31.3.12

PINTURA DE GRACE SLICK




A cantora afirmou, numa entrevista à CNNonline, que encontra inspiração em tudo o que a rodeia, mas os trabalhos que mais vendem são os retratos de cantores de rock que conheceu nos anos 60 como Jimi Hendrix, Bob Dylan, Janis Joplin e Jerry Garcia. Só no ano passado vendeu cerca de 60 quadros, uma mistura de acrílico, lápis e tinta. Ela reconhece as suas limitações e nem sequer tem a pretensão de ser artista plástica, mas os críticos não perdoam, como David Littlejohn, crítico do Wall Street Journal que classifica os trabalhos de Slick como «horríveis», «nitidamente trabalho de um autodidata porém com preços inflacionados». Quem não compartilha da mesma opinião é Ron Turner, da editora Last Gasp, de São Franciso, este afirma que ela «revela fortes sentimentos e que não é necessário compará-la aos grandes mestres». Ela transformou a sua casa num enorme estúdio onde passa todos os dias, método que resulta em 100 quadros por ano. Nunca estudou arte, mas afirma que muitas coisas que fez na vida resultaram da persistência. Tal como a sua relação com a música, que não aprendeu – ao fim de tantos anos não sabe ler uma nota – mas foi um elemento fundamental para a musicalidade deste século. Hoje Grace Slick vive dos royalties de «White Rabbit» e «Somebody to Love» e dos quadros que pinta. Só compra quem quer...

POR FALAR EM COELHOS...

COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

peri s.c. said...
Os cassetetes estão sempre a provocar coçeiras nas mãos policiais....

LISBOA



ADEUS GASOLINA?

Será a próxima grande coisa? Tata Motors da Índia acha que sim.É um motor de automóvel que funciona com ar. Apenas o ar que nos rodeia. Tata Motors da Índia tem programado o carro de ar para rodar nas ruas da Índia por agosto de 2012. O Air Car utiliza ar comprimido para empurrar os pistões de seu motor e fazer que o carro avance. O Air Car, chamado o "Mini CAT" poderia custar à volta de US$ 8,177. É um carro simples, urbano ligeiro, com um chassis tubular, um corpo de fibra de vidro que não está colado com costura e accionadas por ar comprimido. O custo é de menos de US$ 1.12 por cada 100 km, que é aproximadamente um décimo do custo de um automóvel que funciona com gás. O carro atinge uma velocidade máxima de 105 km por hora e precisa de recargas em cada 300 kms. Recarregar o carro será levado a cabo em estações de serviço adaptadas com compresores especiais de ar. O abastecimento só demora 2 a 3 minutos e custa cerca de 2.25 US$, e o carro estará pronto para mais 300 quilómetros. Este carro também se pode reabastecer em casa com o compressor de bordo. Levar-lhe-á de 3 a 4 horas para encher o tanque, mas pode-se fazer enquanto você dorme. Como não há motor de combustão, a mudança de 1 litro de óleo vegetal só é necessário a cada 50,000 km. Este carro de ar quase soa demasiado bom para ser verdade. Já vamos vê-lo em agosto de 2012.

30.3.12

DEPOIS DA CARGA POLICIAL

RIO DE JANEIRO - FUNDAÇÃO


A baía de Guanabara foi ocupada por colonos franceses, sob o comando de Nicolas de Villegagnon. Ali tentaram instalar a “França Antártica” (1555-1567). A instalação inicial deu-se na ilha de Serigipe, onde foi construído o Forte Coligny, estendendo-se depois para terra, ocupando a zona entre a actual praia do Flamengo (onde desagua o Rio Carioca) e o outeiro da Glória. Aí, os franceses iniciaram a construção de uma cidade, Henriville, em homenagem ao rei Henrique III e que poderia vir a servir de refúgio aos protestantes huguenotes perseguidos em França. Cidade rudimentar que logo foi destruída pelos portugueses, dela não há vestígios hoje em dia.

A 22 de Janeiro de 1565, Estácio de Sá, embarca da praia de São Vicente, alguns quilómetros mais a norte, com uns mamelucos e uns quantos tupiniquis e ataca os franceses que acabam expulsos. Seria o fim do devaneio francês e o princípio da “cidade maravilhosa”. A 1 de Março desse ano, Estácio funda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (em homenagem ao futuro rei D. Sebastião) em terreno plano, ali entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, onde constrói uma paliçada (actualmente Fortaleza de S. João). Estácio morre dois anos depois na batalha de Uruçu-mirim (praia do Flamengo) ferido por seta indígena dos Tamoios que lhe vazou um olho e terá originado uma septicemia. Desses tempos heroicos nada resta.

