Não podemos dar ao operário o pão na terra, mas obrigando-o a cultivar a fé, preparamos-lhe no Céu banquetes de Luz e de Bem-aventurança.
Eça de Queiroz, in "O Conde de Abranhos".
30.9.11
COMIDA LAXANTE
Desconhecia esta mistura explosiva. Se soubesse, há muito tinha parado de tomar o laxante que me alivia vai para 30 anos. Tenho outras sugestões: sardinhas assadas com doce de ovos; pastéis de bacalhau com mousse de manga; camarão com marmelada... Um bom prato gourmet deve facilitar o trato intestinal. A boa comida não pode provocar prisão de ventre.
29.9.11
28.9.11
COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST
zamotanaiv said...
Só acho uma coisa:
Enquanto esta sociedade andar dependente de uma economia que só sobrevive em crescimento tudo correrá mal. Não se pode crescer para sempre!
A nova sociedade terá que se basear em manter e melhorar o que existe. Já crescemos demais. Andamos a bater com a cabeça no tecto.
Enquanto esta sociedade andar dependente de uma economia que só sobrevive em crescimento tudo correrá mal. Não se pode crescer para sempre!
A nova sociedade terá que se basear em manter e melhorar o que existe. Já crescemos demais. Andamos a bater com a cabeça no tecto.
SER POLÍTICO - CENÁRIOS DA CRISE
Há um cenário optimista que garante uma recessão em Portugal de 2,5%, em 2012. Um cenário optimista que penaliza os impostos directos e indirectos. O IVA vai aumentar. A “taxa extraordinária” vai tirar 50% no subsídio de Natal dos trabalhadores. O Código de Trabalho vai ser modificado para facilitar os despedimentos. O desemprego vai crescer. Os bens essenciais sobem em flecha. A Saúde vai ficar mais cara. A Educação cada vez mais na mesma. Este é o cenário optimista.
Mas há um cenário pessimista em que euro rebenta. A moeda perde o valor. Os bancos
vão à falência. Os nossos depósitos (para quem os tem) virtualizam-se para
sempre. Os certificados de aforro ficam bloqueados. A bolsa afunda-se. As máquinas ATM deixam de “dar”
dinheiro. Os salários desaparecem. As reformas volatilizam-se. Um cenário
pessimista de violência e tumultos. Um cenário em que morrer é uma excelente solução
social.
Seja qual for o cenário, o que incomoda é que tudo se vai passar independentemente da nossa vontade,
façamos o que fizermos. O que é estranho é que só depois da crise bater no fundo
surgirão novas soluções. Soluções que nem sequer adivinhamos. O excesso de
informação torna a situação ainda mais dolorosa. Contrariamente a outras crises
históricas, esta é a primeira vez em que vemos a crise ao vivo e a cores. Uma crise em directo na televisão. Esta é a primeira vez em que antecipamos colectivamente o fim de um
ciclo. Um cenário filosoficamente interessante…
26.9.11
SOMOS TODOS BEIRÕES?
Nem sempre férias são sinónimo de Algarve. Precisamos
conhecer o “país profundo”. Estamos na Beira. Tudo é possível.
Texto editado no nº 2 da revista "The Printed Blog" (http://www.tvi24.iol.pt/videos.html?mul_id=13465495)
Consta que Viriato
andou por aqui perdido entre matas de castanheiros e alcateias de lobos. Viriato era um fedelho irrequieto e insuportável. Pastava
entre a Meseta Ibérica e os Montes Hermínios. Manhã cedo, saia do tugúrio
familiar com um casqueiro de bolota e uma cabaça de aguardente de zimbro para
matar o bicho.
Perna curta de
montanheiro, envolto em mal curtido bedum de cabra. Percorria despenhadeiros
graníticos em equilíbrio instável. Sonhava vertigens heróicas de libertação
radical. Estamos em 160 a. C. O tempo era romano. O espaço incerto. O modo
troglodita.
