30.9.14
29.9.14
28.9.14
27.9.14
25.9.14
PEDRADAS
Foi por aqui que eles entraram todos. Vieram silenciosos e silenciosos partiram. Alguns garantem que eram banqueiros. Outros que eram apenas políticos. Era gente que apenas queria sobreviver no meio das pedras. E como as pedras não davam rendimento, fizeram das pedras juros e dos juros dívidas. Hoje estão no governo.
24.9.14
22.9.14
PEDROGÃO-PEQUENO (A HISTÓRIA)
A povoação de Pedrógão Pequeno foi fundada pelo cônsul romano Aulo Cúrcio, 150 anos antes de Cristo. Foi conquistada pelos Mouros a 4 de Agosto de 718 e depois reconquistada por D. Afonso II a 13 de Março de 1216. Pedrógão Pequeno pertenceu à Ordem do Templo e depois foi doado por D. Afonso Henriques à Ordem do Hospital.
Em 1448 D. Afonso V elevou Pedrógão Pequeno à categoria de vila, sob o comando do Priorado Crato. Para a distinguir da vila de Pedrógão Grande, durante alguns séculos foi conhecida como Pedrógão do Crato ou Pedrógão do Priorado.
Pedrógão Pequeno e seu termo pertenciam ao concelho da Sertã, até que D. Vasco de Ataíde, Prior do Crato, deu de emprazamento com toda a jurisdição cível e criminal, rendas e direitos, a Diogo da Silveira. Pouco depois de criado o concelho de Pedrógão Pequeno, Diogo da Silveira conseguiu com que houvesse cadeia, forca e jurisdição cível, o que os moradores da Sertã não levaram a bem, tendo os ditos moradores indo a Pedrógão Pequeno destruir ilegalmente o Pelourinho e a forca, símbolos de autonomia da vila. Para variar, D. Manuel I deu a Pedrógão Pequeno foral a 20 de Outubro de 1513 que não alterou a jurisdição da vila, limitando-se à fixação dos direitos reais.
Depois da concessão do foral a vila mandou construir novo pelourinho que era encimado pela esfera das armas de D. Manuel I. O concelho de Pedrógão Pequeno existiu desde 1448 até 1836, ano em que por Decreto de 9 de Novembro, foi anexado ao concelho de Oleiros a que pertenceu até 27 de Setembro de 1837, data de outro Decreto que desanexou do concelho de Oleiros e o integrou de novo no concelho da Sertã ao qual pertence até aos dias de hoje. Enfim, a Sertã teria razão!
Em 1448 D. Afonso V elevou Pedrógão Pequeno à categoria de vila, sob o comando do Priorado Crato. Para a distinguir da vila de Pedrógão Grande, durante alguns séculos foi conhecida como Pedrógão do Crato ou Pedrógão do Priorado.
Pedrógão Pequeno e seu termo pertenciam ao concelho da Sertã, até que D. Vasco de Ataíde, Prior do Crato, deu de emprazamento com toda a jurisdição cível e criminal, rendas e direitos, a Diogo da Silveira. Pouco depois de criado o concelho de Pedrógão Pequeno, Diogo da Silveira conseguiu com que houvesse cadeia, forca e jurisdição cível, o que os moradores da Sertã não levaram a bem, tendo os ditos moradores indo a Pedrógão Pequeno destruir ilegalmente o Pelourinho e a forca, símbolos de autonomia da vila. Para variar, D. Manuel I deu a Pedrógão Pequeno foral a 20 de Outubro de 1513 que não alterou a jurisdição da vila, limitando-se à fixação dos direitos reais.
Depois da concessão do foral a vila mandou construir novo pelourinho que era encimado pela esfera das armas de D. Manuel I. O concelho de Pedrógão Pequeno existiu desde 1448 até 1836, ano em que por Decreto de 9 de Novembro, foi anexado ao concelho de Oleiros a que pertenceu até 27 de Setembro de 1837, data de outro Decreto que desanexou do concelho de Oleiros e o integrou de novo no concelho da Sertã ao qual pertence até aos dias de hoje. Enfim, a Sertã teria razão!
Foto do Convento da Ordem do Crato, onde hoje funciona a Junta de Freguesia e a Orquestra Filarmónica de Pedrógão.
