30.5.09

DOMINGO EM NOVA OEIRAS - FEIRA E MÚSICA

OLHAR A SEMANA - OUÇA UM BOM CONSELHO

Veja a minha crónica semanal no blogue "OLHAR DIREITO".

FESTAS DE SERRALVES


Ontem e hoje decorrem no Porto as "Festas de Serralves", cuga Fundação este ano comemora 20 anos. Para além de toda a animação profusamente divulgada, saliento aqui a actuação/baile do "Real Combo Lisbonense" que ontem pôs a dançar governo e autarcas. Hoje o baile é para todos! Mais um projecto em que entra o meu filho João, com músicas extraordinárias dos anos 50 e 60. Ouçam em www.myspace.com/realcombolisbonense

D. MANUEL I - DERRADEIRA VENTURA

Ainda se lembram e D. Manuel? Eu resumo os episódios anteriores. Afonso, filho de D. João II, casara em esplendorosas núpcias com Isabel, filha dos Reis Católicos de Espanha. Ele seria o herdeiro dos tronos de toda a Ibéria. Em plena lua-de-mel, um cavalo traiçoeiro derrubou-o mortalmente às portas de Santarém...
D. João II sofreu. Sofreu muito. Nunca mais foi o mesmo homem. No entanto, apesar de todo o sofrimento, o "Príncipe Perfeito" manteve a lucidez que o caracterizava. Ele sabia que o filho morto nunca seria um bom rei para Portugal. Era um estroina, como o avô, e pouco dotado intelectualmente. O destino assim o quis e o rei percebeu. A ele se atribui a célebre frase: "De uma coisa só em alguma maneira estou confortado, que é parecer-me que nosso Senhor Jesus Cristo se lembra da gente destes reinos, porque meu filho não era para ser rei deles". Notável frieza!
D. João II fixou-se, então, na ideia de colocar no trono o seu bastardo, filho de Ana Mendonça. O pequenito D. Jorge, conhecido por "Senhor D. Jorge", tinha então 10 anos. A rainha D. Leonor opôs-se com determinação, considerando aquela manobra uma afronta pessoal e D. João II, cuja vontade a todos se impunha, nada pode contra a mulher. O rei acaba por morrer em Alvor, no Algarve, a caminho de Monchique, onde ia a cura de águas. Padecia de uma doença misteriosa a que os físicos de então chamaram "humores melancólicos". Se exumassem hoje o corpo talvez recolhessem vestígios de substâncias aditivas pouco recomendáveis. Era 25 de 0utubro de 1495. Com 40 anos morria um dos expoentes máximos da monarquia portuguesa.
De repente, o discreto Duque de Beja, D. Manuel, primo e cunhado do falecido rei, vê-se com a coroa na cabeça e o reino a seus pés. Aclamado em Álcacer-do-Sal (27/10/1495), casa dois anos depois com a mesma Isabel, filha dos Reis Católicos, que, embora depauperada com a morte do primeiro marido, continua mui salerosa. Acaba por ser ele o herdeiro de todos os tronos da Ibéria (coisa que não se verificou, mas isso é outra história...). Mais, herda todo o esforço na expansão ultramarina preparado pelos seus antecessores. É no seu reinado que Vasco da Gama chega à Índia; que Cabral põe o Brasil no mapa; que os Corte-Real descobrem a Terra Nova; que Afonso de Albuquerque conquista Goa, Malaca e Ormuz... Lisboa foi, então, a capital da Europa e D. Manuel viu-se na contingência de adoptar um título modesto: Rei de Portugal e dos Algarves de Aquém e de Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia. Nada mal para um rapazito de Beja...
jp

29.5.09

NOVO TERREIRO DO PAÇO



A "Sala de Visitas" de Lisboa vai para obras de novo. De acordo com o projecto do arquitecto Bruno Soares, esta solução vai permitir "devolver" a praça aos transeuntes. A placa central vai ser alargada. As vias laterais serão interditas ao trânsito. Os passeios junto às arcadas e o pavimento assumirá um tom amarelado. O trânsito frente ao rio Tejo far-se-à apenas por uma faixa de rodagem e a rua paralela ao Arco da Rua Augusta será reservada a transportes públicos. A polémica está lançada!

