26.10.12

OUTONO - I



NOTÍCIAS DA SOFIA - V

Durante meses é uma incógnita. Será grande? Pequena? Loira? Morena? Andamos expectantes com o parto e simultaneamente apreensivos. A vida que está dentro da mãe é uma surpresa total. Antes era apenas uma promessa. De repente é um ser vivo. Com personalidade própria, com necessidades, desejos e impulsos. Deixa de ser uma abstracção. Um projecto. Agora é uma certeza. Uma certeza que se impõe nas nossa vidas. Um deslubramento da natureza. Uma neta é uma sensação única que se arrisca a tomar conta de nós. A primeira vez que a vi fiquei apaixonado.

NOTÍCIAS DA SOFIA - IV


NOTÍCIAS DA SOFIA - III


NOTÍCIAS DA SOFIA - II

Fotografia de João Pinheiro

25.10.12

NOTÍCIAS DA SOFIA - I

Fotografia de João Pinheiro

20.10.12

A FESTA PORTUGUESA

Com uma perda de rendimento médio de 10% em 2012 e um orçamento de Estado para 2013 que aumenta os impostos em  mais 7% em média; com um desemprego galopante e dois milhões de portugueses abaixo do limiar da pobreza; com uma indústria sem mercado e um comércio em falência; com uma estagnação económica e uma recessão persistente, Portugal aproxima-se rapidamente do abismo. Pagamos impostos para pagar os juros da festa europeia. Uma Europa que entrou para garantir a paz e que se arrisca a fazer a guerra. Nunca nos disseram que era impossível cumprir o mesmo défice que a Alemanha. Nunca percebemos que o euro nos faria abdicar da desvalorização da moeda. Nunca nos  explicaram que a moeda europeia ia ser mais forte que o dólar. Nunca nos disseram que era impossível resolver o défice externo e, ao mesmo tempo, cumprir as metas do défice público. A espiral recessiva instalou-se. A "fadiga fiscal" atira as famílias para o desemprego e para a emigração. Os descontos e os impostos são a única receita de um governo de loucos, capitaneado por um bando de terroristas económicos. Uns não sabem o que fazem, os outros sabem bem demais. A falta solidariedade europeia é repugnante. Os países do norte financiam-se com a crise do sul. A coligação que nos governa estilhaçou-se em pouco mais de um ano. Gente sem qualquer sentido de estado que se encarniça a chafurdar nos restos do tacho. Os jovens quadros emigram. Em breve Portugal será apenas um país de velhos e de políticos caducos agarrados a uma bandeira invertida e a um hino sem voz.

19.10.12

PONTE SOBRE O TEJO - VISTA DA TAPADA DA AJUDA



TAPADA DA AJUDA

 A República, saída da Revolução de 5 de Outubro, dá um valor muito especial a tudo o que está relacionado com a agricultura e, especial, com a árvore. Em 1910, com a chamda "reforma Camacho", é criado o Instituto Superior de Agronomia, por fusão do Instituto Agrícola e da Escola Regional de Lisboa. O Instituto funciona na Tapada da Ajuda e passa a estar associado ao Jardim Botânico da Ajuda. São hectares verdejantes que se estendem no perímetro de Lisboa, com o Tejo a espreitar. Uma zona pouco conhecida que mantém todo o seu encanto. O Pavilhão de Exposições do Instituto é agora rentabilizado para casamentos e baptizados.

CASAMENTO





18.10.12

PELINTRÃO

Depois da descoberta do átomo, do neutrão, do protão e do electrão, acabou de ser descoberto o pelintrão. O pelintrão é um português sem massa e sem energia, mas que suporta qualquer carga!

17.10.12

HÁ 30 ANOS

Ainda há trinta anos o João tomava banho de alguidar, já hoje tem um filha. A Sofia nasceu ontem, dia 16, com 50 cm e 4,100 kg. Correu tudo bem e estará em casa dentro de uma semana. O parto foi em Vila Real de Trás-os-Montes, terra da mãe. Eu, de repente virei avô. Estou muito feliz.