29.3.12

RESTOS DE COLECÇÃO


  Do blogue Restos de Colecção www.restosdecoleccao.blogspot.pt/                       

ESCOLA DE SAMBA - DEIXA FALAR

DIABO NA CRUZ - ROQUE POPULAR (NOVO DISCO)

LISBOA NO TEMPO DOS ÁRABES

DEIXA FALAR

O samba moderno nasceu no Bairro do Estácio. A primeira Escola de Samba do Brasil foi criada em 1928 por Ismael Silva, Bide, Marçal, Mano Edgar e outros. A chamada “Turma do Estácio” costumava reunir-se na subida do morro de São Carlos, no Estácio. Essa Escola passou a chamar-se “Deixa Falar”. Pretendia-se romper coma tradição de violência entre os blocos dos vários bairros e criar um novo tipo de Carnaval. Como a rivalidade era grande e todos se achavam superiores, o pessoal do Estácio dizia “Deixa falar”. O nome ficou. A Escola não chegou a participar no primeiro desfile oficial, em 1932. Nessa data tinha-se transformado em rancho. O samba era uma mistura de maxixe, modinha, polca e jongo. As primeiras escolas de samba apropriaram-se da estrutura dos cortejos e das procissões e apressaram a linha melódica associada a uma intensa cadência rítmica para imprimir mais andamento a esse cortejo. As fantasias só foram obrigatórias a partir de 1949. Entretanto no morro nascia a escola “Unidos de São Carlos”, actualmente “Estácio de Sá” e cujo momento alto foi a conquista do título de 1992, com o enredo “Pauliceia Desvairada”.

28.3.12

EXPERIÊNCIAS

A nova actualização do Picasa dá para isto e muito mais. E não chega a ser um photoshop... Cada vez a fotografia é mais a "tomada de vistas" e a subsequente edição. Quem assim não pensa, vai ficar com os horizontes tortos e a imagem desfocada.

EXPERIÊNCIAS - VI

EXPERIÊNCIAS - V

EXPERIÊNCIAS - IV

EXPERIÊNCIAS - III

EXPERIÊNCIAS - II

EXPERIÊNCIAS - I

27.3.12

COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

Anonymous said...


Acho piada ao facto de quando as fotos eram do interior do edifício toda a gente elogiar a qualidade do espaço.
Só quero ver é como é que vão ser pagas as vossas reformas quando as mais valias financeiras criadas pelo negócio do betão acabarem.
Ortega


Acho que este comentário reflecte um enorme paradoxo da nossa sociedade. A economia tem-se baseado na construção. As mais-valias vêm, em grande parte, da construção. Quem compra apartamentos deste tipo são, na maioria, reformados/aposentados. Se as mais-valias acabam, não há dinheiro para financiar a aposentação. E, não havendo, não se compram mais casas... A galinha ou o ovo.

SESIMBRA - IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CASTELO

Para acabarmos bem, falemos de Deus. A Igreja do Castelo data de 1165. A actual igreja é do início do século XVIII, pois sofreu danos importantes ao longo dos séculos. No século XX, a partir de 1955 a igreja perde fiéis porque, no lugar de Corredoura, nasce uma igreja nova, muito mais perto da população. Assim a Igreja do Castelo começa a degradar-se e fica em ruína chegando a cair o tecto. Com o objectivo de voltar a reabilitar a igreja, foram feitas diversas intervenções entre 1965 e 2001, ano em que foi novamente aberta ao público. Esta reabertura coincide com nove séculos de história, oitocentos anos da carta de foral que lançou as bases para a Igreja de Nossa Senhora do Castelo.

SESIMBRA - IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CASTELO





SESIMBRA - D.SANCHO I

Lá em cima, antes do Castelo, uma rotunda (sempre elas) com a estátua do conquistador de Sesimbra, D. Sancho I. E se fossem gozar com o Camões?

