31.10.09

OLHAR A SEMANA - TOMAR A POSSE

Veja em "Olhar Direito" a minha crónica da semana.

TURISTA OCIDENTAL - NO PAÍS DOS VÂNDALOS (4)

A facilidade da conquista de Espanha continua um mistério. Vieram apenas ajudar… ficaram oito séculos!!! Não se pode confiar em “infiéis”. Agora, quem não tinha razão era o arrogante Califa, que esteve para ordenar a retirada, mal sonhando o jeito que a península iria dar aos seus netinhos Omíadas umas décadas mais tarde. Já iremos ver porquê.
Eis-me em Córdova moderna, em pleno Alcazar dos Reis Católicos (só o nome diz tudo sobre a confusão histórica instalada). Foi lá que tive uma revelação, quiçá digna de um verdadeiro “Sufi”. No meio do jardim, ao ver as estátuas dos Reis Católicos e do Cristóvão Colombo, suplicante, tudo se me revelou…
Percebi, de repente, como um maníaco-obsessivo pode mudar o curso da história. Desprezado por D. João II de Portugal, recusado inicialmente pelos Reis Católicos, o chato do Cristóvão à custa de tanto chagar, lá conseguiu um pequeno subsídio estatal para “ir às Índias e voltar”, sempre por Ocidente. Isto, segundo uma teoria absolutamente revolucionária que punha o mundo redondo!
Os Reis Católicos, seguramente a conselho do padre confessor, despacharam o “Navegador Gaspacho”, na esperança de afogamento a curto prazo. Azar! O homem acerta-me em cheio na América Central!
Morreu a pensar que eram as Índias e nós, europeus, ficámos com um continente inteiro para praticar genocídio à vontade, despachar assassinos condenados e exilar indesejáveis de toda a espécie, a quem passámos a chamar eufemisticamente “aventureiros”.
É claro que Portugal sempre soube que o mundo era redondo e que a Ocidente existia um continente, não só pela nossa memória atlante como pelos ensinamentos da Ordem de Cristo, descendente dos Templários e patrocinadora dos Descobrimentos. Há muito que a navegação portuguesa, na rota para o Cabo das Tormentas, bordejava as costas do Brasil, abastecendo-se de produtos frescos que evitassem o escorbuto. Por isso, o nosso Rei mandou o Colombo bugiar.
Fez mal! Só agora com séculos de perspectiva histórica se pode compreender o erro real.
Se ele tem pago ao homenzinho, os USA teriam sido colonizados por “senhores Oliveiras da Figueira”, com vendas de torresmos e bandeiras do Benfica à esquina de cada “canyon”; os Sioux e os Apaches ainda estariam vivos, de boa saúde e com bisnetos nos Açores; os escravos pretos seriam da Guiné e nunca teria havido “rap”; cuspir para o chão seria uma prova de civilização e o palito entre os dentes um “must”. As bombas atómicas seriam, quanto muito, rolhas de espumoso da Bairrada a estralejar ou traques de feijoada à transmontana; e sempre que fossemos forçados a matar ou trucidar, o nosso coração choraria, o que muito teria comovido os indígenas.
(a continuar)

A FUGA

30.10.09

TURISTA OCIDENTAL - NO PAÍS DOS VÂNDALOS (3)

