30.9.09

NENHURES - A SEGURANÇA

Seguindo uma sugestão do Eduardo, deveríamos criar muralhas para proteger Nenhures. É uma tentação evidente. Mas hesito. Os muros nunca foram bons conselheiros. Como proteger Nenhures de uma emigração que possa pôr em perigo a felicidade que desejo para os cidadãos da vila. Em suma, que política de Segurança para Nenhures?

EM NENHURES NÃO HÁ EMPRESAS

Fala-se muito em iniciativa privada. Pois é, experimentem criar uma empresa. Começa por ser relativamente “simplex” e não muito caro. O pior vem depois! IRC a 30% sobre os lucros no final do ano. Descontos obrigatórios para a segurança social. Pagamento do IVA. Pagamento antecipado por conta. Já os recebimentos vão de seis meses a um ano, em negócios com o Estado ou Autarquias. Bom, se no final de todo este pesadelo ainda conseguir lucros e se os quiser levantar da sociedade que você próprio criou, prepare-se que tem de pagar uma taxa liberatória de 25% só para ficar com o que é seu. Lembre-se que já pagou IRC, IVA e montes de impostos directos. O que fazer então? Um bom empresário tem duas hipóteses: reinvestir na empresa, por exemplo, comprando Mercedes ou Ferraris que fazem sempre falta; ou colocar o dinheiro a bom recato num qualquer “off-shore”. Só há uma solução que ataque o mal pela raiz: acabar com as empresas. Em Nenhures não somos hipócritas. Não apelamos à iniciativa privada. Temos pena dos empresários. Sabemos os sacrifícios que isso comporta. Em Nenhures queremos gente feliz. Sem preocupações com impostos, no fim do ano e liquidez, ao fim do mês. Queremos garantir que connosco não há empresários. Todos serão funcionários. A funcionalização e o “tacho” são essenciais. Em Nenhures a felicidade será uma realidade.

PAISAGENS DEGRADANTES



Por trás dos bares chiques da Avenida 24 de Julho, a paisagem é degradante. Lisboa precisa de obras urgentes e a maioria são de restauro. A valorização dos bairros antigos passa por um esforço das autarquias, dos proprietários, dos promotores e dos arquitectos. A obra nova é mais fácil. Mais difícil é reconstruir.

TRANSPARÊNCIA

Podem encontrá-la no México ou no Panamá. Mas vê-la não é fácil...

29.9.09

NENHURES - A OPOSIÇÃO

A oposição finalmente revela-se. Camionetas arregimentam gente de todas as formas e feitios. Vêm à força, a poder de gruas e guindastes. Vêm sem vontade, puxadas pela tentação de um jantar de borla ou de uma bandeirinha para a colecção. É esta a oposição que temos. Uma oposição que não hesita nos meios para alcançar os fins. Nós usamos outro método. Não há comícios, nem arruadas. Apenas a net. Nós somos o futuro. Um futuro higiénico sem contágio da Gripe A, sem beijinhos suados e cheiro a cebola.

OLHAR DIREITO - AS LEGISLATIVAS

Depois de uma participada maratona eleitoral on-line que o blogue OLHAR DIREITO promoveu no próprio dia das eleições, esta semana faz-se o rescaldo das legislativas. Veja as CRÓNICAS de cada membro da equipa. AQUI.

28.9.09

NENHURES - ANDO A SER ESCUTADO

Ultimamente tenho ouvido uns ruídos estranhos no telefone. Até o telemóvel, de vez em quando, começa a gaguejar. Ouvi dizer que podiam ser escutas. Coisas que os candidatos fazem uns aos outros para se conhecerem melhor. Já me queixei à companhia dos telefones, ao Provedor, ao Procurador, à Judiária, ao Ministério Púbico, ao Presidente da República. Só este último respondeu, enviando-me um cartão onde se manifesta totalmente solidário e recomenda uma fuga de informação para os jornais. O que vale é nós somos transparentes. Não temos nada a esconder, porque nada temos para dizer. É assim que esperamos ganhar as eleições. Nenhures ganhará um lugar algures.