O rapaz pertencia
à tribo dos Lusitanos de origem duvidosa. Eles próprios não sabiam donde vinham
e muito menos para onde iam. Seriam Celtas? Iberos? Atlantes? Os romanos
chamavam-lhes “pernix lusis” (ágeis
lusitanos), visto não pararem quietos e serem difíceis de agarrar. Nós não nos
atrevemos a chamar-lhe o que quer que seja, para não ferir susceptibilidades.
Viviam amontoados
em castros de lusalite. Labirintos em chapas de zinco. Vielas enlameadas em
fezes de caprino. Cheiro insuportável a urina. Sebes de couve galaica aparadas em
caldo verde. As mulheres
estavam permanentemente grávidas, lavando pilhas intermináveis de louça,
enquanto os homens se divertiam em monumentais hecatombes com sacrifícios de
bodes e prisioneiros das tribos rivais.
Povo anarca e
incivilizado. Os romanos bem tentaram discipliná-los. Mas, nada. Como diria um
general romano: “A Ocidente da Península
Ibérica há um povo que não se governa, nem se deixa governar”.
Viriato deveria
ser julgado em acção popular por gestão danosa da “res publica”. Por sua culpa
atrasou-se a entrada na Comunidade Económica Romana em quase 150 anos. Foram
pontes, estradas, aquedutos, subsídios e, talvez mesmo um novo aeroporto, que
ficaram por fazer. Que diríamos hoje de quem nos tivesse impedido de aderir à
União Europeia? No mínimo “albanês”!
Dos Lusitanos
ficou o mito. A fama de um povo inquebrantável e “iluminado”. A História é
mártir do devir e nós idiotas do nacionalismo.
Finalmente, em
138 a.C., três amigos de Viriato, Ditalco, Minuros e Audax, homens esclarecidos
e com grande sentido de estado, tiveram o bom senso de assassinar o caudilho,
sob o alto patrocínio do procônsul Quinto Servílio Cepião que, sabe-se lá
porquê, teimava em nos integrar na Comunidade Económica Romana.
Os rios continuam
a correr revoltos. As montanhas abruptas continuam a despenhar-se no vazio.
Portugal é Terra de Lusitanos. Viriato está por todo o lado. A Beira somos nós.
Jorge Pinheiro
Jorge Pinheiro
Texto editado no nº 2 da revista "The Printed Blog" (http://www.tvi24.iol.pt/videos.html?mul_id=13465495)
25.9.11
DIA A DIA - SONHOS DE SABÃO
Um sonho pode ser uma bola. Há quem faça bolas para ter um sonho. Quem tenha sonhos sem bolas. Ter sonhos ainda não custa dinheiro. Mas sem dinheiro quem se arrisca a sonhar?
24.9.11
CASCAIS - MESSE DA MARINHA
Com a restauração da Independência em 1 de Dezembro de 1640, começou a tomar corpo a construção da linha de Fortalezas da Defesa da Costa. Desta linha de defesa fazia parte o Forte de Santa Catarina (no local onde hoje se situa a Messe de Cascais). No princípio do século XIX, quando entraram em declínio alguns dos velhos fortes, Santa Catarina foi abandonado. Com a subida ao trono de D. Carlos, Cascais transforma-se definitivamente em Vila da Corte. No reinado deste monarca foram vendidas algumas velhas fortalezas da linha a famílias relacionadas com a Corte para nelas construírem as residências de veraneio. Santa Catarina entra no rol dos vendidos e foi definitivamente arrasado.
A família Aires de Ornelas constrói nos terraplenos do Forte de Santa Catarina a sua residência, que se manteve até que Henrique Maufroy de Seixas, cerca de 1920, adquiriu a propriedade aos herdeiros Ornelas e constrói o Palacete Seixas, cujos trabalhos terminaram em 1932. O antigo Forte de Santa Catarina, depois Residência Ornelas e finalmente Palacete Seixas, é hoje propriedade da Marinha, “Messe de Cascais”, por legado testamentário de Henrique Maufroy de Seixas.
