

Maria Augusta deixa-nos o riquíssimo espólio do "Le Jardin Ephémère" e parte para nova aventura no "Côté Cour, Côté Jardin". Visitem a primeira edição hoje. Uma qualidade certa. Um blogue de referência. Para mais tarde coleccionar!

SUMO DE MANGA

Uma semana marcada pela visita africana do Sumo Pontífice. Como todos sabemos, o Vaticano não faz nada por acaso, nem comete gafes. Tem disso a invejável experiência de 2000 anos. Durante semanas, nas arquivoltas da cidade eterna, a cúria e seus assessores preparou ao milímetro as intervenções do papa. Como se sabe, a percentagem de católicos tem crescido em África. Terá sido isso que determinou, em primeiro lugar, a ida do papa. Parece-me normal esta missão ecuménica. Seria perfeitamente normal Sua Santidade falar da pobreza, da escravatura, do genocídio. Seria normal que pregasse a paz social, que se revoltasse com riqueza da classe política, com os desmandos dos poderosos, com desprezo a que são votados os povos, com o esquecimento das potências mundiais e até com os feiticeiros… Mas não. Bento não se limitou a isso. Podendo ter-se calado, não se calou. Podendo não ter dito, disse. E se disse era porque queria dizer. E se queria dizer era porque queria atingir um fim. A Igreja não comete gafes! O Sumo Pontífice foi a um continente de raiz e tradição poligâmica, a um continente com uma percentagem e SIDA alucinante e em crescimento exponencial pregar a fidelidade matrimonial contra o vírus e a não utilização do preservativo. Com um simples discurso destruiu o trabalho que ONG de todo o tipo, inclusivamente católicas, fazem há décadas. A SIDA vai crescer mais. Padecendo Sua Santidade daquela perigosíssima doença da infalibilidade, foi um rude golpe na saúde pública. Dando de barato que o papa não queria destruir África, só porque são pretos, então que queria com aquele discurso, pensado e requintadamente servido? Para a Igreja sexo não é prazer. É apenas indispensável à procriação. Fornicar é um mal necessário para que o rebanho aumente e possa ser salvo, assim se auto-justificando no seu papel. É urgente que os padres se possam casar. Sejam pessoas normais. Sintam o prazer do sexo. Percebam que não é pecado. Sintam que esse prazer é divino e, consequentemente, tem de ser defendido. É urgente a revisão sexual da Igreja. A Igreja tem de respeitar o ser humano, em vez dos “textos sagrados”. Até lá vamos tendo Sumo de Manga!
Texto publicado no blogue "Olhar Direito"
jp

22.3.09

BORBOLETA


ÉRAMOS MUITOS

MORANGOS EM MARÇO?

COISAS DOCES



Queijadas e pastéis de Tentúgal e oves moles de Aveiro, tudo trazido directamente da origem. Com coisas destas não há colesterol que resista. Os morangos é que fizeram mal...

21.3.09

VINHO ADIADO...

Depois de umas salsichas com couve lombarda ali no "Pereira", em Cascais, nada como ver "Che - o Argentino" para rebater. Achei o Fidel um pouco apanisgado e o Che muito asmático. O filme é selva com tiros e mensagens de "Patria ou Muerte" sempre que possível. A guerrilha fuma muitos "habanos" e é simpática e educada. Falta qualquer coisa. Um não quê ideológico que, embora "demodé", daria profundidade ao filme. Com tudo isto deixo os meus leitores pendurados. Não tenho tempo de falar do néctar do Porto. Ainda por cima, amanhã tenho que despachar um cabrito ali para os lados de Vila do Rei, mais propriamente em Valhascos. O bicho teimou em refugiar-se no forno e agora temos de nos sacrificar. É a Páscoa a chegar e o Inverno a fugir. Amanhã já é Primavera. O tempo nem por isso, mas a disposição do melhor. Fiquem bem. Na 2ª feira o VINHO DO PORTO ataca outra vez...

20.3.09

ANTOLOGIA ROBERTO BARBOSA - MACAU





Fotos Roberto Barbosa

ARTE PÉSSIMA III

Uma rolha? Um saca-rolhas? Uma garrafa abortada? Um buraco de agulha? Talvez a estreita entrada para o Paraíso... Estamos em Lamego. Bispo, cónegos. ilustres prelados. Gente nobre, brasonada. Reis e rainhas. Todos por aqui passaram engrandecendo esta terra rica em palácios e solares, igrejas e capelas. Por todo o lado se respira a densidade de um passado intenso e respeitável. Pois foi neste ambiente nobre e sério que alguém descobriu a necessidade de produzir uma rotunda pequenina, quase minimalista, logo povoada de amores-perfeitinhos, muito queridos, e enxameada de sinais de trânsito, para os carros circularem em círculo, olhando a magnífica Sé e o Paço Episcopal atrás e assim demorarem mais tempo nas arquivoltas do trânsito espiralado. A coisa podia ter ficado assim. Mas não! O homem quer... a obra nasce. E neste caso nasce uma "coisa" vinda do nada e que ao nada há-de voltar. O seu autor esconde-se no anonimato de quem não quer ser eternizado. Como eu o compreendo! Lamego ficou com esta "coisa" e a "coisa" todos os dias pensa se não terá havido engano no destino!
jp

AVES DE NOVA OEIRAS - ANDORINHA-DAS-CHAMINÉS

A Andorinha-das-Chaminés (Hirundo Rustica), tem 19 cm de comprimento. Alimenta-se exclusivamente de insectos que apanha em pleno voo. Nidifica em edifícios. Está presente na Primavera e Verão.
Foto SPEA

