31.5.14
29.5.14
28.5.14
27.5.14
26.5.14
25.5.14
24.5.14
23.5.14
MERCADO DA RIBEIRA - LISBOA
Num breve interlúdio fomos almoçar ao recentemente inaugurado espaço no velho Mercado da Ribeira. Comida requintada e dita "gourmet", num conceito acessível e num espaço polivalente. Bom para ir almoçar tarde ou jantar cedo, fugindo a enchentes. Podemos petiscar daqui e dali, de copo em pé ou sentado. Longe vão os tempos em que a noite acabava às 5 da manhã no velho Cacau da Ribeira que, curiosamente, continua a estar lá.
22.5.14
21.5.14
CRÓNICAS DE ISTANBUL - III
Os minaretes querem-se em riste, bem lançados e com erecção divina. Em Istanbul há milhares de minaretes. Pois não vi minaretes murchos ou sequer com impasses psicológicas. Erguem-se em busca da verdade e a verdade não se compadece com tibiezas da vontade ou timidez funcional. Desde o esplêndido minarete até ao minarete sublime, os turcos metem o minarete em todo o lado. Há dois ditados populares bem reveladoras da sabedoria ancestral destes povos milenares: "que nunca te falte o minarete" e "a cada um seu minarete". Confesso que fiquei entusiasmado.
20.5.14
CRÓNICAS DE ISTANBUL - II
Em 1341, o jovem Imperador João V Paleólogo foi destronado pelo ministro da guerra, João Cantacuzeno. A guerra civil instalou-se. Os fiéis do basileus chamaram os Búlgaros e os Venezianos. Cantacuzeno chamou os Sérvios e os Otomanos. Os turcos atravessaram o Mar da Mármara, vindos da Anatólia (Ásia), eliminaram os Sérvios e o próprio Cantacuzeno e instalaram-se na península de Galipoli, já na Europa. O cerco a Bizâncio iria durar um século, mas a tenaz turca era inexorável. Ainda houve um recuo em 1402, quando o exército turco de Bajazet foi derrotado, na batalha de Ankara, pelas hordas de Tamerlão, esse mongol que associava a barbárie mongol ao fanatismo muçulmano e empilhava cabeças para construir torres às portas das cidades conquistadas. Bizâncio salvou-se temporariamente. Tamerlão morreu em 1405, com 69 anos. As suas conquistas colapsaram, disputadas pelos seus inúmeros herdeiros. Aparentemente Deus não lhe tinha destinado o "Império da Ásia". Entre mortos e feridos, os Otomanos ressuscitaram das trevas, enquanto na Europa os Franceses combatiam os Ingleses, os Polacos e os Lituanos atiçavam-se contra os Cavaleiros Teutónicos, os Checos hussitas atiravam-se aos Alemães, operários contra burgueses, concílios contra papas e a peste negra contra todos. Os Otomanos tiveram tempo para se refazer do "contratempo" Tamerlão.
Em 1439, o basileus João VIII Paleológo foi ao Concílio de Florença selar a união das Igrejas (católica e ortodoxa). Um erro fatal. Estalou a revolta em Constantinopla. Os ortodoxos intransigentes iniciaram a revolução... Antes os Turcos do que os Latinos. A 29 de Maio de 1453, os otomanos comandados por Maomé II, forçaram as defesas da cidade. O basileus foi morto em combate. A população reunida na basílica de Santa Sofia só podia esperar pelo milagre. Mas Deus era turco. Constantinopla em breve seria Istanbul. E Santa Sofia, agora revestida de mosaicos, transformar-se-ia em mesquita. Acabou o Império Romano de Oriente. Iniciava-se a Marcha Turca. Foi à 561 anos.
Na foto, a imagem dos imperadores Constantino e Justiniano, ladeando a Virgem e o Menino (Igreja/Mesquita de Santa Sofia).
Na foto, a imagem dos imperadores Constantino e Justiniano, ladeando a Virgem e o Menino (Igreja/Mesquita de Santa Sofia).
19.5.14
CRÓNICAS DE ISTANBUL - I
O Médio Oriente fica a oriente do ocidente e a ocidente do oriente. Istanbul, cidade dos três nomes. Terra do cisma. Umbigo do Mundo. Istanbul cheira a mofo velho, especiarias doces e suor refogado. Milhões de gente acumulada. Vendedores de tudo. Um bazar global. Alá aos gritos nos minaretes fálicos das rezas pontuais. Homens sombrios de bigode carregado. Mulheres de véu deixando adivinhar delícias turcas. A Praça Taksim a precisar de uma revolução arquitectónica. Um país dividido entre a Europa e o Islão.
17.5.14
11.5.14
10.5.14
9.5.14
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