Em Abril de 711, com uma força de 10.000 homens, Tariq, emir de Tânger, atravessa o estreito, que passa a ostentar o seu nome, Gibraltar (a “ponte” de Tariq) e vai por ali acima, imparável!
É claro que a coisa foi facilitada. Rodrigo, então rei visigodo, tinha tomado o poder, apoiado por vários nobres, mas não por todos. A monarquia visigótica era, teoricamente, electiva. Ultimamente, porém, não era o que estava a acontecer. Egica conseguiu que o filho, Vitiza, lhe sucedesse e este pretendia fazer o mesmo com o próprio filho, Akhila… O habitual nepotismo!
O golpe de estado que levou Rodrigo ao poder, cavou fortes dissensões entre a nobreza, parte da qual, nomeadamente a facção de Vitiza, chefiada pelos seus irmãos Alamundo e Artabás, terá “convidado” os muçulmanos para uma pequena vingança, seguros que, derrotado Rodrigo, os berberes partiriam disciplinadamente para a sua Ifriqyia… Só que não partiram!
A seguir à batalha de Medina Sidónia, ali perto de Algeciras, onde um exército de 30.000 visigodos é derrotado por Tariq, este move-se rapidamente, ocupando Córdova, Málaga, Granada e a própria capital, Toledo. Após este êxito estrondoso, Musa, chefe de Tariq, decide também associar-se à conquista e, obviamente, ao saque.
Do ponto de vista institucional, é Musa o verdadeiro conquistador da Espanha. É já ele quem toma Sevilha e Mérida e inicia, em 714, a tentativa de subjugação da Galiza e do Vale do Ebro.
É neste preciso momento que o distante Califa al-Malik tem um assomo de autoridade e manda Musa e Tariq apresentar-se em Damasco.
Saíram contrariados, deixando Abd-al-Aziz, filho de Musa, como governador. Eles, lá foram a Damasco ouvir um raspanete histórico e a Espanha nunca mais voltaram!
Na imagem, o rochedo de Gibraltar e, ao longe, África.
(a continuar)

CUIDADO COM A GRIPE

Já apanharam a gripe? Já se vacinaram? Dores de cabeça? Vómitos? Febre? Nada? Estranho! Metade dos telejornais é feito de seringas a espetarem braços, bem em cima do jantar, entre duas garfadas de arroz de pato. Agulhas, discussões sobre prioridades entre deputados, gajos que se recusam à injecção, mortes, autópsias, ministros a falar de pandemias... Enfim, Portugal deve estar infestado de vírus. Deixou de haver assunto sem ser a gripe. Andamos assustados. Muito assustados. Muitos de nós temem ficar com este aspecto... um jovem que era modelo antes do H1N1.

29.10.09

TURISTA OCIDENTAL - NO PAÍS DOS VÂNDALOS (2)

De facto, foram berberes que nos invadiram, passando as “Colunas de Hércules”, vindos do Norte de África.
Como toda a gente sabe, os berberes estavam divididos em duas tribos principais: os Butr e os Baranis. A maioria dos berberes que aderiu à conquista do al-Andalus provinha do grupo Butr. Eram tribos mais antigas, com relações estreitas com os bizantinos e, em grande parte, convertidos ao cristianismo. No entanto, foram os muçulmanos árabes que assumiram a chefia destes grupos e a liderança da conquista.
A capital muçulmana do Norte de África (a Ifriqia) era Qayrawan, colónia fundada pelos árabes em 670, longe do litoral, na planície central da Tunísia para fugir ao controle dos bizantinos. Toda a região dependia do governador do Egipto, sedeado em Fustat (o Cairo, esse ainda não existia).
Foram sírios, dirigidos por Hassan n. al-Numan al-Ghassani, quem, em 694, acabou com a resistência bizantina estabelecida em Tripoli e Cartago e derrotou a sacerdotisa Kahina, chefe dos berberes, levando todas as tribos até ao diwan do califa omíada de Damasco, Abd al-Malik.
Hassan é substituído por Musa n. Nusayr, na supervisão das províncias ocidentais, tendo nomeado para emir de Tânger, entretanto conquistada (708), um seu apoiante berbere. Nem mais, nem menos, que o nosso conhecido Tariq n. Ziyad.
O Islão precisava de se expandir para sobreviver. Então no Norte de África isso era essencial: se o saque se esgotasse, os grupos e tribos de imediato se atacariam uns aos outros, conduzindo à inevitável desintegração. Conquistada Tânger, só a Espanha, logo ali em frente, podia oferecer o tipo de oportunidade que o Estado islâmico necessitava (sim, que o islão sempre foi uma teocracia).
Curiosamente, a invasão foi de iniciativa local, muito local, sem aprovação prévia da hierarquia, ou seja, do governador da Ifriquia, Musa n. Nusayr e muito menos do califa al-Malik, de Damasco.
Foto: interior da Mesquita de Cordova.
(a continuar)

