-
Li Ferreira Nhan said... - "Afinal, nem tudo foi mau em 2011." É verdade.
"O fundo do poço não é o pior lugar. O inferno ou o céu devem ser bem piores."
Concordo!
"O expresso mantém-se na linha..." Que bom!
"Como eu gostaria de escrever assim um texto escorreito !..."
Eu também!
"Quanto à firmeza da democracia é que me parece coisa de implante mamário, não é natural."
Essa foi ótima!
"Internet também parece que não funciona, na Coreia do Norte."
E essa tb é genial!
...
Jorge,
obrigada por teus escritos que sempre propiciam tantos comentários inteligentes.
Continuamos em 2012.
Sejamos felizes!
Beijos.
31.12.11
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30.12.11
BOAS ENTRADAS
Afinal nem tudo foi mau em 2011. Não morremos. A saúde vai andando. Ainda não houve cataclismo nuclear. A União Europeia resiste. Ainda temos dinheiro. A democracia mantém-se firme. O Juízo Final voltou a ser adiado. Vai havendo comida nas prateleiras. A Internet funciona. A Terra segue em rotação. A Lua mantém a face oculta. As estrelas brilham. Boas Entradas e sejam felizes.
29.12.11
VAI VIR CHINESES
A vitória da China Three Gorges na privatização da EDP vai abrir
a porta à entrada de várias instituições financeiras chinesas em Portugal,
segundo a promessa feita pela companhia asiática ao Estado português.
Recorde-se que a China Three Gorges não só
quer fazer a ponte para que a EDP se possa vir a financiar em mercados como o de
Hong Kong, como também assegurou haver vontade do Governo chinês de trazer
alguns dos seus bancos para Portugal e aumentar o crédito à economia portuguesa.
Um responsável do China Development Bank, que
está a apoiar a China Three Gorges na corrida pela EDP, chegou a revelar ao
Negócios que o banco está disponível para financiar até 7,5 mil milhões de euros
a Portugal, entre investimentos em empresas, empréstimos e crédito a pequenas e
médias empresas. Outro dos pontos fortes da
proposta chinesa por 21,35% da EDP é que a vitória da Three Gorges facilitaria
que os bancos chineses venham a participar no esforço de melhoria da liquidez
das instituições financeiras portuguesas. A China Three Gorges foi assessorada pelo BES Investimento, com quem o China Development Bank já firmou
um acordo de financiamento este ano.
Fonte: Negócios on line
28.12.11
O CIRCO
O circo sempre me provocou uma sensação de ambiguidade. Misto de fascínio e angústia. De tristeza e alegria. Uma certa claustrofobia sentimental. Aquela vida errante. Os trajes de luzes muitas vezes remendados. Uma pobreza disfarçada. Os animais enjaulados. Os bichos amestrados. Os palhaços sem graça que exigiam palminhas aos meninos. Acrobacias banais repetidas à exaustão. O risco da queda. A aflição do desastre. Um suspense de medo. O cheiro a excrementos de camelo. O rugir de leões magros e de tigres ansiosos. O número dos anões. A mulher barbada. O homem-bala... Os circos desciam à cidade em épocas festivas. Onde estariam no resto do ano? Que faria aquela gente no dia a dia? Sempre foi para mim um mistério. Hoje os circos são grandes produções. Espectáculos planeados. Negócios milionários. Mas continua a haver pequenos circos a descer ao povoado. Circos que me continuam a provocar uma angústia nostálgica que não sei explicar.
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27.12.11
GULBENKIAN - A NATUREZA MORTA NA EUROPA
A Perspectiva das Coisas. A
Natureza-Morta na Europa
Segunda parte: Séculos XIX-XX (1840 - 1955) 21 de Outubro de 2011 a 8 de Janeiro de 2012 Galeria de Exposições da Sede. |
26.12.11
25.12.11
23.12.11
22.12.11
HANUKKAH
Enquanto os católicos comemoram o Natal, os judeus preferem o Chanucá ou Hanucá. É uma festa também conhecido como o Festival das Luzes. Chanucá é uma palavra hebraica que significa "dedicação" ou "inauguração". A primeira noite de Chanucá começa após o pôr-do-sol do 24º dia do mês judaico de Kislev (coincide mais ou menos com Dezembro). A festa é comemorada por oito dias. Uma vez que na tradição judaica o dia do calendário começa no pôr-do-sol, o Chanucá começa no 25º dia. E a tradição é simples... Em 167 a.C, Antíoco IV Epifanes, rei selêucida da Síria que dominava a terra de Israel, quis dominar definitivamente os judeus e proibiu a sua religião. No Templo de Salomão edificou um altar a Zeus. Aí apareceu a revolta encabeçada por um tal Judas Macabeu (Judas "o Martelo") que acabou por libertar Jerusalém. Um primeiro milagre. A prioridade era purificar o Templo. O fogo sagrado foi renovado num altar novamente reconstruído de acordo com os preceitos. As velas do candelabro de nove braços (Menorah) foram acesas e a dedicação do novo altar foi celebrada por oito dias. Acontece que só havia um jarrinho de azeite sagrado (com o famoso selo de Cohen Gadol, o Sumo Sacerdote) para as velas. E outro milagre deu-se: o azeite que só duraria para um dia, durou oito! É claro que a coisa pode-se complicar com a tradição da colheita das sete frutas bíblicas e a relação com o festival de Sucot, de origem mais antiga... Mas fiquemos pela tradição mais aceite. Acende-se uma vela por dia até completar as oito (a nona é a "escrava" e serve para acender as outras), joga-se o dreidel, comem-se os latkes e trocam-se gelts de Hannukkah. Acima de tudo não digam Bom Natal, que em Israel não quer dizer nada.
