A Europa continua sem resolver a crise. A Europa está a
brincar com o fogo. Qualquer desarticulação séria a nível do Euro e a União
Europeia é posta em causa. São anos de trabalhos esforçados que se perdem. Uma
construção política quase utópica que desaparece. E não haverá segunda
hipótese. Interrogo-me sobre quem beneficiaria com a falência do projecto
europeu… Os USA estão em vias de perder a força do dólar. A queda do Euro
representaria menos um concorrente de peso. A China prefere, seguramente,
negociar em escudos, pesetas ou francos, do que numa moeda forte, o Euro. Os
países emergentes, também. Os Mercados, nem se fala. A especulação sobre moedas
de pequenos Estados é, sem dúvida, muito mais proveitosa do que relativamente a
uma moeda forte e estável. Todos beneficiam da queda do Euro. A desarticulação
da União Europeia, por seu turno, traria benefícios geopolíticos para toda a
concorrência. Todos beneficiariam. Todos menos a Europa. Não se entende este
embaraço. Esta letargia. Esta ineficácia. Dizem que é problema de liderança.
Talvez, mas até um escriturário de segunda já tinha percebido o que devia
fazer. Portanto há outras razões. Será que há líderes europeus que não querem
este projecto? Será que se estão a servir da crise para constituir um
Directório político de 3 ou 4 países? O que se está a passar é vergonhoso. Os
vários países vão perdendo semanalmente soberania, contra pacotes de “ajuda”. A
pouco e pouco ficamos reduzidos a devedores. Sem voto na matéria. Porque não se
avança para o Federalismo? Porque não é proposta esta solução por países como
Portugal, Bélgica, Irlanda, Grécia? Não entendem que é a única maneira de
garantir a soberania de cada Estado e de manter a democracia na Europa?
31.8.11
DIA A DIA - PLANETA DOS MACACOS
Os macacos corriam. Saltavam. Davam cambalhotas. O cientista
atrás deles. Perseguições policiais. São Francisco a ferro e fogo. Tudo porque
as experiências com ALZ 112 tinham dado inteligência aos símios. Lá no
laboratório testavam um produto para o Alzeimer. César, o chimpanzé, acaba
mesmo a falar. Só lhe falta tocar piano. Cientistas, jardim zoológico,
tratadores malvados, gorilas enraivecidos, chimpanzés iluminados… Um banal
filme de perseguições, com macacos em efeitos especiais. Parece que filmam homens
a fazer os movimentos e depois trabalham em computador. O resultado são macacos
humanos. Tudo acaba numa apoteose destrutiva no tabuleiro da ponte de São
Francisco, com os habituais carros da polícia a serem amassados e helicópteros
vencidos por macacos trapezistas. Acaba bem, isto é, os macacos conhecem chegar
à floresta de sequóias e o macaco César, líder destacado do grupo, afirma
peremptoriamente: “This is home”. Se ele o diz, nós nada temos a objectar. Para
quem pensava que este filme tinha alguma coisa a ver com o romance de Pierre
Boulle, que deu origem ao célebre filme de 1968, interpretado por Charlton
Weston, desengane-se. Curiosamente o argumento desta chachada é do mesmo Pierre Boulle que, sem dúvida, se especializou em macacos. Lá atrás, nas filas da retaguarda, ouve-se o restolhar
das pipocas e os sorvos de coca-cola. Gente que vem lanchar para o cinema.
Macacos sem efeitos especiais. Ficamos expectantes: para quando o “Planeta dos
Homens”?
30.8.11
DIA A DIA - FILME DE VERÃO
Há dois meses que tento ir ao cinema. Nem que seja para comer
pipocas. Estou desesperado. O cartaz é deveras aliciante: “Cowboys e Aliens”, “Capitão
América”, “Carros 2”, “Chefes Intragáveis”… Chega o Verão e é isto. Como se as
pessoas só tivessem inteligência no Inverno. No Verão somos indigentes,
obrigados a ir à praia. Papar festivais de música, com bandas inenarráveis,
muito pó e imensos DJ’s, gente exótica que vai riscando discos de vinil, na
frustração de não saber tocar. No Verão sentimos ainda mais o peso social. A
estatística dos números. Somos apenas consumidores. Consumimos férias.
Apartamentos no Algarve. Refeições em restaurantes. Pacotes totais em ressorts onde o gado humano vai a
banhos. Consumimos óculos escuros, dietas instantâneas, shots de chiclete com banana. Somos números que ocupam camas. Percentagens
que vão para o estrangeiro. Números que passam portagens. Acidentes reportados.
Número de mortos na estrada. As nossas pessoas pequeninas que habitam os números vivem contentes na
estatística oficial. E andamos felizes porque existimos na percentagem
social do consumo compulsivo. Para quem trabalha, as férias são um
interregno patético. Um cansaço ritual. Um divertimento forçado. Um desperdício
consumista. Para quem não trabalha, as férias dos outros são uma complicação.
Queremos sair. Está tudo cheio ou está fechado para férias. Um pesadelo!... A
tarde cai. Está tempo de trovoada. Vou mesmo ao cinema. “Planeta dos Macacos –
A Origem”. Pode ser que entenda alguma coisa. Amanhã conto.