23.9.11
SER POLÍTICO - MADEIRA - UM BURACO PERMANENTE
Na ilha da Madeira vive-se um comunismo burocrático de pendor clerical e
feição alcoólica. É assim há mais de 30 anos. Alberto João Jardim é um líder
populista, um cata-vento de conflitos, um gestor da desgraça, um idiota da
poncha. Porque surgiram agora as notícias de buracos financeiros?... Há décadas
que se sabe da gestão ruinosa naquela Região Autónoma! Eu, que adoro
conspirações maquiavélicas, não tenho dúvidas: foi tudo deliberadamente
provocado pelo próprio Jardim. A um mês das eleições regionais ele ocupa todo o
espaço noticioso. Alguém sabe quem é a oposição? Jardim pode agora dizer mal de
tudo e de todos. É um perseguido. Agita a bandeira da independência. Renova os
fantasmas do colonialismo. Os jornalistas adoram. Subservientes, entrevistam o
homem nas maiores boçalidades. Estamos fartos. Não da Madeira, mas de Jardim.
Faça-se um referendo. Aposto que ganha a alienação do território. Jardim não é
a Madeira. Os madeirenses têm de entender isso e tirar o poder àquele
energúmeno. Senão arriscam-se a ficar sozinhos no meio do Atlântico.
CASCAIS - FAROL DO CABO RASO
O Farol do Cabo Raso localiza-se no Cabo Raso, no Forte de São Brás de Sanxete, no concelho de Cascais. Trata-se de um torre metálica, cilíndrica, vermelha, com treze metros de altura. com lanterna e varandim e edifícios anexos.
O Plano geral de Alumiamento e Balizagem do Continente de 1883 previa a instalação no Cabo Raso de uma luz de porto constituída por um aparelho de 4ª ordem, produzindo clarões de minuto a minuto, com um candeeiro de duas torcidas, garantindo 19 milhas de alcance luminoso em estado médio e 10 em estado brumoso. Assim se conservou esta primeira luz do Cabo Raso até 1915, data em que seria instalada a torre metálica que ainda hoje ali existe: "A luz vermelha instalada no angulo sul da casa do faroleiro foi substituída por um farolim de luz vermelha, o qual consta de uma torre de ferro pintada de vermelho, situada no forte de S. Braz e contígua à mesma casa do faroleiro, encimada por um aparelho iluminante de 5ª ordem com o alcance de 9 milhas. O plano focal fica 19 metros acima do nível do mar e 16 metros acima do solo.
22.9.11
MANET - OLYMPIA ERA AFINAL VICTORINE MEURENT
O "Varal de Ideias" fez um interessante trabalho sobre o quadro de Manet, "Olympia". Nele se fala sobre os antecedentes e as várias obras que, depois, nele se inspiraram. Mas quem era Olympia? Expresso da Linha investigou. Olympia era afinal Victorine Louise Meurent (1844-1927). Também ela pintora, mas que se notabilizou por ter sido uma modelo retratada em quadros célebres do período impressionista e em especial por ter sido a modelo predilecta de Édouart Manet, que conheceu no ano de 1862 e para quem posou ao longo dos 13 anos seguintes.
Em cima, Olympia (1862 - Musée d'Orsay); ao centro Déjeuner sur l'Herbe (1862-63 Musée d'Orsay) e Woman with Parrot (1866 - Metropolitan Museum of Art).
No quadro Déjeuner sur l'Herbe, encontramos o corpo de Suzanne Leenholf (mulher de Manet) com o rosto de Victorine. Uma simbiose típica de photoshop.
Única obra reconhecida da autoria de Victorine Meurent.
COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST
João Menéres said...E ainda diz que não encontra nada nas profundezas...
Está aqui a explicação : Os tesouros estão à superfície !