21.12.11
19.12.11
18.12.11
DIA A DIA - AMIGOS
Afinal o que são amigos? Hesito na definição por receio de contenção. Por medo de contradição. Por embaraço de exaustão. Dantes eram jovens que viviam comigo a sensação da descoberta. Depois eram colegas do liceu que sabiam das minhas fraquezas. Mais tarde foram companheiros de viagem que ansiavam chegar a qualquer lado. Hoje falamos sem palavras. Conversamos sem verbos. Imaginamos sem adjectivos. Hoje os meus amigos não querem nada. Sabem das minhas fraquezas. Não precisamos falar. Não há interesses. A amizade é aquilo que fica depois de sermos amigos. Uma compreensão introspectiva da nossa extroversão. Uma mutualidade de afectos que não precisam de confirmação. Existem. E existindo, são.
17.12.11
ÍNDIA PORTUGUESA - FOI HÁ 50 ANOS
Naquele ano de 1947 a situação na Índia era
particularmente instável. Ghandi tinha um sonho: “Converter as pessoas
britânicas à não-violência e, assim, fazer-lhes ver o mal que tinham feito à
Índia”. A Índia tornou-se independente em 15 de Agosto de 1947. Ghandi foi
assassinado a 30 de Janeiro de 1948. A instabilidade no sub-continente indiano
era enorme. Hindus e muçulmanos combatiam-se. Para uns a Índia, para outros o
Paquistão. A mensagem do movimento Satyagraha
assustava os portugueses. A não-violência, a não agressão. O protesto como
meio de revolução pacífica. O apelo à desobediência civil… Os goeses residentes
na União Indiana que não renegassem a nacionalidade portuguesa, começaram a ser
perseguidos. O movimento Azad Gomantak
Dal inicia ataques à bomba em esquadras policiais fronteiriças, cortando
vias de comunicação e fios de telefone. O Acto Colonial restringia as reuniões
e associações políticas. O Estado da índia foi reduzido a uma “colónia”. A
conscrição da população foi tornada obrigatória. As perseguições e as prisões
começaram. Nerhu afirmava: “Goa é parte integrante da União Indiana e a ela
deve regressar”. Portugal não queria ser o Reino Unido. Portugal não sabia o
que fazer. Por isso, não fez nada. Recusou iniciar negociações diplomáticas.
Deixou que a guerra política e verbal subisse de tom, até à Operação Vijay. A
17 de Dezembro de 1961, deu-se a invasão. A 19 de Dezembro a guarnição
rendia-se. Trinta e seis horas que acabaram com uma presença de 451 anos. Goa,
Damão e Diu, jóias da coroa portuguesa, eram, agora, saudades do Império. Um
Império caduco. O primeiro e o último império europeu. Um império que em breve
desabaria.
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Luísa said...
Educar em sentido contrário depende da magia que queremos impor a esta quadra!
Não há Pai Natal? Pois não! esse vem nas embalagens da coca-cola! Mas, há um menino Jesus, que traz um presente, como reconhecimento de mérito... O Pai Natal das Tv´s, esse que vai aos shoppings, anda cansado e com a missão a esgotar-se. Antes viver no engano do convivio das familias, que nas reuniões preenchidas de vazio pelos laços dos presentes...
Is just my opinion!
LOL
Não há Pai Natal? Pois não! esse vem nas embalagens da coca-cola! Mas, há um menino Jesus, que traz um presente, como reconhecimento de mérito... O Pai Natal das Tv´s, esse que vai aos shoppings, anda cansado e com a missão a esgotar-se. Antes viver no engano do convivio das familias, que nas reuniões preenchidas de vazio pelos laços dos presentes...
Is just my opinion!