CARTAZES POLÍTICOS - IV

Esta rapaziada foi muito trotzquista, muito extrema qualquer coisa desde que fosse à esquerda de quem sobe. Uma caldeirada política que virou chique na moda lisboeta e agora alastra pelo país. Prometem nacionalizar tudo o que mexe, coisa que muito agrada ao eleitorado nacional. Sempre fomos um país de iniciativa estatal. Ele foram os descobrimentos, a colonização, as companhias da Índia, da Guiné, do Grão-Pará e Maranhão. Até a Real Companhia dos Vinhos Alto Douro era do Estado. No tempo do Salazar só não era Estado quem era contra o Estado. Enfim, os portugueses detestam visceralmente a iniciativa privada. Modernices luteranas e calvinistas inventadas por holandeses e que agora mentecaptos americanos tentam impingir para enriquecerem em off-shores acidentais. Ainda por cima a crise económica e os escândalos financeiros dão razão ao Bloco de Esquerda que se arrisca a ser a terceira força mais votada no país. Olhemos o cartaz. Gente descontraída, sem gravata, com ar intelectual... e acima de tudo reparem no "borrachinho" que dá pelo nome de Marisa. Miúdas assim na política há poucas. Esta vai de certeza para Bruxelas a ganhar 15 000 euros, mais ajudas de deslocação. Sem dúvida um bom partido!
jp

28.5.09

PAISAGENS DEGRADANTES - JAILING


Antiga prisão de Vila do Rei.

POMBALINO

No ano em que se comemoram os 250 anos da criação da vila de Oeiras pelo vanguardista Conde de Oeiras, depois Marquês de Pombal, verificamos, com júbilo, que já naquele tempo o fidalgo era do Benfica. Oeiras Vale a Pena!
jp

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMENTO DA ORDEM

ASPECTOS SIMBÓLICOS DO TEMPLO
A tradição esotérica que se manifesta nos “Mistérios” Templários está expressa na sua linguagem simbólica. Sempre que o Homem teve algo de muito profundo a transmitir, fê-lo por símbolos.
São alguns deles que vamos agora abordar, muito sinteticamente e com a ajuda de figuras.
Encontramos alguns desses símbolos esculpidos nos monumentos de Tomar, o que é revelador de que os Templários portugueses estavam dentro da doutrina secreta da Ordem.

A cruz vermelha sobre o manto branco, usada no peito e nas costas, leva-nos ao simbolismo dessas duas cores, síntese do princípio da Ordem: “Sabedoria e Amor para a regeneração universal”. O branco seria o emblema da inocência e o vermelho o do martírio.
No selo da Ordem, figuram dois cavaleiros montados num mesmo cavalo, o que, para além de simbolizar a pobreza dos seus membros, significaria a identidade das aparências opostas, a harmonização dos opostos.
O estandarte Templário compunha-se de um rectângulo – o Gonfalão – dividido em duas metades simétricas, uma branca e outra preta, representando uma delimitação territorial, bem como a proibição tácita de exceder o seu limite.
O Grão-Mestre tinha um bastão de comando, ou ábaco, cujo punho era um globo adornado com uma cruz rodeada por um círculo. Nele se via um selo, representando, ou o Templo de Salomão, ou dois cavaleiros montados no mesmo cavalo em direcções opostas, um para a frente, o outro para trás, numa alusão clara a dois mundos, a duas formas de conceber a vida, à oposição entre o humano e o divino.
jp

ANTOLOGIA ROBERTO BARBOSA - JAZZ


Isto anda tudo muito confuso quanto a pianistas... É só rock e jazz nada! Então e este quem é?

Fotografia de Roberto Barbosa.

ANTOLOGIA ROBERTO BARBOSA - JAZZ


Então e este?

Fotografia de Roberto Barbosa?

27.5.09

ANTOLOGIA ROBERTO BARBOSA - JAZZ


Quem é?