SESIMBRA - ARTE PÉSSIMA

Nesta zona há muita pedra calcária. E pelos vistos muitos escultores. Em 2007 a edilidade local teve a excelente ideia de realizar um "happening" artístico no castelo, o "Sesimbra Art Spaces". Uma data de escultores ao vivo a trabalhar durante 15 dias. O resultado seria, depois, disseminado por espaços públicos do concelho... E essa foi a má ideia. O resultado está à vista! No post inferior, pode ver-se como foi dramaticamente atingido o espaço do castelo e da igreja com castelo, com poias de dimensão galáctica. Neste post, é a marginal de Sesimbra que, subitamente, é martirizada pelo pesadelo post-moderno de uma visão grotesca de arte saloia. As boas ideias podem dar grandes disparates. Mas também não interessa nada. A malta vai a Sesimbra para apanhar sol e comer salmonetes...

SESIMBRA - ESTATUÁRIA




26.3.12

SESIMBRA - BETÃO




SESIMBRA NÃO É SÓ ISTO

Sesimbra entrou em expansão turística no século XX. A partir dos anos 50, começou a construção desenfreada. Como a terra é estreita e encravada num vale profundo, Sesimbra ficou compacta. O betão tomou conta das arribas. Hoje são encostas de cimento com vista para o mar. Perto de Lisboa, Sesimbra fica impossível aos fins-de-semana e férias de verão. Apenas se pode visitar fora de época. Deixo-vos com as últimas imagens de um paraíso perdido.

SESIMBRA - CASTELO





SESIMBRA - CASTELO

Sesimbra fica a escassos 80 km a Sul de Lisboa, na Península de Setúbal, na foz do Sado. À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, após a conquista de Lisboa (1147) a posse desta região oscilou entre muçulmanos e cristãos. Fracamente guarnecida, a fortificação de Sesimbra foi inicialmente tomada pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185) em 21 de Fevereiro de 1165.
Em1191, foi de novo ocupada e arrasada pelas forças do califa Almóada Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur. D. Sancho I (1185-1211) reapossou-se desta povoação por volta de 1200 com o auxílio de cruzados do Norte da Europa, aos quais ofereceu terras para colonização. Em 15 de Agosto de 1201 o soberano concedeu Carta de Foral à povoação, determinando-lhe a reconstrução do castelo "a partir dos alicerces". Sob o reinado de D. Sancho II (1223-1248), os domínios de Sesimbra e seu castelo foram entregues aos cavaleiros da Ordem de Santiago,  na pessoa de seu Grão-Mestre, D. Paio Peres Correia. Estes monges-gurreiros intensificam os esforços do repovoamento, através da concessão de privilégios aos pescadores e aqui estabelecendo o couto de homiziados. Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), novos privilégios foram concedidos aos moradores: o soberano reconfirmou o foral e elevou a povoação a vila, instituindo o respectivo Concelho em 1323, e criando ainda a Póvoa da Ribeira de Sesimbra, junto ao porto. O castelo começou a perder importância no século XIV. Durante a crise de 1383-1385, quando levantado o cerco de Lisboa em 1384, a povoação de Sesimbra foi episodicamente saqueada por embarcações castelhanas. Nos séculos seguintes, a póvoa junto ao porto viria a sobrepujar, em dimensões e importância, a antiga povoação, principalmente a partir dos Descobrimentos marítimos portugueses, quando se desenvolveram as atividades de construção naval e de aprovisionamento de embarcações. D. Manuel I (1495-1521) concedeu o Foral Novo à vila (1514), período em que fez erguer junto à praia uma nova fortificação, sob a invocação de São Valentim (Forte de São Valentim, também denominado Forte da Marinha), artilhada. Alguns estudiosos admitem que tanto D. Manuel I, quanto o seu sucessor, D. João III (1521-1557), aqui residiram em alguns períodos. À época da Restauração da independência portuguesa, o castelo medieval sofreu obras de adaptação da sua estrutura às novas técnicas de fortificação impostas pela evolução dos meios de artilharia, recebendo então revelins de planta triangular. Ao mesmo tempo fez-se erguer junto à praia, sobre os restos do arruinado Forte de São Valentim, o novo Forte de Santiago de Sesimbra. O terramoto de 1755 causou severos danos ao antigo castelo, cuja importância estratégica se viu comprometida desde então.
Entretanto, sem acessos terrestres até ao século XX, a povoação permaneceu relativamente isolada no período, do qual só saiu com o desenvolvimento do turismo na segunda metade do século XX. O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional e encontra-se em relativo bom estado de conservação.

24.3.12

AINDA NÃO?

E BARCOS DE GUERRA

Será que estive no Golfo Pérsico ou este barco só está ali para guardar os salmonetes?