LOL
16.12.11
NATAL - PRESENTES E AUSENTES
O Natal é uma quadra de contrastes. Sentimos mais a família e a falta dela. O Natal transporta consigo um cortejo de mortes. Familiares que recordamos na sépia dos retratos gravados na nossa memória distante. Fantasmas que passam por nós nos corredores infinitos da saudade. Há um Natal presente e um Natal ausente. Um Natal em que recebíamos presentes e um outro em que somos nós a pagar. Dantes suspirávamos por uma data mágica que descia pela chaminé. Hoje corremos na fúria da compra inútil. Já não há Pai Natal. Há uma ilusão desgastante que se queima no altar egoísta do consumo. Um furor de consoada que se rasga nos papéis de embrulho na véspera do perú assado. Há um Natal de mensagens pré-gravadas e SMS. De jantares comemorativos feitos de rotina irremediável. O Natal é um engano que persistimos em manter. Um engano em que mantemos vivos os presentes ausentes.
15.12.11
DOMINGO À TARDE
Mais uma aventura do “Banjazz, Um Bichinho Esquisito”, neste domingo, dia 18 de Dezembro, pelas 16 horas, no Arte e Manha (Av. Duque de Loulé, n.º 22 Lisboa).
Nesta tarde de jazz para miúdos, grandes e pequenos, lançamo-vos o desafio de, juntos e em família, procurarmos a magia desse Bichinho Bonito e Esquisito que ressoa dentro e fora de nós com:
Maria Morbey Henriques | Concepção, Direcção Musical e Interpretação
Zé Soares | Direcção Musical e Guitarras
Franco Chirife | PianoZé Soares | Direcção Musical e Guitarras
Yuri Daniel | Contrabaixo
Paulo Gaspar | Clarinetes
Alexandre Frazão | Bateria
(Temas originais de Xico Zé Henriques| Espectáculo Encomendado pela Fábrica das Artes, CCB)
Entradas: 3€ <18 anos | 5€ adultos
14.12.11
OS COMBOIOS TAMBÉM SE ABATEM - II
Este comboio está perto da estação da CP de Carcavelos. Vítima de incêndio e posteror vandalização, está para ali abandonado há mais de dois anos. Um ícone na paisagem. Um misto de beleza decadente e ruína industrial. Penso que poderia ser objecto de intervenção artística, até porque a localização é fantástica. Ninguém se oferece?
13.12.11
12.12.11
AINDA O HINO DA ALEMANHA - UMA RESPOSTA
Das Lied der Deutschen (a Canção dos Alemães) foi escrita por August von Fallersleben, em 1841, sobre uma melodia da peça Quarteto do Imperador, composta em 1797 por Joseph Haydn. Durante o Império Alemão (1871-1918) foi hino nacional popular. Terminada a Primeira Guerra Mundial (1918), o primeiro Presidente da República de Weimar, Friedrich Ebert, elevou a Canção dos Alemães à condição de hino nacional, em 1922. Durante o Terceiro Reich (1933-1945), a primeira estrofe da canção foi usada como hino nacional. Após a queda do Terceiro Reich, a Constituição Alemã de 1949, na Alemanha Ocidental, não estabeleceu um hino nacional. Em 1952, a Canção dos Alemães foi reconhecida como hino nacional, na Alemanha Ocidental, estabelecendo-se que «Em solenidades oficiais, cantar-se-á a terceira estrofe.»
Os hinos representam a história de um povo, os seus anseios, os seus mitos. A Alemanha não é excepção. Situações de política internacional levam, muitas vezes, a moderar as letras, mas as palavras estão lá como um ferrete histórico. Cada povo tem o que merece. O hino é espelho.
Os hinos representam a história de um povo, os seus anseios, os seus mitos. A Alemanha não é excepção. Situações de política internacional levam, muitas vezes, a moderar as letras, mas as palavras estão lá como um ferrete histórico. Cada povo tem o que merece. O hino é espelho.
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daga said...
Bom, então vamos lá ver se não me "bates"... e se consigo explicar: a Alemanha também é feita de vários povos, como a Espanha - originalmente os reinos da Vestefália, da Bavièria, da Saxónia e da Prússia (entre outros menores) - só se unificou como Alemanha no século XIX, portanto muito mais tarde que Espanha. Por outro lado, o hino que eles cantam é a terceira estrofe e não essa primeira que tu citas e foi escrito tb no século XIX provavelmente para exaltar a união. Isto só para dizer que nem sempre os hinos são "a auto-análise de um povo", dependem das circunstâncias em que foram compostos - a própria "marseillese" foi escrita para a Revolução!!
beijos
beijos
A minha amiga Graça (Daga) sabe muito mais do que eu da história, cultura e língua alemãs... até porque viveu na Alemanha. O que ela diz no comentário é verdade. O hino, actualmente, é só a terceira estrofe, por obrigação constitucional. Uma determinação legal que é sintomática. A primeira estrofe continua lá, mas há pudor em a utilizar. Obviamente no meu post escolhi a parte dos hinos que mais me interessava para defender o meu ponto de vista. Mas as palavras estão todas lá! No post acima a explicação histórica.