Fotografia Roberto Barbosa

SEXY BODY - POR TRÁS

Cá está uma situação que nos dá que pensar. Será que ela se atreveu a jogar sem calçinhas? Ou estava de fio-dental? E que pretendia a jogadora? Jogar ou exibir as nalgas? Porquê este fetiche com uniformes? E afinal isto é normal ou é sexy?
Muitas perguntas, para uma só resposta: é sexy e ela sabe. A nalga é aquela parte do corpo onde a perna acaba e corpo começa. Uma parte que vale por si própria e que promete ainda mais. Promete carícias aconchegadas. Penetrações desvairadas. Mãos que se arredondam na pele suave de sensualidade maciça. Um corpo sem nalgas é como comida sem sal. Toda a sexualidade feminina está ali. A atracção primitiva, quando a cópula era por trás, manteve-se na nossa herança genética. E o que tem o ténis a ver com isto tudo?
jp

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMENTO DA ORDEM

ESCOLA DE MISTÉRIOS (CONT.)
Quanto ao cristianismo, nos primeiros séculos, havia “Mistérios” no seio das seitas cristãs. Depois, a hierarquia mais poderosa foi acabando com eles, ficando a religião do Ocidente limitada a uma fé exotérica (como já vimos, o Concílio de Niceia é, neste particular, um marco ao perseguir tudo o saía dos cânones aprovados).
Muitos tiveram de refugiar-se em sociedades secretas e ir procurar no Próximo Oriente os mestres do esoterismo.
Neste contexto, a Ordem do Templo foi, porventura, a mais importante no renascimento cultural da Europa do séc. XII, a par com outras confrarias de pedreiros-livres (franco-maçons), com os alquimistas, com os judeus cabalistas…
No entanto, toda a procura da sabedoria fora da ortodoxia era considerada obra do diabo e punida com a pena de morte.

É curioso que Portugal tenha sido, desde os primeiros tempos, um local aberto aos que não seguiam o caminho da ortodoxia. Várias razões o explicarão, como veremos na Parte III. Havia um grande interesse pela procura do significado oculto das escrituras e pelo esoterismo, interesse partilhado pelos próprios reis, a começar por Afonso Henriques, que escreveu dois tratados sobre a pedra filosofal.
De todo este ambiente, resultou até um novo culto popular, com fortes marcas herméticas: o culto do Espírito Santo.

A Idade Média “subterrânea” foi também fortemente impregnada pela Cabala Judaica, a ciência secreta dos Judeus, portadora da chave numérica das escrituras (“cabala” significa tradição). Na Cabala, as letras têm um valor numérico e, a partir daí, decifram-se os significados das escrituras.
Muitos eruditos medievais estudaram a Cabala, entre eles os Templários: a Cabala era uma chave importante para aceder ao esoterismo universal; representa o renascimento para o espírito, o que, em termos esotéricos, é representado pelo baptismo, rito que, diga-se de passagem, era já praticado na Índia e na Ásia Menor, muito antes de Cristo.
Em Portugal, até D. Manuel I, os reis tiveram sempre noção da valiosa colaboração da elite judaica para a formação da nação e os judeus não foram perseguidos. Bem pelo contrário, foram-lhes dadas terras e benesses.
Em Tomar, por exemplo, a Judearia foi mandada construir pelos Templários.

Voltemos ao cristianismo dos primeiros séculos. São muitas as fontes que aludem à existência de “Mistérios”.
Cristo diz: “Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não. (…) É por isso que eu uso parábolas para falar com eles" (Mateus, 13/11-13).
Em várias das suas epistolas, verifica-se claramente que S. Paulo era um iniciado. Apenas a título de exemplo, numa delas refere: “A letra mata, é o Espírito que dá a vida”.
E Cristo sublinha: "Se um homem não nascer de novo não poderá ver o reino dos céus”. É a “morte iniciática”, presente no esoterismo.
JP