NENHURES - AGORA MAIS QUE NUNCA

O país está desnorteado. Nas legislativas de ontem, o país de esquerda ficou condenado a uma coligação de direita... Ou será ao contrário? Perante cenários tão escatológicos, reeitero que a solução sou eu. O município de Nenhures irá lutar pela independência. Não queremos esta bagunça por cá. Depois da noite de ontem só há uma solução: "Independência ou morte".

27.9.09

TEATRO - "EM BUSCA DO BEM ESTAR"

Texto de Joaquim C. Reis, a partir de uma ideia de "Viva Mulher Viva Associação"
Grupo Teatral "A Barraca"
Encenação de Hélder Costa e João D'Ávila,
com Daniela Oliveira, Isabel Montellano, João d’Ávila, Madalena Vaz Pinto e Pedro Borges
Em cena na "Barraca", no Largo de Santos nos dias
2,3 e 4, 10 e 11 e 16,17 e 18 de Outubro (Sextas e Sábados às 21h00 e Domingos às 16h00)
Reservas - 213 965 360 / 707 234 234

A ideia para a realização de uma peça de teatro sobre a temática do cancro da mama na mulher partiu de uma Associação de mulheres com esta doença, a Viva Mulher Viva. Esta peça tem dois objectivos principais. Por um lado, sensibilizar as pessoas para a importância do diagnóstico precoce do cancro da mama e, por outro, enfatizar a importância do papel da doente, dos familiares e dos profissionais de saúde na promoção de uma adaptação positiva à doença, com mais bem-estar e mais qualidade de vida. Três mulheres (uma voluntária já tratada, uma mulher que vai a uma consulta de reavaliação depois de ter acabado os tratamentos e outra mulher que está actualmente a fazer tratamentos para combater o cancro) encontram-se numa sala do hospital e conversam sobre a doença e as suas experiências. Estas conversas são o pretexto para, de forma didáctica, mostrar como se vive esta doença e o que se pode pensar e fazer para ajudar a combatê-la, reduzir o sofrimento e promover o bem-estar e a qualidade de vida. São ainda ilustrados outros aspectos como o papel que o marido ou companheiro podem ter para ajudar a mulher que enfrenta esta doença e a forma como o médico deve transmitir as más noticias, momento particularmente importante no processo da doença.

JARDIM BOTÂNICO - MÚSICA PELO JARDIM

Já foram ao Jardim Botânico de Lisboa? Então vão primeiro ao concerto da Aula Magna, no dia 29 de Setembro e que se destina à recolha de fundos para a reabilitação daquele espaço. Depois vão ao Jardim. A Cecilia, que é minha amiga e Directora do Jardim, agradece. As plantas e a cidade também.

JÁ TEMOS PRIMEIRO-MINISTRO

Esta excelente senhora acaba de nos confessar a satisfação pelo tom democrático e ordeiro como decorreram as eleições. Ela absteve-se por razões de força maior, mas confidenciou-nos que nunca teve dúvidas quanto à vitória do PS e de José Sócrates. Mais nos disse que não quer coligações. Sente-se bem sozinha. Só de vez enquanto precisa de companhia para os devidos efeitos.

JÁ REFLECTI

26.9.09

DIA DE REFLEXÃO

Amanhã é dia de eleições legislativas em Portugal. Saberemos quem nos vai governar ou desgovernar nos próximos quatro anos. Hoje, Sábado, o dia amanheceu calmo, silencioso, quase mágico. Uma paz que não se vivia há semanas. Hoje é o DIA DE REFLEXÃO. Uma invenção da nossa Lei Eleitoral para garantir que na véspera das eleições ficamos todos em bom recato a pensar, a pensar muito, em todas as grandiosas propostas que fomos ouvindo ao longo de mais de um mês. Hoje os Partidos calam-se, por fim. Os eleitores ficam em casa a rever os programas eleitorais, a pesar os prós e os contras, a analisar as possíveis coligações post-eleições (caso não haja maioria absoluta), a avaliar a personalidade dos líderes. Uns aproveitam para ler Maquiavel, outros, o Tratado de Roma, na versão actualizada de Lisboa. Há mesmo quem não hesite em consultar as perspectivas económicas da OCDE ou analisar os últimos Relatórios do Tribunal de Contas. Hoje nem a televisão pode falar de política. Nem notícias, nem comentadores, nem sondagens. Cada um fica, sozinho, com a sua consciência. Tenho a certeza que todos os portugueses e portuguesas vão aproveitar bem o dia. Eu, logo de manhã, enfiei o meu Capacete de Ondas e estou em jejum a meditar.