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMENTO DA ORDEM

NASCIMENTO DA ORDEM (CONT.)
A tentativa de reunificação religioso-espiritual ao nível planetário tem por base a “Grande Tradição Arquétipa” universal. Arquétipos são “ideias”. A “ideia” de fusão espiritual do mundo está presente em todas as civilizações e culturas estudadas pela História. “Para cada religião o seu mensageiro”, dizia Maomé! São os Avatares, “mensageiros divinos”, fundadores de religiões, arquétipos ou ideias. Cristo foi avatar no Ocidente; Buda, no Oriente.
A abordagem das origens desta “Grande Tradição Arquétipa” levar-nos-ia muito longe. Teríamos de passar pelos Egípcios, pelos Indo-Europeus, pelos Celtas e o seu culto druídico, pelos Atlantes (?) e acabaríamos por ir parar ao Xamanismo, esse Fundo Comum Universal com mais de 60.000 anos e que ainda hoje persiste em todos os continentes, nas sub-culturas indígenas; finalmente, chegaríamos aos extra-terrestres. Não me sinto qualificado para tanto.

Voltemos, por isso, aos nossos cavaleiros.
A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo (como foi inicialmente denominada), criada em 1118, com a benção do Patriarca de Jerusalém, só em 1128, no Concílio de Troyes, recebe o nome de Ordem do Templo ou do Templo de Salomão e é canonicamente aprovada a sua regra (a denominada “regra latina”), isto sob o “alto patrocínio” de São Bernardo de Claraval, monge de Cister.
Provavelmente, a alteração do nome da Ordem provém do facto de, entretanto, lhe terem sido doados os terrenos onde se situava o Templo de Salomão (voltaremos a este tema e às suas implicações esotéricas). Embora persistam inúmeras dúvidas, Hugues de Payens, fundador e primeiro Grão-Mestre da Ordem, seria originário do condado de Champagne, no Sul de França; faria mesmo parte da casa do Conde e seria primo de São Bernardo.
A origem dos restantes oito cavaleiros seria provavelmente francesa e flamenga, com uma única excepção: o cavaleiro Gondomar (ou Gondemar), de seu nome Arnaldo Rocha, seria do Condado Portucalense (não nos esqueçamos de que a origem do Conde D. Henrique era a Borgonha).
A reforçar a tese de os Templários não estarem, nesta fase, muito interessados em lutar, está o facto de não terem querido, deliberadamente, aumentar a sua pequena hoste. Recusaram toda e qualquer companhia, com uma única excepção: por volta de 1125, junta-se-lhes o conde Hugues de Champagne, filho de Thibault de Blois, um senhor cujo condado era mais vasto do que o domínio real.
A chegada de Hugues de Champagne talvez nos possa esclarecer este mistério...
(continua à 2ª, 4ª e 6ª feiras)
jp

19.3.09

VINHO DO PORTO - III

As castas predominantes são quatro: os Brâmanes ou sacerdotes; os Chátrias ou guerreiros; os Vaisias, camponeses e comerciantes; e os Sudras ou escravos, povos não arianos. As castas não se podem misturar. Cada uma tem de ficar na sua, eternamente. Mas isto é na Índia. Aqui no Douro, felizmente as castas misturam-se... e bem!
São 40 as castas permitidas na confecção do Vinho do Porto. No entanto, as melhores e mais utilizadas são seis. A Touriga Nacional é a melhor em vigor e força. Produz pouca quantidade, mas de grande qualidade. Uvas pequenas e azuladas. Os vinhos têm uma tonalidade profunda e aroma a frutos silvestres. Dá-se em solos quentes e áridos como estes do Douro. A Tinta Roriz é a única, das clássicas, não originária de Portugal (em Espanha é a "temperanillo", na região de Rioja). Viril no carácter e com taninos fortes, tem nariz de resina, com aroma a cedro. A Touriga Francesa dá uma quantidade abundante, vinhos claros e aromáticos. A Tinto Cão, uma das primeiras variedades a ser aqui plantada, provavelmente antes do séc. XVI, produz pequenas quantidades de excepcional subtileza e invulgar aroma prolongado. A Tinto Amarela, produz com abundância. Cachos apertados, com uvas de casca fina e com sabor profundo a frutos maduros. Adora uma boa exposição ao Sol. Finalmente a Tinta Barroca é uma inovação introduzida há cerca de 100 anos. Colheitas abundantes. Vinhos robustos, aveludados e elegantes. Suaviza o lote final. A vinha é resistente ao frio, podendo ser plantada virada a norte.
Na década de 1870 apareceu a filoxera. Um insecto que ataca as raízes da videira e que as destrói completamente. Foi a calamidade na Europa. Na iminência de terem de beber água ou cerveja, os civilizados europeus acabaram por descobrir que o male viera da América, claro. Provavelmente numa vinha contaminada que fora exposta num Salão de Agricultura em Paris. Ora, se essa vinha não morria, era resistente... A partir de então as vinhas europeias passaram todas a ser enxertadas com vinha americana. O rizoma é plantado e depois faz-se a enxertia da vinha nativa. A diferença é que aqui no Douro o enxerto é feita nos próprios vinhedos e não em viveiro. Ficamos por aqui. Amanhã vamos aos Vintage...
jp

LAMEGO - FONTE DOS GIGANTES