14.10.12

TURISTA ORIENTAL - O LIVRO


O vento não vem.
Cheguei. Oriente desconhecido. Terra por desvendar. Neblina opaca. Calma quente. Um calor surdo. O ar não sopra. O vento não vem. A respiração aguarda. Cheguei numa partida sem fim. Macau.
 

                                                        Fogem cegos.
Barcos que são sulcos. Riscos na maré. Fogem cegos. E eu fujo com eles, cego de mim. Viajo nos traços do tempo. E sobre mim caiem séculos e milénios. Caiem os deuses e os demónios. Amores e desamores. E fico num torpor infinito olhando o espaço que não existe.


                                                        Ela não está.
Um chapéu esquecido. Um amor perdido. Há um barco a sair, outro a entrar. A vida segue o destino da corrente. Estou sozinho naquele muro. Sou a palha daquele chapéu. Sou a neblina daquele barco. O chapéu sabe o que eu não sei. Sabe do fado e da maré. Sabe do nevoeiro que me percorre. Sabe que ela não está. Sabe que deixou as marcas da paixão.


                                                     A porta era eu.
A porta era eu. A minha única fronteira. Homens seculares. Desejos ancestrais. Caracteres indefiníveis. Quero ser o bule. Quero ser o chá. Quero ler as mensagens indecifráveis que me confundem. Quero entrar naquele mundo que me perturba. Quero devorar o desejo que me persegue. Cada vez estou mais dentro. Cada vez me sinto mais fora.

 
Vai ser editado em Bruxelas, no dia 3 de Dezembro, o livro "Turista Oriental", patrocinado pelos Serviços Diplomáticos da União Europeia. O livro com 40 fotos de Roberto Barbosa e texto meu, irá servir de roteiro para uma exposição de 40 fotografias do Roberto, inserida numa exposição mais ampla que integra  fotografias do Museu de Macau, trazidas expressamente para o evento. A exposição ocorre por ocasião do Encontro UE - Macau e deverá contar com um elevado número de visitantes, ficando exposta durante todo o mês de Dezembro. Um projecto antigo que eu tinha e que pode agora ver a luz do dia. Deixo-vos um aperitivo.

CONTINUAM OS CONVÍVIOS EM NOVA OEIRAS






Mais um Domingo de sol e um magnífico convívio de bairro. Mesmo com crise, as pessoas estavam super animadas e divertidas. Assim vale a pena continuar. Na penúltima foto, o meu filho João, de amarelo. Na última foto, à direita, a minha mãe, nos seus juvenis 93 anos.

13.10.12

COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

BloggerSilvares said...
Deus-nos-valha. Agora que tanto se fala em apostar no mar para tentarmos inverter a decadência nacional bem que podemos invocar ajuda divina. O risco de naufrágio é muito elevado.

COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

BloggerEduardo P.L said...
DEUS ME LIVRE

11.10.12

COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

Não há horizontalidade.
Há umas caixas metálicas que não deviam estar ali colocadas pela EDP (ou quejandos ).
A ramagem à esquerda, desiquilibra sem razão a imagem.
No canto inferior , à nossa direita, há um "ruído" que deveria ter sido evitado.
O reflexo na janela do 1º andar, incomoda-me bem mais que a janela que a querida Li assinalou, pois o nosso olhar é logo atraído para lá.
Eu preferia que o rosto do Infante recebesse uma luz
matinal ou lateral(por volta do meio-dia ).

O Infante está sentado numa sanita ?
RsRsRs...
 
Esta foto foi tirada com zoom elevado. Daí parecer esmagada e sem perspectiva. Os defeitos da imagem foram excelentemente descritos pelo João. A mim o que mais me impressionou (e determinou a foto) foi a poluição visual dos armários da EDP (electricidade), perturbando a paisagem urbana, num local que foi recentemente reabilitado e que se pretende "clean". É de facto inconcebível a impossibilidade de desafiar estas companhias monopolistas. Os municípios deviam poder exigir à EDP alternativas para disfarçar ou integrar os armários.