NUNCA MAIS

25.9.09

MAPA - CURSOS DE INICIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO

A Mapa - Associação Cultural promove um curso de Iniciação e Desenvolvimento Artístico, cujo programa visa a aprendizagem e o desenvolvimento de técnicas específicas das artes visuais.
Destinatários: Todos os jovens e adultos interessados em aprofundar conhecimentos das artes visuais e/ou desenvolver projectos artísticos individuais.
Início: 14 de Outubro 2009
Fim: 26 de Maio 2010
Duração: 80 horas (13 aulas de 2 horas 18 aulas de 3 horas)
Horário: Quartas- feiras das 18h30 às 20h30 (Módulo 1 –Out. a Jan.)
Quartas-feiras das 18h30 às 21h30 (Módulo 2 – Jan. a Maio)
Numero máximo de alunos: 10
Local: Rua da Junção do Bem nº64 2780-261 Oeiras
Preço: 25,00€ de inscrição 75,00€ de mensalidade

Nota: Os sócios da MAPA - Associação Cultural beneficiam da oferta da inscrição (25,00€)
creditada no pagamento da segunda mensalidade.

Programa e Ficha de Inscrição em: https://webmail.netcabo.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.mapacultural.com/

Informações: 96 275 76 48

Professores:
Carmo Romão
https://webmail.netcabo.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.carmoromao.com/
Rogério Mourtada
https://webmail.netcabo.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.rogeriomourtada.com/
https://webmail.netcabo.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.veredasparaoponto.blogspot.com/
Tiago Serpa
https://webmail.netcabo.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.tiagoserpa.com/

24.9.09

ABERRAÇÕES DO PHOTOSHOP






D. PEDRO IV - O EX-TUDO

O ex-rei e ex-imperador D. Pedro IV de Portugal e I do Brasil, foi abdicando de tudo, até abdicar precocemente da vida aos 35 anos, no dia 24 de Setembro de 1834. Morreu em Queluz, no mesmo quarto em que tinha nascido. Viveu num dos períodos mais conturbados da história contemporânea. Uma fuga caótica para o Brasil, acompanhando o rei D. João VI e toda a corte portuguesa, escapando precipitadamente a Napoleão. A passagem de regime absolutista para o constitucional. A regência do Brasil, num clima de turbulência entre tropas portuguesas e pró-nacionalistas brasileiros. Abriladas, Belenzadas, Setembristas, Vilafrancadas, Maria da Fonte, em Portugal. Clima de "PREC" permanente. A independência do Brasil. Quinze anos de lutas fractícidas com o mano Miguel. Foi na qualidade de ex-imperador do Brasil e ex-rei de Portugal que ele desembarcou com 7 500 homens na ilha Terceira (Açores) e reconquistou o poder para entregar à filha Maria II. Quando finalmente ganhou, morreu. O seu coração foi extraído e, por vontade testamentária, levado para o Porto, cidade que lhe garantiu a lealdade contra D. Miguel. Um rei desorientado que nem na morte se soube encontrar. Figura polémica: para uns herói; para outros, traidor; para alguns, sem carácter.
Recomenda-se leitura de: "Um Herói Sem Carácter", de Isabel Lustosa; "O Coração do Rei", de Isa Salles; "O Império à Deriva", de Patrick Wilcken.