DIA A DIA - DA LÍBIA COM TERROR
Na televisão o habitual cortejo de árabes barbudos, de
metralhadora em punho. Atacam a meio do jantar, entre a sopa e o bife com
batatas fritas. Foi no Egipto e na Tunísia. Agora é na Síria e na Líbia. Amanhã
será onde calhar. O mundo muçulmano está na Idade Média. Sunitas contra Xiitas.
Berberes contra árabes. Tribos contra tribos. Ricos contra pobres. Ditadores
contra ditadores. Os interesses ocidentais apoiam hoje, para atacar amanhã. As
armas vendem-se bem. O petróleo ainda não esgotou. Não há inocentes. Ficamos
muito contentes com a queda de Kadhafi, mas na verdade nada sabemos do que vai
ser da Líbia. Quem será o ditador que se segue? Virá a guerra civil? Democracia?! O mundo muçulmano está numa profunda crise. Uma crise de valores.
Uma desorientação de lideranças. Precisam de se agarrar ao Corão para ter
legitimidade. Faz lembrar o período da Contra-Reforma na Europa do séc. XVI e
XVII. Católicos contra protestantes. A supervisão absurda de um Papa corrupto.
As lideranças viciadas e viciosas de reis que se arrogavam de herança divina. O
drama do mundo muçulmano é também o drama do Ocidente. Infiltrado por núcleos
muito expressivos de muçulmanos, a nossa tolerância vai acabar mal. A xenofobia
em breve alastrará. A verdade é que nada sabemos dos muçulmanos. E eles não
querem saber de nós. Ambas as comunidades vivem no mesmo espaço, sem se
interpenetrarem. Sem se compreenderem. Sem se respeitarem. Um dia acordamos com
uma Líbia dentro do prato da sopa. Nessa altura vamos precisar de
metralhadoras.
29.8.11
CHEGUEI
Acaba Agosto. Acabam as férias. Eu que não tenho férias, continuo sem fazer nada. Enfim, nada não é bem assim. Tenho comido bem, bebido melhor e dormido assim assim. Ah, e tenho feito outras coisas, daquelas um homem faz... Já me esquecia. Acabei ontem de escrever o livro que me tem ocupado desde Janeiro. Menos uma coisa para fazer. O livro chama-se "Há Biscoitos no Armário". É uma biografia. Agora vai para maquetização e depois produção. Sai a 21 de Outubro, data em que faz 90 anos a pessoa biografada. Falaremos mais sobre isso, um dia destes. Entretanto, surgiram novas ideias para o blogue. Vou introduzir novas rubricas. Para já, amanhã, começa o "Dia a Dia". Entretanto, fiquem com as imagens de uma bela piscina onde dei uns simpáticos mergulhos no meio dos calores estivais.
26.8.11
16.8.11
14.8.11
9.8.11
7.8.11
MORTE NA BLOGOESFERA
Rolando Palma foi assassinado no passado dia 2, no Rio de
Janeiro. Ele e Regina conheceram-se na blogoesfera. Um ex-marido ciumento e
desequilibrado acabou com o romance. Há paixões que matam. Este era,
infelizmente, um caso de morte anunciada. Estou
convencido que, se o Rolando adivinhasse, não deixaria de fazer o que fez. O
amor é suicida. Para ele acabou. Para a Regina não. O amor ganhou mais dois
heróis. São os novos Romeu e Julieta da blogoesfera. Para a família de Rolando,
os meus sentidos pêsames. Para a Regina, um grande beijo e desejos que possa
rapidamente superar a situação.
Homenagem ao Rolando AQUI
Homenagem ao Rolando AQUI
4.8.11
THE PRINTED BLOG
The Printed Blog Portugal
Como a internet, mas inflamável.
http://www.facebook.com/pages/ThePrintedBlogPortugal/235720639801598
ENTREVISTA TVI24
http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/13465495
Como a internet, mas inflamável.
The Printed Blog Portugal é a versão portuguesa da publicação original americana.
Tem como princípio retratar, o mais aproximadamente possível, o universo da internet em Portugal, com conteúdos exclusivos escritos por bloguistas ou utilizadores da plataforma web.
Com periodicidade mensal, cada número contará com a participação de cerca de 30 colaboradores, permitindo trazer para o papel a diversidade, liberdade, criatividade e qualidade do que se escreve, fotografa ou desenha na Internet. Nas bancas, todos os dias 3 de cada mês.
FACEBOOKhttp://www.facebook.com/pages/ThePrintedBlogPortugal/235720639801598
ENTREVISTA TVI24
http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/13465495
3.8.11
QUEREMOS MILES
Até 28 de Setembro, a exposição está patente no Rio de Janeiro, no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil). De 19 de Outubro, a 25 de Janeiro de 2012, em São Paulo, no SES Pinheiros. A não perder.
Foto de Manuel Mota.
2.8.11
CASA ALENTEJANA
Um azul sem fim. Paredes brancas. Alvura que afasta o Verão. A chaminé imponente. Lá dentro o calor que afasta o Inverno. Casas alentejanas. Um prodígio de climatização. Um beleza de cortar a respiração.
1.8.11
CARNE DE PORCO À ALENTEJANA
Parece estranho, mas não é. Uma combinação inesperada. Um ex-libris da cozinha mundial. Carne porco com ameijôas. Como foram as ameijôas parar ao interior alentejano, é para mim uma incógnita. A não perder.
Subscribe to:
Posts (Atom)








