31.10.12
30.10.12
29.10.12
28.10.12
27.10.12
26.10.12
NOTÍCIAS DA SOFIA - V
Durante meses é uma incógnita. Será grande? Pequena? Loira? Morena? Andamos expectantes com o parto e simultaneamente apreensivos. A vida que está dentro da mãe é uma surpresa total. Antes era apenas uma promessa. De repente é um ser vivo. Com personalidade própria, com necessidades, desejos e impulsos. Deixa de ser uma abstracção. Um projecto. Agora é uma certeza. Uma certeza que se impõe nas nossa vidas. Um deslubramento da natureza. Uma neta é uma sensação única que se arrisca a tomar conta de nós. A primeira vez que a vi fiquei apaixonado.
25.10.12
21.10.12
20.10.12
A FESTA PORTUGUESA
Com uma perda de rendimento médio de 10% em 2012 e um orçamento de Estado para 2013 que aumenta os impostos em mais 7% em média; com um desemprego galopante e dois milhões de portugueses abaixo do limiar da pobreza; com uma indústria sem mercado e um comércio em falência; com uma estagnação económica e uma recessão persistente, Portugal aproxima-se rapidamente do abismo. Pagamos impostos para pagar os juros da festa europeia. Uma Europa que entrou para garantir a paz e que se arrisca a fazer a guerra. Nunca nos disseram que era impossível cumprir o mesmo défice que a Alemanha. Nunca percebemos que o euro nos faria abdicar da desvalorização da moeda. Nunca nos explicaram que a moeda europeia ia ser mais forte que o dólar. Nunca nos disseram que era impossível resolver o défice externo e, ao mesmo tempo, cumprir as metas do défice público. A espiral recessiva instalou-se. A "fadiga fiscal" atira as famílias para o desemprego e para a emigração. Os descontos e os impostos são a única receita de um governo de loucos, capitaneado por um bando de terroristas económicos. Uns não sabem o que fazem, os outros sabem bem demais. A falta solidariedade europeia é repugnante. Os países do norte financiam-se com a crise do sul. A coligação que nos governa estilhaçou-se em pouco mais de um ano. Gente sem qualquer sentido de estado que se encarniça a chafurdar nos restos do tacho. Os jovens quadros emigram. Em breve Portugal será apenas um país de velhos e de políticos caducos agarrados a uma bandeira invertida e a um hino sem voz.
19.10.12
TAPADA DA AJUDA
A
República, saída da Revolução de 5 de Outubro, dá um valor muito especial a
tudo o que está relacionado com a agricultura e, especial, com a árvore. Em
1910, com a chamda "reforma Camacho", é criado o Instituto Superior de Agronomia, por fusão do Instituto
Agrícola e da Escola Regional de Lisboa. O Instituto funciona na Tapada da
Ajuda e passa a estar associado ao Jardim Botânico da Ajuda. São hectares
verdejantes que se estendem no perímetro de Lisboa, com o Tejo a espreitar. Uma
zona pouco conhecida que mantém todo o seu encanto. O Pavilhão de Exposições do Instituto é agora rentabilizado para casamentos e baptizados.
18.10.12
PELINTRÃO
Depois da descoberta do átomo, do neutrão, do protão e do electrão, acabou de ser descoberto o pelintrão. O pelintrão é um português sem massa e sem energia, mas que suporta qualquer carga!
17.10.12
HÁ 30 ANOS
Ainda há trinta anos o João tomava banho de alguidar, já hoje tem um filha. A Sofia nasceu ontem, dia 16, com 50 cm e 4,100 kg. Correu tudo bem e estará em casa dentro de uma semana. O parto foi em Vila Real de Trás-os-Montes, terra da mãe. Eu, de repente virei avô. Estou muito feliz.
15.10.12
14.10.12
TURISTA ORIENTAL - O LIVRO
Cheguei. Oriente desconhecido. Terra por desvendar. Neblina
opaca. Calma quente. Um calor surdo. O ar não sopra. O vento não vem. A
respiração aguarda. Cheguei numa partida sem fim. Macau.
Fogem cegos.