NENHURES - AS SINECURAS

Acordei com vontade de fazer uma remodelação. Mas, como ainda não fui eleito, não posso remodelar aquilo que ainda é só projecto. Decidi, então, que todos e todas devem poder participar no governo do município. Aliás, verifiquei em post anterior uma enorme apetência dos meus eleitores (os eleitos que me lêem) para estar próximo do poder. Assim, dentro da nossa política de total transparência vamos atribuir não Assessorias, mas Sinecuras. Cargos públicos sem responsabilidade, sem qualquer trabalho, “sem cuidado”. Enfim, “tachos”. É preciso acomodar esposas, amantes, primos, tios, enteados, amigos de café… É imperativo que ninguém ande por aí sem um cargo, sem carro, sem motorista. Não quero que se sintam diminuídos e ainda pensem em ir para a oposição. Ponho assim à vossa disposição um enorme catálogo de Sinecuras. Escolham, candidatem-se e sintam-se livres para poder propor outras:
- Guardião da Imagem Extrema – João Manéres (este é o único atribuído, por inerência e vitalício)
- Guardião da Metáfora Permanente
- Guardião da Alegoria Final
- Guardião da Elipse Total
- Sinecura da Felicidade Eterna
- Sinecura da Bondade Permanente
- Sinecura do Absoluto Disparate
- Sinecura do Riso Contagiante
- Sinecura da Enormidade Absoluta
- Sinecura da Sinceridade Proverbial
Apropriem-se da coisa pública. Não tenham pejo. Ela está cá para isso mesmo. O que seria da "coisa" se ninguém lhe pegasse? Quanto aos vencimentos, falamos depois. Ainda tenho de conversar com a minha contabilista.

CHA-CHA-CHA

23.9.09

SEXO NO CONVENTO


A vocação não era a principal razão para as mulheres irem para freiras. As visitas aos conventos faziam parte da etiqueta social da nobreza. Era de bom tom um nobre "ter" a "sua" freira, com discrição mas com muita intenção. Era chique trocar correspondência. Fazer visitas. Trocar prendas, talvez poemas por doces conventuais. No Convento de Odivelas ainda hoje são famosas a marmelada de Odivelas e o pudim da Madre Paula. Com tanta marmelada, rapidamente as celas viravam alcovas. O Convento de Odivelas, hoje perdido num mar de casas sub-urbanas da região de Lisboa, ficava outrora "fora de portas". Local de quintas e saloios, era lá que D. Dinis (1261-1325) buscava carne fresca e benzida com o beneplácito da esposa, a Rainha Santa Isabel, que na angústia de ter de enfretar o real marzápio, recomendava ao rei "Ide vê-las, ide vê-las", referindo-se às freiras de Odivelas. Dizem que o nome veio dessa santa frase. Não sabemos. O que sabemos é que a tradição se manteve.

D. João V (1689-1750), o rei Magnanímo, era um freirático incorrigível. A sua obsessão pelo sexo levou-o ao uso e abuso de afrodisíacos, designadamente de cantáridas, que lhe abalaram a saúde e apressaram a morte. Era para Odivelas que ele corria a lançar-se nos braços de Madre Paula. Dela teve três filhos: D. António, D. Gaspar e D. José, conhecidos pelos "Meninos de Palhavã", do nome do palácio onde moraram, hoje Embaixada de Espanha. Madre Paula sobreviveu 35 anos à morte do amante, sempre tratada com toda a consideração. O Convento de Odivelas foi, posteriormente, transformado em colégio para as filhas dos oficiais das Forças Armadas. A marmelada manteve-se. É branca e pura e só elas sabem porquê.

ÀS PORTAS DO CONVENTO

O CONFESSIONÁRIO - CONVENTO DE ODIVELAS



AZULEJOS - CONVENTO DE ODIVELAS



22.9.09

CORES À JANELA

NENHURES - A FROTA AUTOMÓVEL

Tenho um problema. E grave. Sou franco: preciso do vosso conselho. Imaginem que se for eleito, como espero, vou-me deparar com uma situação insustentável. Na Câmara Municipal de Nenhures há 76 motoristas para conduzir directores e outro “staff” superior. Por outro lado, há apenas 35 veículos automóveis. 76 pessoas, para 35 máquinas! Fico num dilema: ou despeço motoristas ou compro carros. Se despeço motoristas, vou ter logo um sarilho e ser acusado de contribuir para o desemprego e para a crise mundial. Se compro carros, serei um despesista. É claro que dispensar directores ou quadros superiores ou acabar-lhes com as regalias está completamente fora de questão. Se o fizesse não seria eleito, pura e simplesmente. Por outro lado, se comprar os carros terei de aumentar as derramas e outros impostos para ter dinheiro para comprar os ditos carros. Finalmente, se comprar mais automóveis contribuo para o desenvolvimento da indústria mundial, em geral, e das empresas revendedoras, em particular. Ou seja: de um lado não despeço ninguém, satisfaço clientelas e dou dinheiro aos capitalistas. Do outro, limito-me a aumentar uns impostozitos. Que hei-de fazer?