26.5.09

PAISAGENS DEGRADANTES - FALLING


CARTAZES POLÍTICOS - III

Este senhor anafado "assina por baixo". Não se sabe porquê, nem para quê. Como estão em curso três actos eleitorais, tanto pode ser para as europeias, para as legislativas, ou mesmo para as autárquicas. É um três em um. Tanto faz. Assina por baixo! Posso aqui revelar em primeira mão que ele é o cabeça de lista do PSD (principal partido da oposição) para a Europa. Alguém, porém, anda a enganar este simpático partido. Deve haver uma empresa de "marketing" político infiltrada de gente do PS a preparar na sombra uma "campanha negra" contra o PSD. Que mensagem é esta, meu Deus? "Assino por baixo"??? De quê? De quê políticas? Qualquer palerma assina por baixo do interesse nacional. Até eu... Noventa e nove por cento da população assina por baixo. Só perigosos anarquistas ou empedernidos carbonários não o farão. O homem procura a identicação com as massas. Votem em mim, não sei para quê, mas votem. Também não interessa para nada, logo se vê... Votem! De uma assentada ganha o "Prémio La Palisse 2009" e "Prémio Tótó do Marketing Político". Lugar garantido na Europa.
jp

NOVA OEIRAS ACONTECE - 2009


No Domingo, 31 de Maio, a Associação de Moradores de Nova Oeiras vai realizar mais um dia de animação no bairro. Depois do lançamento do livro "Aves de Nova Oeiras", vamos ter um dia em cheio no Átrio Central e na Esplanada do Lago (ex-Centro Comercial), das 11h às 19h:

- Feira de Rua: bancas de venda dos moradores. A imaginação é o limite. Se quiser inscrever-se ainda está a tempo novaoeirasacontece@gmail.com ou tlm 922217827. A noção de morador é muito lata e gratuita

- Espaço Criança: jogos; músicas; pinturas faciais; contadores de histórias

- Música ao vivo: "Quinteto Maria Morbey" (17h)

Venha usufruir dos nossos espaços verdes, no dia em que o calor começa. Também há comes e bebes. o ano passado foi assim... (fotos em baixo)

NOVA OEIRAS - A FESTA DE 2008








25.5.09

EPHEDRA - AINDA O CONCERTO






De cima para baixo: António Monteiro (Manecas); José Machado; Xico Zé Henriques; Emílio Robalo; Jorge Pinheiro; João Pinheiro.
Fotos gentilmente cedidas por Paulo Martins, do blogue "Lapsos de Tempo", cuja visita recomendo

24.5.09

ANTOLOGIA ROBERTO BARBOSA - JAZZ


Quem é?

Fotografia de Roberto Barbosa

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMENTO DA ORDEM

ESCOLA DE MISTÉRIOS
Os Templários teriam algo semelhante a uma Escola de Mistérios, para os membros do seu círculo interno. Este facto é evidenciado pelos símbolos e pelos monumentos deixados e revelam claramente a sua tradição esotérica.
As escolas de Mistério vêm da Antiguidade e constituíram o suporte moral e espiritual do Mundo Clássico. Pouco se ouve falar delas: por um lado, o iniciado guarda rigoroso silêncio; por outro, deu-se a perda de todos (ou quase todos) os relatos escritos da antiguidade, nomeadamente com a destruição da Biblioteca de Alexandria.

Na Antiguidade, o conceito de religião era muito diferente do que vigora nos nossos dias: a religião era a instituição que tinha em seu poder a ciência dos assuntos divinos e que “religava” o céu e a terra, o divino com o humano.
Dentro da componente esotérica, uma religião, para ser completa, tinha Mistérios Menores, muito abrangentes e Mistérios Maiores, apenas acessíveis a uma elite.
A existência dos Mistérios é fulcral para transmitir o conhecimento esotérico, que não é perceptível pela mente intelectual, mas apenas pela mente espiritual.