Barcos que são sulcos. Riscos na maré. Fogem cegos. E eu fujo
com eles, cego de mim. Viajo nos traços do tempo. E sobre mim caiem séculos e
milénios. Caiem os deuses e os demónios. Amores e desamores. E fico num torpor
infinito olhando o espaço que não existe.
Ela não está.
Um chapéu esquecido. Um amor perdido. Há um barco a sair,
outro a entrar. A vida segue o destino da corrente. Estou sozinho naquele muro.
Sou a palha daquele chapéu. Sou a neblina daquele barco. O chapéu sabe o que eu
não sei. Sabe do fado e da maré. Sabe do nevoeiro que me percorre. Sabe que ela
não está. Sabe que deixou as marcas da paixão.
A porta era eu.
A porta era eu. A minha única fronteira. Homens seculares.
Desejos ancestrais. Caracteres indefiníveis. Quero ser o bule. Quero ser o chá.
Quero ler as mensagens indecifráveis que me confundem. Quero entrar naquele
mundo que me perturba. Quero devorar o desejo que me persegue. Cada vez estou
mais dentro. Cada vez me sinto mais fora.
Vai ser editado em Bruxelas, no dia 3 de Dezembro, o livro "Turista Oriental", patrocinado pelos Serviços Diplomáticos da União Europeia. O livro com 40 fotos de Roberto Barbosa e texto meu, irá servir de roteiro para uma exposição de 40 fotografias do Roberto, inserida numa exposição mais ampla que integra fotografias do Museu de Macau, trazidas expressamente para o evento. A exposição ocorre por ocasião do Encontro UE - Macau e deverá contar com um elevado número de visitantes, ficando exposta durante todo o mês de Dezembro. Um projecto antigo que eu tinha e que pode agora ver a luz do dia. Deixo-vos um aperitivo.
CONTINUAM OS CONVÍVIOS EM NOVA OEIRAS
Mais um Domingo de sol e um magnífico convívio de bairro. Mesmo com crise, as pessoas estavam super animadas e divertidas. Assim vale a pena continuar. Na penúltima foto, o meu filho João, de amarelo. Na última foto, à direita, a minha mãe, nos seus juvenis 93 anos.
13.10.12
COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST
Silvares said...
Deus-nos-valha. Agora que tanto se fala em apostar no mar para tentarmos inverter a decadência nacional bem que podemos invocar ajuda divina. O risco de naufrágio é muito elevado.
12.10.12
11.10.12
COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST
João Menéres said...
Não há horizontalidade.
Há umas caixas metálicas que não deviam estar ali colocadas pela EDP (ou quejandos ).
A ramagem à esquerda, desiquilibra sem razão a imagem.
No canto inferior , à nossa direita, há um "ruído" que deveria ter sido evitado.
O reflexo na janela do 1º andar, incomoda-me bem mais que a janela que a querida Li assinalou, pois o nosso olhar é logo atraído para lá.
Eu preferia que o rosto do Infante recebesse uma luz
matinal ou lateral(por volta do meio-dia ).
O Infante está sentado numa sanita ?
RsRsRs...
Há umas caixas metálicas que não deviam estar ali colocadas pela EDP (ou quejandos ).
A ramagem à esquerda, desiquilibra sem razão a imagem.
No canto inferior , à nossa direita, há um "ruído" que deveria ter sido evitado.
O reflexo na janela do 1º andar, incomoda-me bem mais que a janela que a querida Li assinalou, pois o nosso olhar é logo atraído para lá.
Eu preferia que o rosto do Infante recebesse uma luz
matinal ou lateral(por volta do meio-dia ).
O Infante está sentado numa sanita ?
RsRsRs...
Esta foto foi tirada com zoom elevado. Daí parecer esmagada e sem perspectiva. Os defeitos da imagem foram excelentemente descritos pelo João. A mim o que mais me impressionou (e determinou a foto) foi a poluição visual dos armários da EDP (electricidade), perturbando a paisagem urbana, num local que foi recentemente reabilitado e que se pretende "clean". É de facto inconcebível a impossibilidade de desafiar estas companhias monopolistas. Os municípios deviam poder exigir à EDP alternativas para disfarçar ou integrar os armários.
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