21.9.09

ROBERTO BARBOSA - VARAIS


O Eduardo que me desculpe, mas não resisti à publicação. São fotos do meu falecido amigo Roberto Barbosa. Devem ser dos anos 80. Encontrei-as no imenso espólio do Roberto que ando a digitalizar pacientemente. São fotos do Palácio Sotto Mayor, na época objecto de ocupação selvagem post 25 de Abril. O Palácio está agora recuperado e nele funciona um Centro Comercial e escritórios.

NENHURES - O PODER DO AMOR

Finalmente tenho de concordar com alguém. Esta estouvada e folgazona candidata tirou-me as palavras da boca. É preciso amar mais. Muito mais. Incomensuravelmente mais. É preciso saber amar. Há técnicas. Há que sabê-las. De que vale amar se não sabemos exprimir o nosso amor, exteriorizá-lo, manifestá-lo? Em Nenhures queremos incentivar o Amor. O Amor é tudo. O Amor está por todo o lado e nós vamos levá-lo a todos os lares. Garantimos consultadoria e até aulas práticas. Vamos criar o “Cheque Amor”, com direito a uma noite no Requinte Motel, ali em Albarraque, utilização da cama redonda com espelhos no tecto e opção de “swing” ou “menàge à trois”. Rendam-se ao Amor e pratiquem, pratiquem muito que às vezes não resulta à primeira. Se não conseguirem, eu ajudo… apenas na condição de candidato, claro.

20.9.09

PAÍS DE FUNCIONÁRIOS

Veja no blogue "Olhar Direito" a minha crónica da semana: "País de Funcionários".

FESTA NA MADRAGOA





18.9.09

A ORGIA DOS VIRGENS

Comemoramos hoje, aqui no Expresso da Linha, o aniversário da ROSEROUGE, da ELLEN, da Mylla, da Lina, o MEU e em geral de todos os virginianos, sem os quais o mundo não funcionaria por falta de organização, planeamento e logística, entre outras coisas fundamentais. De facto somos os únicos que conseguimos pôr alguma ordem nos milhares de carneiros, escorpiões, touros, leões, peixes e outros animais que povoam este universo superlotado. Mas isso agora não interessa nada... A festa vai ser de arromba. Eu levo champagne e bolo de anos. Tragam o que quiserem. Vou pôr música para dançar, mas têm de me dizer o que querem ouvir (tudo menos samba). Ah, e não esqueçam os preservativos. Isto é virtual, mas nunca se sabe...

17.9.09

EFEMÉRIDE - NASCIDO A 17 DE SETEMBRO

Filho de seus pais nasceu em Lisboa a 17 de Setembro de 1951, o consagrado bloguista Jorge Pinheiro. Cedo manifestou um feitio execrável, com tendência para birras e dificuldade em comer a sopa. Depois de uma infância turbulenta passado entre o corredor e a janela de um rés-do-chão lisboeta, acaba exilado em Nova Oeiras, corria o ano de 1961. Já então precoce, não tardou a deixar-se influenciar pelo rock. Aos 15 anos tocava viola e falava francês. Na faculdade de direito distinguiu-se pela ausência, sendo com surpresa que os professores o conheciam no dia do exame. O período hippie apanhou-o em cheio e entrou-lhe pelos pulmões sem, no entanto, lhe devastar completamente os neurónios. Distinguiu-se por não ter colaborado com o 25 de Abril só porque o despertador não tocou. Uma carreira profissional fulgurante impediu-o de fazer o que gostava: pintar, esculpir, tocar e escrever. Agora, menos precoce, continua cada vez mais na mesma.
jp