10.12.11
HINOS NACIONAIS
Os hinos nacionais definem os povos. "Deutschand uber alles/Uber alles in der Welt" (Alemanha sobre todos/ Sobre todos no mundo). A Canção dos Alemães é um hino à megalomania e à sobranceria. Um hino de conquista e de hegemonia. Um povo que se julga o maior. Que se julga mais que o mundo. Que julga que o mundo são eles. Um povo que sempre ganhará mesmo perdendo. Já os britânicos colocam tudo em cima da rainha. Uma visão simbólica e salvífica da pátria. "God save our gracious Queen/Long live our noble Queen". Havendo rainha está tudo safo. Uma redenção sebastiânica de ilhéus enovoados pelas brumas de Avalon. As aspirações estão na rainha. A rainha está City. Os italianos, esses, alegram-se pelo simples facto de poder ser um país. Coisa que, diga-se de passagem, não foi nada fácil. "Frateli d'Italia/L'Italia s'è desta" (a Itália levantou-se). Roma há muito se perdeu no passado. Os italianos orgulham-se de estar levantados depois de tantas invasões bárbaras. Na França, a Marselhesa é bem reveladora da confusão mental dos franceses. Um povo que "tem o rei na barriga". Julgam-se grandes e são apenas chauvinistas. Um povo convencido e desconfiado que vê maquinações em todo o lado. "Tremei tiranos! e vós pérfidos/O opóbrio de todos os partidos/Tremei! vossos projectos parrícidas". Uma semântica só para gauleses entenderem. Já a Espanha é um paradoxo (ou talvez não). Ora sentimental, ora irreverente. Ora violenta, ora poética. A Espanha não tem um povo. Tem vários. Talvez por isso, o hino não tem letra. Assim todos podem assobiar. Portugal é um país de contra-ataque. "Às armas, às armas/Contra os canhões marchar, marchar". Portugal deixa-se invadir e só depois dá o contra golpe. Um povo de guerrilha e de emboscadas, na melhor tradição de Viriato. Os hinos são isso mesmo: a auto-análise de um povo. Uma síntese da genética nacional.
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Anonymous said...
A foto, a intervenção, a invenção, em nada têm a ver com os tais pruridos que sujaram as calçolas do luso. Estão limpos, (quase) imaculados, e sem pivete ... Geniais. Parabéns a todos vós.
Agradecimentos ao Tonho por ter transformado uma fotografia banal num trabalho criativo. A metáfora lusitana saiu de jacto e cheia de gralhas no texto. Estão corrigidas e o texto melhorado. As minhas desculpas.
INTER(in)VENÇÕES BY TONHO
Lá dentro, na casa escura, escondem-se os últimos guerrereios Lusitanos. Usam as suas calças mágicas, oferta da famosa corça branca. Uma corça branca que persegue os audazes e que tem poderes psicopômbicos. Umas calças que os fazem correr que nem gazelas. Naquela manhã Viriato teve um pequeno incidente do foro gástrico enquanto fugia da coorte romana. Uma emboscada mal preparada. O bucho com aguardente de zimbro que comera de manhãzinha não cessava de lhe vir ao gasganete. Finalmente o bolo gástrico, com alguns ossos inteiriços, desceu perigosamente, alojando-se numa zona já externa ao intestino grosso, mas ainda na parte interna das calças. As calças que, aliás, eram curtas, ficaram muito afectadas. Escorriam desagradáveis pruridos pela perna abaixo, pondo em causa a dignidade do caudilho. Não dava para seguir combate. Foi aqui, nesta casa, conta a lenda, que os Lusitanos se esconderam da fúria romana. Laburda, a dona da casa, apaixonou-se de imediato pelo caudilho. Lavou as calças com esmerado perfume comprado a uns ciganos que tinham chegado de Bizâncio. Erro! As calças tinham de ser lavadas a seco. Laburda não sabia ler as instruções. Perderam poderes. Já não sabiam correr. Este foi o começo do fim para Viriato. Há quem diga que tudo foi uma ignóbil manobra dos romanos. Finalmente descobrimos as calças da traição, penduradas e húmidas, num varal eléctrico. Conta a tradição que foi aqui, nesta casa, que Viriato e Laburda ficaram para sempre, vestindo a lingerie dos apaixonados, incapazes de se movimentar. As calças ainda hoje lá estão para quem quiser experimentar.
NOTA: obrigado ao Tonho por mais esta intervenção genial e sempre inspiradora.
NOTA: obrigado ao Tonho por mais esta intervenção genial e sempre inspiradora.
9.12.11
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