29.6.14
27.6.14
A COPA DA TAÇA
Hoje seria muito difícil imaginar o mundo sem futebol. Até Obama já vê os jogos e fala da selecção de soccer, mesmo sem saber o que é e faz disso notícia mundial. Os novos gladiadores usam brincos, fazem tatuagens, têm namoradas boas como o milho e mordem-se uns aos outros. Imaginem o mundo sem copas (ou mesmo sem taças), sem comentadores desportivos, sem discussão sobre a cor os pentelhos do Ronaldo? De que iríamos falar?! De política? De literatura? Quando me sento a ver um jogo, interessa-me pouco quem ganha. Quero é que se esfolem, corram, suem muito. Quero caneladas, dentadas, cabeçadas, muitas expulsões e bolas na barra (já agora devo dizer que adoro bolas nos postes, é muito mais difícil e excitante do que o golo). Estou-me rigorosamente nas tintas para quem vai ganhar esta treta, desde que haja mortos e feridos.
DIABO NA CRUZ - CONCERTO NO TIVOLI
Agora a novidade são os concertos anunciados em cima do momento (1 ou 2 dias antes) através das redes socias e telemóveis e do passa palavra. Em cima da hora diz-se onde é o local e há uma correria a procura dos bilhetes. Este esgotou em duas horas e teve uma energia fabulosa. Muito bom!
26.6.14
REAL COMBO LISBONENSE - GULBENKIAN
Sábado passado no anfiteatro ao ar livre da Gulbenkian. Real Combo Lisbonense numa recriação de Carmen Miranda. Muito divertido. Músicas que já não se ouviam há décadas. A minha neta teve de ser retirada à força. Persistia em ir para o palco tocar com o pai.
25.6.14
24.6.14
POST IT - NA LIVRARIA GALILEU
Conforme está anunciado no "ladinho", o livro pode ser adquirido directamente na Livraria Galileu (em Cascais, ao lado dos Gelados Santini), uma das livrarias mais interessantes da zona, que continua a resistir às grandes editoras. O telefone é 214866014 e podem encomendar que eles enviam por correio para qualquer ponto do país e para os países da Europa. O preço é 12 euros, mais o porte postal (se fôr caso disso). Também podem encomendar directamente para mim. As condições são idênticas: 12€, mais porte pago. Espero que não me deixem ficar com metade da edição. Os livros não gostam de ficar parados dentro de caixotes. Encomendem.
POST IT - EPÍLOGO
Ver o livro a circular por entre mãos amigas e olhos
atentos é pura magia. Um processo que começou há meses e que de repente culmina
num êxtase colectivo. Escrever é um vício e uma oportunidade. Sou um narcisista
assumido. Um tímido exibicionista. Adoro ter pessoas à minha volta, mesmo não
sendo muito social. As pessoas são o que são e não devem ter medo de ser. Somos
chatos e meigos. Inteligentes e preconceituosos. Imbecis e amorosos. A única
capacidade que nunca podemos perder é a auto-crítica. Este livro deixou-me
ainda mais exposto. Mas, sinceramente, nunca percebi por que nos queremos
preservar. Passamos a vida a esconder os defeitos e depois queremos confessar
tudo em meia dúzia de linhas. O prefácio do Eduardo e a apresentação do
Francisco deram-me um novo fôlego. Sinto que já muito pouco tenho a falar de
mim. Sinto que as próximas aventuras só podem ser ficção. Não porque eu não
seja uma total ficção, mas porque a ficção é a realidade colectiva onde todos
nos revemos. O lugar comum onde todos podemos ser qualquer coisa.
23.6.14
POST IT - APRESENTAÇÃO
Numa apresentação absolutamente extraordinária e muito informal, o meu amigo Francisco Teixeira da Mota, advogado, escritor e comentador político, referiu algumas qualidades que julgo estarem, de facto, presentes neste livro: não é o livro vermelho, mas o livro amarelo; é muito bonito e moderno; não é um diário, mas um manual de existência; é conciso, directo e conceptual; o estilo é anglo-saxónico; processa-se rapidamente; é um livro impressionista, com um humor desconcertante à Woody Allen. Confesso que depois de o ouvir, o livro ganhou, para mim, outra dimensão. Um agradecimento muito grande para ele.
22.6.14
POST IT - DEDICATÓRIAS
O pior é quando dá aquela branca total: "como se chama este que vem a seguir?" Ontem só aconteceu duas vezes e resolvi satisfatoriamente. Muito obrigado a todos os que quiseram estar comigo.
POST IT - OS RAPOSOS
Foi aqui que se fez o lançamento. Um sítio espectacular. Na segunda foto pode ver-se, lá em baixo, o Expresso da Linha propriamente dito. Os meus agradecimentos ao João (Restaurante Bar Os Raposos) pela cedência do espaço
21.6.14
POST IT - A NETA
O livro é dedicado à minha neta Sofia. Ela levou a dedicatória muito a sério e resolveu participar activamente. Acabou a ser retirada pela mãe, mas não largou os biscoitos. Veja-se o olhar babado do avô que decididamente está a ficar chéché.
POST IT - BEBERETE
A Fernanda em manobras. O Chèvre com nozes, o queijo de Castelo Branco com chutney de pimento, o Emental com painho... Não sei se foi beberete ou comerete. Obrigado Fernanda.