SUPER VELHOS


28.10.09

TURISTA OCIDENTAL - NO PAÍS DOS VÂNDALOS (1)

Vamos ao país dos braquicéfalos, “Terra dos Vândalos”. Ao Djazirat al-Andalu… Vamos à Andaluzia. Quando o Império Romano caiu, foi aqui que os bárbaros Vândalos se instalaram, até serem dominados pelos Godos que vieram em segunda vaga.
Montados nos nossos camelos de tecnologia germana, lá fomos em cáfila até Córdova, onde ficámos instalados no Gran Hotel Black and Decker em obras permanentes.
Da cidade retenho ruas estreitas e sinuosas da judiaria; cruzes às costas e encapuzados; procissões, multidões, apalpões; a estátua de Maimónidas e o seu pézinho maroto; a catedral-mesquita, com monos cristãos tentando esconder preciosidades muçulmanas e labirintos de colunas árabes, com Cristos pendentes, para disfarçar. Conta-se, até, que Carlos V depois das obras cristãs que tentaram entaipar a mesquita, teria dito: “Esconderam uma coisa que nunca se vê, para fazer uma merda que se vê todos os dias”. Vasselássaber, digo eu!
Mas Córdova foi capital de um emirato, de um sultanato e, mesmo, de um Califado!
Em 711d.C., estavam os Visigodos sossegadamente instalados na península. Dois séculos haviam passado, depois de Leovigildo, em 569, ter subido ao trono. Arrumados os Vândalos e os Suevos, os Godos, sedeados em Toledo, dominavam tudo, com excepção dos Bascos e Asturianos, povos esquisitos, que nunca ninguém percebeu o que eram e muito menos eles próprios. Pois foi, precisamente, em 711 que entraram por aqui dentro uns quantos berberes disfarçados de muçulmanos.
Gente estranha, de língua estranha, habituados à sede, à areia e à falta de mulheres. As mulheres, pelo contrário, nunca tinham falta de homem!
(continua)

USA - FROM BOTH SIDES


TURISTA OCIDENTAL

Em 2007 lancei o meu primeiro livro, "Turista Ocidental". Foi uma edição reduzida com capa do meu amigo Roberto Barbosa (entretanto falecido) e design da Mafalda Diniz. Muitas pessoas me têm pedido exemplares. O livro esgotou e não vejo meio de haver 2ª edição. Assim, a pedido de várias famílias, vou passar a postar diariamente, em episódios o mais curto possíveis, seis das viagens incluídas no livro. Poderei introduzir pequenas alterações ou adaptar alguns capítulos sempre que me pareça adequado. Esta é a vantagem de postar em causa própria. Como diz José Jorge Letria, no prefácio, "Turista Ocidental é um anti-roteiro de viagens, já que, contendo embora muita informação e reflexão, não tem a veleidade de encaminhar alguém seja para onde for". Boa leitura.

TV RURAL - CONCERTO NA CAPARICA

25.10.09

VIRIATO E OS LUSITANOS

Acabado o passeio por terras da Beira Baixa, não queremos deixar de salientar a presença dos Lusitanos neste território. Esta estátua, sita em Zamora (Espanha), atesta bem que os Lusitanos são "disputados" entre espanhóis e portugueses, como herança própria de cada uma das nações. De facto eles ocupavam a Meseta Ibérica, a parte mais pobre da Península, onde agora está Madrid e acabaram escorraçados mais para ocidente, empurrados por outras tribos invasoras, protegendo-se nos inexpugnáveis Montes Hermínios (Serra da Estrela). Passaram a viver de expedientes, nomeadamente de rapina, roubo e raptos. Este povo de salteadores montanheiros fez a vida negra aos romanos que, claro, vinham por bem. Deixo-vos a minha interpretação muito pessoal dessa mítica figura que foi Viriato, endeusado pela I República e aproveitado, ao limite, pela propaganda "salazarista", como grande precursor da Pátria.