TESOUROS AFOGADOS
Uma equipa de arqueólogos vai partir à descoberta dos tesouros escondidos no
mar ao largo de S. Julião da Barra, no concelho de Oeiras, onde ao longo dos
anos naufragaram dezenas de embarcações. A partir desta quarta-feira, seis arqueólogos mergulham até aos 13 metros de
profundidade em volta do forte de S. Julião da Barra, onde existirão pelo menos
50 navios naufragados. Há
vestígios de navios de embarcações de o séc.
XVI, no início da expansão portuguesa, até ao séc. XX. Dependendo das marés, os primeiros resultados dos mergulhos poderão ser conhecidos daqui a duas ou três semanas. Tantas veses por ali andei e nunca encontrei nada!
21.9.11
JÚLIO RESENDE - MORTE AOS 93 ANOS
Diplomou-se em Pintura em 1945 pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Fez a sua primeira aparição pública em 1944, na I Exposição dos Independentes. Em Paris, para onde vai estudar, assimila algum cubismo, aproximando-se, de forma progressiva, da não figuração. Do geometrismo ao não figurativismo, do gestualismo ao neofigurativo, a sua arte desenvolve-se numa encruzilhada de pesquisas, cuja dominante será sempre expressionista e lírica. Pintor de transição entre o figurativo e o abstracto, Resende distingue-se também como professor, trazendo à escola do Porto um novo espírito aos alunos que a frequentaram na década de 1960. Morreu no dia 21 de setembro de 2011, aos 93 anos. Um dos maiores pintores portugueses do século XX.
COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST
Eduardo P.L said...
Não vou comentar. Não vou provocar. Não vou defender os arquitetos. Mas vou vaticinar: dentro de 50 anos só existirão obras como essa na orla. Casas antigas poderão ser tombadas pelo patrimônio histórico e poderão servirão de referência de como foi um dia Cascais! Assim caminha a humanidade!
Nota: inicio hoje uma rúbrica que vem fazendo sucesso no blogue Varal de Ideias, do meu amigo e parceiro Eduardo. "Comentários Que Valem Um post" valoriza as opiniões e promove maior dicussão. Uma excelente ideia, devidamente autorizada pelo autor.
ARTE PÉSSIMA - ESTORIL SOL RESIDENCE
Não tenho falado deste monstro com receio de represálias dos meus amigos arquitectos. Ontem, porém, fui a Cascais. Perdi-me nas vielas da cidade velha. Ruas que dão para a baía. Casas baixas despenhadas sobre o mar. Tudo com escala. De repente, levantamos o olhar... e zás!. Do outro lado da baía, o Monstro. Concebido pelo arquitecto Gonçalo Byrne em terrenos do antigo Hotel Estoril-Sol, o Monstro ofende a Costa do Sol, como um mancha de poluição no horizonte. É impossível ficarmos indiferentes. O Monstro esmaga a paisagem. Afecta a linha da costa. Minimiza a Estrada Marginal. Um postal ilustrado com a pintura borrada. Uma escala egocêntrica para vender milhões. Como os arquitectos, por definição, nunca têm culpa e o dono da obra quer é construir mais, a culpa tem de ir por inteiro para as autarquias que autorizam estas barbaridades. Assusta não haver a possibilidade de voltar atrás e projectar diferente. Assusta não haver morteiros para abater o Monstro. Um caso de legítima defesa paisagística.
20.9.11
19.9.11
DIA A DIA - OUTUBRO
Há no ar uma azáfama de início de aulas e de livros
escolares. Uma estranha nostalgia feita de sombras que se alongam nas tardes
crepusculares. O Verão arrasta-se na hesitação da partida. O tempo muda na
incerteza da estação. Hoje calor, amanhã fresco. Um vento agreste, um sol
insuportável. A constipação acumula sinusite nos espirros contidos da gripe
anunciada. Os casacos saem dos armários na esperança de agasalhar. As moscas
hesitam em morrer. As folhas espreitam a vertigem da queda. Na praia as
gaivotas reconquistam o areal. A natureza anuncia a hibernação. Há uma
indecisão em nós. Uma angústia de última estação.