A palavra “mistério” vem do Grego muô, fechar a boca. O voto de silêncio é referido por todos os iniciados de todos os tempos. Silêncio, para que as cerimónias não fossem mal interpretadas; silêncio, para que os conhecimentos não fossem acessíveis para fins meramente egoístas.
Com a queda do mundo clássico, as Escolas de Mistérios foram-se tornando mais elitistas, pois não podiam facilitar a admissão de candidatos, o que lhes criou a fama de serem superstições pagãs.
Quanto ao cristianismo, nos primeiros séculos, havia “Mistérios” no seio das seitas cristãs. Depois, a hierarquia mais poderosa foi acabando com eles, ficando a religião do Ocidente limitada a uma fé exotérica (como já vimos, o Concílio de Niceia é, neste particular, um marco ao perseguir tudo o saía dos cânones aprovados). Muitos tiveram de refugiar-se em sociedades secretas e ir procurar no Próximo Oriente os mestres do esoterismo.
Neste contexto, a Ordem do Templo foi, porventura, a mais importante no renascimento cultural da Europa do séc. XII, a par com outras confrarias de pedreiros-livres (franco-maçons), com os alquimistas, com os judeus cabalistas…
No entanto, toda a procura da sabedoria fora da ortodoxia era considerada obra do diabo e punida com a pena de morte.
jp

FEELING BLUE

23.5.09

OLHAR A SEMANA - VALORES

PUBLICADO "OLHAR DIREITO", DE CUJA EQUIPA FAÇO PARTE.
Durante anos não me preocupei nada com os valores sociais ou com a falta deles. Mais, essa história dos “valores” cheirava a mofo de sacristia ou a política serôdia de direita passadista. Mesmo perante a insistência dos telejornais onde os assaltos, raptos, pedofilia, assassínio e corrupção parecem ser as únicas coisas que acontecem, mantive-me empedernido. Valores? O que é isso? Querem é montar uma nova ditadura e mandar-nos todos para a catequese!
A verdade é que eu dou por adquiridos esses valores. Eles fazem parte do meu “acquis” cultural e de personalidade. Recebi-os dos meus pais e passei-os aos meus filhos de forma natural. Sem qualquer esforço. Sem necessidade de que qualquer entidade os mediasse. Sem reparar. Mas será assim com toda a gente? Porque temos a sensação de voltar a viver num mundo novamente inseguro, a resvalar para a barbárie? Que se passou nos últimos 20 anos? Que se vai passar com o agravar da crise económica e social?
Olhamos à nossa volta e temos uma renovada sensação de Idade Média, em que os bairros sociais, bem demarcados e isolados, lembram as antigas mourarias e judiarias. Em que os condomínios fechados são verdadeiros castelos medievais, com torres e ameias intransponíveis e bem guardadas.
A má política de integração e assimilação das migrações, quer na Europa, quer nos USA, acabará por gerar um xenofobismo e racismo incontroláveis. O perigo de rearmamento e de confrontação militar surge a propósito de novos problemas: o acesso à água; as alterações climáticas; as energias; a fome que cada vez está mais a norte…
Os políticos dizem exactamente o que o eleitorado quer ouvir e o eleitorado quer ouvir exactamente o que os políticos dizem. Estão bem uns para os outros. Vivemos todos muito contentes nesta mediocridade de avestruz. Vivemos a mentira institucionalizada. É a competição para prometer mais. Ninguém vai para a política para perder eleições. As elites são fracas, pouco corajosas e cada vez estão mais distantes do poder.
Vivemos no reino do “Estado Espectáculo” que rapidamente vira comédia. Nós, somos o “Idiota Feliz”. O cidadão que consome e vai ao circo. Só se revolta quando não tem dinheiro. Não percebemos que os valores não são cifrões.
Onde estão, então, os valores? Para mim que estou entre o ateu e o agnóstico, num limbo social diletante, esses valores são o tal “acquis”. Sedimentação de muitas gerações. Não preciso da religião para me “portar bem”. Basta-me a Lei e o Civismo. Mas bastará a toda a gente? Temo que não. Temo que voltaremos, tal como na Idade Média, a precisar dos Códigos de Conduta implícitos em todas as religiões para não voltar a cair na barbárie. Temo que vamos ter de voltar à catequese!
jp

ANTOLOGIA ROBERTO BARBOSA - JAZZ


QUEM É?