"Viriato era um fedelho irrequieto e insuportável. Pastava entre a Meseta Ibérica e os Montes Hermínios.
Manhã cedo, saia do tugúrio familiar com um casqueiro de bolota e uma cabaça de aguardente de zimbro para matar o bicho.
Perna curta de montanheiro, envolto em mal curtido bedum de cabra. Percorria despenhadeiros graníticos em equilíbrio instável. Sonhava vertigens heróicas de libertação radical.
Estamos em 160 a. C. O tempo era romano… O espaço incerto… O modo troglodita!
O rapaz pertencia à tribo dos Lusitanos, de origem duvidosa. Eles próprios não sabiam donde vinham e muito menos para onde iam. Seriam Celtas? Iberos? Atlantes? Os romanos chamavam-lhes “pernix lusis” (ágeis lusitanos), visto não pararem quietos. Nós não nos atrevemos a chamar-lhe o que quer que seja, para não ferir susceptibilidades.
Viviam amontoados em castros de lusalite. Labirintos em chapas de zinco. Vielas enlameadas em fezes de caprino. Cheiro insuportável a urina. Sebes de couve galaica aparadas em caldo verde.
As mulheres estavam permanentemente grávidas, lavando pilhas intermináveis de louça, enquanto os homens se divertiam em monumentais hecatombes com sacrifícios de bodes e prisioneiros das tribos rivais.
Adoravam deuses estranhos: Atégina; Bandonga; Bormanico; Endovélico; Runesocesius; Tongoenabiagus e Turiacus.
Povo anarca e incivilizado. Os romanos bem tentaram discipliná-los. Mas, nada. Como diria um general romano: “A Ocidente da Península Ibérica há um povo que não se governa, nem se deixa governar”.
Viriato deveria ser julgado em acção popular por gestão danosa da “res publica”. Por sua culpa, atrasou-se a entrada na Comunidade Económica Romana em mais de 150 anos. Foram pontes, estradas, aquedutos, subsídios e, talvez mesmo, um novo aeroporto, que ficaram por fazer. Que diríamos hoje de quem nos tivesse impedido de aderir à União Europeia? No mínimo “albanês”!
Dos Lusitanos ficou o mito. A fama de um povo inquebrantável e “iluminado”. A História é mártir do devir e nós idiotas do nacionalismo!
Finalmente, em 138 a.C., três amigos de Viriato, Ditalco, Minuros e Audax, homens esclarecidos e com grande sentido de estado, tiveram o bom senso de assassinar o caudilho, sob o alto patrocínio do procônsul Quinto Servílio Cepião que, sabe-se lá porquê, teimava em nos integrar na CER (Comunidade Económica Romana).
Mas, nem assim os Lusitanos se deixaram civilizar. Pior, 80 anos depois, estando Cornélio Sila no poder, em Roma, ainda acabaram por dar guarida ao foragido Sertório mais a sua corça branca, com os tradicionais poderes “psicopômpicos”.
E foi o que valeu. Obrigou os romanos a terem, finalmente, de conquistar este cantinho, o que mesmo assim só aconteceu, de forma cabal, em 25 a. C.!!!"
(in "Turista Ocidental", livro da minha autoria e publicado em 2007).