19.6.14
POST IT - DESIGN EDITORIAL
Quando falei com a Mafalda o livro ainda era um esboço. Estávamos em Dezembro. Era apenas uma ideia de crónicas mais ou menos curtas. Uma ideia baseada no blogue. Foi num almoço na Quinta da Beloura. Ela sacou o nome Post It. Uma coisa amarela que colava no frigorífico e também servia para o Facebook. De repente o livro ganhou forma e conteúdo. A criatividade é um salto no abismo. De repente tudo faz sentido. As peças encaixam e tudo se torna fácil. O conceito é essencial e o nome também. Um design simples, moderno, irreverente e eficaz. A Mafalda Diniz trabalha comigo desde 2007. Já vamos no sexto livro. Não sei se a forma é melhor do que o conteúdo. Mas seguramente o conteúdo não é melhor do que a forma.
18.6.14
POST IT - O PREFÁCIO
Filho único de militar tem uma especial dependência feminina. Sempre
foi muito mimado por sua mãe, e cultivou em vida casamentos, que embora
desfeitos, não macularam seus relacionamentos com essas companheiras, amigas,
esposas, assistentes, gerentes, mulheres e-faz-tudo. Sem elas o Jorge não teria
sobrevivido, literalmente... O estilo, muito
particular nos seus textos, é bem anterior ao blog Expresso da Linha. As
primeiras crónicas datam de 2003, 2004. Elas já eram curtas, enxutas, hilárias,
enfim tinham os componentes ideais para a internet, onde textos longos, ou
muito rebuscados, não encontram guarida...
Curiosamente pude constatar que apesar de
escrever em silêncio e concentração, escreve como fala, e seu estilo literário,
é também sua forma de se comunicar na vida real. Não é de fazer locuções
extensas. Pelo contrário, é cirúrgico em suas observações. Quase monossilábico.
A única diferença é que burila, retoca, constrói, apaga e volta a escrever.
Quando fala, tudo sai em definitivo... Sua sensibilidade aguda e físico contido, com gestos curtos, camuflam o escritor espaçoso, fértil, competente que ora usa barba, ora não, mas sempre tirando e pondo seus óculos, atento a tudo o que o cerca. Exalta a beleza e faz piadas com os matacões. Leiam e me digam se não tenho razão.
Excertos do prefácio de Eduardo Lunardelli
17.6.14
CRÓNICAS DE ISTANBUL XI - VIAJAR
Aparecemos cheios de malas. É dia de semana. Somos olhados com desconfiança. Sentimos inveja e mesmo ódio. Se dizemos que somos aposentados, interrogam-se: quem vai pagar? Os fundos de pensões? A segurança social? As gerações futuras?... Se dizemos que não somos aposentados, ainda pior. Como temos dinheiro para viajar? Fuga aos impostos? Dinheiro em off-shore? Podemos tentar parecer desempregados. Então é um caso de polícia: viajar à conta do subsídio de desemprego?... Viajar em tempos de crise é penoso. Quase temos de pedir desculpa. Sentimo-nos uma espécie de bandidos sociais.
16.6.14
CRÓNICAS DE ISTANBUL X - ATATURK
O poderio otomano poderá ter tido origem na decadência dos países muçulmanos, mas a partir do século XVI a decadência é geral. O Império otomano não era mais do que um exército acampado em países conquistados. Os sultões eram apenas a família de Osmã, o fundador da tribo, com poder absoluto, emir, califa, basileus e Kaiser-i-Rum (César de Roma) e o direito de mandar executar os varões da sua família, para extinguir ressentimentos, tudo a "bem da nação". Mas esse poder era ilusório. Na verdade, o Império era governado por escravos e renegados. Os "janízaros" eram cristãos eslavos e constituíam a guarda pretoriana que, em breve, assumiria a gestão do Império. O conselho de vizires (ministros) era conhecido como "mercado dos escravos". Era necessário adoptar as invenções europeias e o Corão não tinha previsto a formação de técnicos. O sultão passou rapidamente a ser o membro da família Osmã, delegado ao poder pelo exército dos janízaros. As intrigas de harém e as más alianças estratégicas acabaram com um Império obsoleto que não conseguiu acompanhar o progresso europeu. Após a derrota sofrida pelo Império Otomano às mãos dos Aliados, na I Guerra Mundial, e os planos subsequentes para a partilha de seu território, Mustafa Kemal liderou o Movimento Nacional Turco, naquela que se se tornaria conhecida posteriormente como a Guerra de Independência Turca. Após estabelecer um governo provisório em Ancara, derrotou as forças enviadas pela Tríplice Entente. As suas campanhas militares bem-sucedidas asseguraram a libertação do país e a proclamação da república. Ataturk, o "pai dos turcos" seria o primeiro presidente da Turquia e embarcou num ambicioso programa de reformas políticas, económicas e culturais. Um admirador do Iluminismo, Atatürk transformou as ruínas do Império Otomano numa nação-Estado democrática e secular. O "kemalismo" continua a ser a base política do Estado turco moderno. A Turquia é um Estado "tampão" essencial à segurança da Europa. Hoje assistimos, com preocupação, a uma viragem política para um certo fundamentalismo islâmico. A Turquia divide-se: metade é europeia, o resto nem tanto. As lutas da Praça Taksim são isso mesmo: a indecisão entre a religião do Estado e o Estado sem religião.
15.6.14
ISTANBUL - SEXTA FEIRA
As pessoas nascem do chão como se fossem pedras. O dia é santo e as compras também. Um mar de gente. Um oceano de cores. Vamos entalados rua acima até ao Grande Bazar. Cheios de multidão, perdidos de nós, na claustrofobia do caminho.
14.6.14
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