Fotografia de Roberto Barbosa

22.5.09

ANTOLOGIA ROBERTO BARBOSA - O JORNALISTA

O "Festival de Jazz de Cascais" teva a sua primeira edição em 1971. Foi talvez o primeiro grande evento cultural de massas promovido ainda no período do "antigo regime", com uma qualidade e um conteúdo verdadeiramente "avant-garde". O Roberto Barbosa fotografou magistralmente algumas edições, nomeadamente a de 79 e de 80, na qualidade de fotógrafo profissional. A partir de amanhã a "Antologia Roberto Barbosa" passará a apresentar algumas dessas fotos. Fica já feito o desafio: adivinhem quem são os músicos fotografados.

CARTAZES POLÍTICOS II - PS

Este é o cartaz do PS, Partido Socialista, actualmente no poder com maioria absoluta. As eleições são as europeias. Vê-se logo que o partido está confortável... "Oi, estou aqui" , diz o senhor professor Vital Moreira. Um cartaz de presença. Meramente referencial. Não adianta, nem atrasa. Não diz rigorosamente nada. Eu somos nós. Logo nós somos eu. Se todos somos nós, então todos nós somos eu. E se eu sou europeu, todos nós somos europeus. Tal como a hipotenusa é igual ao quadrado dos catetos. Vamos ver se este "vaitreze" (vaidoze+1) consegue alcançar a reforma milionária, depois do estrelato do seu blogue "Causa Nossa". Eu continuo na bicha, perdão na fila...
jp

21.5.09

AVES DE NOVA OEIRAS - O LIVRO

Depois de, durante meses, termos aqui apresentado as aves que alegram o bairro de Nova Oeiras, onde moro, a Associação de Moradores, com o apoio técnico da SPEA (Sociedade Para o Estudo das Aves) e o apoio financeiro da Junta de Freguesia de Oeiras, vai lançar no Sábado, dia 23 de Maio, às 17 horas, no CETO, Clube Escola de Ténis de Oeiras, uma brochura com fotografias e o bilhete de identidade desenvolvido das 30 espécies que aqui foram detectadas. O livro pode ser adquirido por 4 € que reverterão para acções a desenvolver pela Associação. Os pedidos deverão ser feitos para amnovaoeiras@sapo.pt

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMENTO DA ORDEM

TRADIÇÃO ESOTÉRICA
Esotérico
significa aquilo que é interno. Exotérico aquilo que é externo.
O esoterismo é a essência das Religiões, uma linguagem universal por excelência. Expressa-se por símbolos que têm impacto na nossa mente espiritual. Esta linguagem inclui a razão, mas supera-a; daí a necessidade das “iniciações”. Os sábios iniciados decifram as marcas deixadas por qualquer esoterista, de qualquer civilização, em qualquer tempo… O círculo interno da Ordem do Templo era, sem dúvida, esoterista: os símbolos e os monumentos que deixaram são provas disso.
O que é esotérico é universal. É nesta perspectiva que Fernando Pessoa declara que no “Quinto Império” haverá lugar para todos os Deuses de todos os lugares e de todos os povos.
O esoterismo fala de uma constituição Septenária do Homem.
O número sete está latente e permanente na matemática da Natureza: sete dias da semana; sete notas musicais; sete cores do arco-íris; a senhora das sete saias; os primeiros sete “Sephirots” da cabala judaica, etc, etc…
Na cosmovisão esotérica, o Homem também reflecte esta realidade, sendo constituído por sete corpos ou princípios (também nos “chakras”).
O sete subdivide-se nas duas formas geométricas mais simples: o quadrado e o triângulo: o quadrado está ligado aos quatro elementos, que, no Homem, formam a personalidade, que é mortal; o triângulo está ligado com a parte espiritual, atemporal, o ser, que é imortal.
Para além da relevância intrínseca desta matéria, ela é essencial à compreensão, mesmo que superficial, da simbologia Templária, que está representada nos monumentos da Ordem.
jp

EPHEDRA


Para quem quiser saber tudo sobre esta planta, favor consultar o blogue da Bé ABSOLUTELY