SALVATERRA DO EXTREMO



Estamos a atravessar a fronteira para Espanha. O rio Erges corre espelhado até desaguar no Tejo. Do lado de Portugal a Igreja Matriz. Do lado espanhol a Castelo de Penafiel, mandado erigir pelo nosso D. Dinis (séc. XIII) quando tudo isto era Portugal. O que serviu para defender as fronteiras de Portugal, serviu, depois, para defender as fronteiras de Espanha, numa constante mudança de mãos que acabaria no Tratado de Alcanisses (1297) que fixou definitivamente os limites do território português. A recente abolição das fronteiras na Europa Comunitária tira-nos a sensação de invasores, aquela "excitação do passaporte", a temeridade do pequeno contrabando. De qualquer forma, por aqui ainda se diz "obrigado" e por lá "gracias".

SALVATERRA DO EXTREMO - AS FURDAS



À primeira vista dir-se-iam fortificações onde os audazes lusitanos se aquartelariam para, depois, lançar os seus ataques venenosos contra os invasores romanos. Afinal, vai-se a ver, e não passam de confortáveis pocilgas onde os bácoros disfrutam de um pequeno apartamento, com WC e um logradouro com esplanada e lago para chafurdarem. Talvez de "chafurdar" venha o nome Furdas, muito vulgares em Salvaterra do Extremo, mas que se encontram noutros locais da Beira Baixa desde a remota Idade Média.

IDANHA - LAGAR DE AZEITE RECUPERADO




25 PERGUNTAS

Um blogue só de perguntas a bloguistas. Desta vez fui eu a "vítima". Veja aqui as respostas.

23.10.09

IDANHA-A-VELHA

Em Idanha-a Velha vamos encontrar uma aldeia parada no tempo, onde se acumulam restos de visigodos e romanos, à molhada com mouros e alguns lusitanos que teimam em resistir à idade e à solidão nas soleiras das portas, em conversas inúteis, num tempo sem sentido. Primeiro vieram os romanos, depois os visigodos, a seguir os mouros (o castelo é de origem árabe) e, finalmente, a reconquista por Afonso III de Leão. Ou seja, Idanha já pertencia ao Condado Portucalense aquando da fundação de Portugal. Afonso Henriques entregou-a aos Templários, para variar e D. Dinis à Ordem de Cristo, também para variar. No séc. XX assistimos à invasão em força dos arqueólogos que tomaram conta da ocorrência.

IDANHA - SÉ CATEDRAL





Idanha-a-Velha conheceu uma ocupação visigótica, sob o nome de Egitânea, sendo este o seu período áureo. Foi sede de diocese em 599 d.C. e centro de cunhagem de moeda em ouro (os trientes). É dessa altura o "Palácio dos Bispos" e a designada Sé Catedral (Basílica Visigótica), esta com profundas alterações arquitectónicas posteriores, como se pode ver. O seu interior deveria estar todo pintado, como se depreende deste fresco recuperado. A igreja foi recentemente objecto de mais uma intervenção que lhe deu telhado e chão em madeira e está a ser utilizada para colóquios e conferências. Até os godos se devem rebolar nas tumbas!

IDANHA - COISAS ROMANAS




Civitas Igaeditanorum foi fundada no séc. I a.C. pelos romanos. Neste terreiro fronteiro à Basílica Visigótica as ruínas abundam e as inscrições também. Conseguem traduzir alguma coisa? Daqui veio a nossa língua...

ESPÍRITO LUSITANO



O Homem-Lusitano caracteriza-se por uma enorme capacidade de improvisação e uma indómita vontade de inovar. Vemos aqui uma das técnicas mais usadas: a trapalhice. A partir destes exemplos é possível extrapolar para os Descobrimentos, para as conquistas d'aquém e d'além mar, acabando nesse expoente máximo da cultura e do comércio lusos, o Senhor Oliveira da Figueira, que Hergé imortalizou no seu Tin Tin.

EPHEDRA - AMANHÃ

Este foi um dos nossos cartazes dos anos 70, agora "reciclado" para o espectáculo de amanhã. O desenho é um original de José Maria Tavares da Rosa.

JANELA DE PEDRA