15.9.09

BLOGGINCANA - TAREFAS

TAREFAS DA 1º BlogGincana (15 de Setembro, de 2009 )
As TAREFAS poderão ser cumpridas ao longo dos próximos 28 dias, até 13 de Outubro. Os inscritos que não se sentirem aptos a cumpri-las, ou por qualquer outra questão não queiram, nada contra. Seus blogs são muito importante para formarem o universo dos blogs sobre os quais, os participantes activos, irão atender às TAREFAS. E como essa é a primeira rodada, as TAREFAS são simples e poucas. Iremos aumentando o número e dificuldade ao longo dos próximos meses. Para participar deverá:
- Colar o banner, em seu post, para identificar sua participação.
- Colar no sidebar o banner com o link do seu post/tarefa.
- Cumprir as seguintes tarefas:
A) Escolha, entre os inscritos, os dois ou três blogs que mais lhe agradam.
B) Qual a razão dessas suas preferências.
C) Já os conhecia ou se está-os visitando pela primeira vez?
D) Escolha uma imagem postada nesses blogs que os represente, copie e poste junto com suas respostas.
Lembrem-se, sempre, de fornecer o nome e link dos blogs citados.

14.9.09

EM NENHURES NÃO HÁ VERDADE

A bondosa senhora agora quer a verdade. Mas afinal o que é a verdade? Já Pilatos se interrogava. Fazia um calor horrível naquela manhã do décimo quarto dia do mês de Nissã quando lhe trouxeram Yesua Ha-Nozri, o réu da Galileia. Debaixo da colunta coberta do palácio de Herodes, Pilatos estava com uma terrível dor de cabeça. Afinal o que era a verdade? Pilatos, na dúvida, lavou as mãos. O "pilatismo" ficou para sempre. Veio para nos inquietar. O "pilatismo" é uma arte, uma ciência, uma dúvida sistemática que se instalou naquele dia para todo o sempre. Quem afirma falar verdade, depressa mente. Verdade é aquilo que não pode ser dito, porque não existe. Por isso, falar verdade ou não dizer nada é a mesma coisa. Desconfiem de quem diz falar verdade. Quem afirma falar verdade acaba lavando as mãos. Em Nenhures não mentimos porque aqui não há Verdade.

NENHURES - O REGRESSO DO CANDIDATO

Depois de uma semana de reflexão, o candidato regressa renovado e cheio de energia. Deliberadamente não participei em qualquer debate televisivo, não porque não tivesse sido convidado, mas porque nada tinha para dizer. A minha campanha não é feita de propostas ou de promessas. Não tenho programa. As pessoas votam em mim pela única razão válida: estão fartas dos outros.

13.9.09

JANELA PANORÂMICA

Uma paz de fim de tarde que nos percorre longamente. A vida corre lenta no infinto pôr-de-sol. Ao longe acendem-se luzes. Primeiro uma, depois duas, agora três. Pontos refulgentes no lusco-fusco do dia. O Sol cai devagar atrás do monte. Nós ficamos com o brilho do céu que teima em fugir da noite. Uma paz suave que queremos eterna. São oito da noite de um Setembro cálido e morno. E o dia persiste na janela panorâmica.
jp

OLHAR A SEMANA - ELOGIO DOS POLÍTICOS

Veja no blogue "Olhar Direito" a minha crónica da semana: "Elogio dos Políticos".

TROVOADA SOBRE LISBOA - DIA 9/9

12.9.09

FUI À PRAIA - I

Uma praia aberta ao oceano. Dunas selvagens. Vegetação de areia. Raízes profundas que procuram águas doces. Uma ilha de sonho que o mar fustiga. Uma ilha desprotegida que homem teima em preservar. Ostras, conquilhas, ameijoas, lingueirão. Barcos estacionados, agarrados às suas bóias coloridas. Vagas mansas que trazem algas salgadas na rebentação. Mergulhos imperiosos nas águas cálidas. Calor africano de neblina quente. Uma Ria que se estende lentamente na perguiça do sapal dourado. Campo por lavrar. Mar por navegar. A vida é uma maré.
jp