18.9.11
AINDA O ANIVERSÁRIO
Como não é todos os dias que se fazem sessenta anos, aqui vai o rescaldo da noite. Tudo muito familiar. Em cima, a Valéria, a Lília, o João, a minha Mãe, eu e o Manel. Em baixo, eu e a Fernanda.
17.9.11
16.9.11
NOTÍCIAS DA MARISOL
Já fez um ano. Passa o dia na rua. Percorre os jardins dos vizinhos. Não tem fronteiras. Salta, corre, sobe às árvores. Apanha tudo o que mexe: lagartixas, osgas, pássaros... Um instinto de caçadora que me incomoda, mas nada posso fazer. Chega à noite extenuada. Uma gata feliz.
15.9.11
DIA A DIA - SEM ASSUNTO
Estou sem assunto. Sem tema. Sem imaginação. Por isso resolvi não escrever nada. Um dia a dia que é um dia adiado. Amanhã talvez acorde relusente de inspiração... Duvido. Normalmente acordo tarde, embrenhado nas brumas do sedativo da véspera. Depois, o tempo está estupidamente quente e abafado. Corro a Lisboa para o habitual almoço de sexta-feira com os ex-colegas de trabalho, agora amigos. É estranho como só depois de acabar o trabalho na empresa nos tornámos mais íntimos... Dava um bom tema para dissertação. Mas agora não me apetece. Hoje decidi não escrever nada. Está calor... Já tinha dito?! Desculpem, é da idade. Agora vou fazer um pouco de zapping na televisão. Um desporto que me aliena de um dia de preocupações intensas. São os juros, a crise, a União Europeia, a Líbia... Estou mesmo sem assunto. Hoje não vou escrever nada, já disse!
A FAVOR E CONTRA - AS CIRURGIAS PLÁSTICAS
Hoje é dia de novo tema no blogue a FAVOR E CONTRA. Um blogue que apresenta temas polémicos. Autoria conjunta de Varal de Ideias (Eduardo) e Expresso da Linha (Jorge). Participe AQUI
14.9.11
13.9.11
SER POLÍTICO - A TRAGÉDIA EUROPEIA
Na Grécia os juros da dívida pública a um ano atingiram já o inacreditável
valor de 110%. A bancarrota é inevitável. Mas a tragédia não é grega. É
europeia. Os restantes países vão cair em cascata. Não haverá salvação?
Contrariamente aos USA, a União Europeia aposta no agravamento de impostos e
nos cortes de despesa pública. A recessão e o desemprego são a resposta para compor
as finanças do Estado. Nos USA aposta-se na economia para debelar a crise. Vão
baixar impostos e criar investimento público (a velha receita “keynesiana”).
Independentemente da discussão académica sobre qual a melhor solução, há um
questão central. E essa não económica. É política. Os USA são um estado
federal. A Reserva Federal Americana (FED) fixa juros iguais para todos os
estados. Os juros da dívida pública do Alasca são os mesmos do Arizona. Na
Europa não há harmonização de juros, porque não há estado federal. Porque não
há uma política fiscal, orçamental e económica conjunta. Os Estados têm de ir
ao mercado. E os mercados só olham a números. Na Europa, os países “Triple A” (Alemanha,
Holanda e Finlândia) não aceitam os “eurobonds” (obrigações europeias), que
permitiriam harmonizar os juros e sair desta espiral insana. Não aceitam porque
perdem soberania e, principalmente, porque pagariam juros ligeiramente
superiores aos que pagam agora. Quando a União Europeia rebentar, esses países
vão perder o seu mercado natural. Talvez então percebam que deitaram para o
caixote do lixo um projecto único e irrepetível. Será tarde. Os egoísmos pagam-se
caro.
12.9.11
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