20.9.14
É SÓ HOMENS (CONTINUAÇÃO)
A propósito do meu post anterior em que fui acusado de misoginia, quero esclarecer, em primeiro lugar, que o post só me responsabiliza a mim. Em segundo lugar, como todos os que me conhecem ou que trabalharam comigo muito bem sabem, sou tudo menos misógino. Sucede que a linguagem do FB (ainda por cima depois de partilhada e acedida por terceiros desconhecidos e que não podem, consequentemente, contextualizar), nem sempre permite pressentir a ironia ou mesmo a espontaneidade de uma "boca" que dita numa conversa verbal passaria calmamente por uma mera "piadola". Embora já ande nisto há uns anos, vezenquando ainda sou apanhado nas curvas. Um abraço para todos e as senhoras que me desculpem.
19.9.14
É SÓ HOMENS
A partir de certa idade as tertúlias são todas à volta da mesa entre copos e vinho. De preferência sem mulheres. Ninguém as quer ver por cá. Podemos mesmo falar delas. Mas só de pensar na gritaria e na pressa em sair... As mulheres tiveram uma época e um contexto. Hoje são ideias feitas. Ideais por fazer.
18.9.14
14.9.14
HIPOCRISIAS
O mundo está cheio de hipocrisias. Algumas são tão evidentes e deliberadas que nem vale a pena falar delas. Vejam-se os políticos. Uma linguagem sempre de desconfiar. Mas, eu ando agora particularmente sensível às pequenas hipocrisias. Aquelas que todos nós dizemos, uns mais outros menos, e que muitas vezes nos escapam nas contradições da vida. Escapam-se sem nos apercebermos do ridículo social em nos estamos a meter. Há tempos um amigo meu português dizia-me, com agrado, que ao abrigo não sei de que lei, ia ser aposentado em França e vindo para Portugal viver não pagaria quaisquer impostos durante 10 anos nem cá nem lá. A lei permite. Curiosamente estas pessoas que tem preocupações sociais e que se revoltam quanto à pobreza nacional e às dificuldades do Estado Social, não parecem associar que a solidariedade é, em primeira linha, garantida pelos impostos arrecadados. Falam das grandes fugas, mas não vêem o seu caso. São bons a falar do caso Espírito Santo, mas esquecem-se de si próprios. Acusam os outros, mas tem comportamentos semelhantes na vertente de cumprir com o Estado, ou seja com todos. Todas as facilidades e esquemas que se possam engendrar têm sempre de ser suportados/compensados porque quem paga impostos. Ou seja, estamos a pagar por eles. Por isso, ou rejeitam os benefícios (o que recomendo) ou adequam o discurso e deixam de ser de esquerda e de falar nos pobrezinhos.
13.9.14
12.9.14
11.9.14
7.9.14
CONDICIONAMENTOS II
Era mais a questão filosófica que eu pretendia abordar: se o meio ambiente nos altera e em que medida. Nesse particular, quer os comentários da Li, quer do Eduardo, remetem para realidades diferentes. O Eduardo tem os dois mundos. A Li tem vivenda no meio do bulício de SP. Ambos têm dúvidas quanto a um relacionamento excitante só por andar sempre fora de casa. Até sou capaz de concordar, em especial face à insegurança e indiferença das grandes metrópoles.
Não é o meu caso. Viver numa moradia num sítio calmo que não é campo (é uma zona urbana), mas onde se deu privilégio aos jardins públicos e privados (tipo "cidade-jardim" de Corbusier) tem para mim, em especial no Verão, o prazer enorme de viver na rua. Saio constantemente. As portas para o jardim estão sempre abertas. Não há limites. Não há elevadores. Chaves. Entro e saio, passo para lá do portão, vou à pequena floresta em frente... As pessoas passam no jogging. Falo a muitos que conheço. Cumprimento os vizinhos. Almoço e janto na rua. É isto que acho me condicionou ao longo dos tempos.
Mas os comentários feitos pelo João, ultrapassam esta singela realidade. A tralha acumulada e as memórias boas ou más que estão presas à casa são difíceis de "sacudir". Seria para mim uma tortura passar na minha casa e saber que já não é minha. Uma moradia, talvez por ter terreno envolvente, talvez por ter as plantas que nos rodeiam e de que cuidamos, é mais do que um apartamento. É o nosso pedaço do mundo. Tem mais personalidade. Mais ligação. Concordo que racionalmente devia mudar. Por três razões: a casa é antieconómica; a idade não é amiga de vivendas; vou deixar um problema para os meus filhos resolverem. Ando a matutar nisto faz algum tempo e sei que algo terá de ser feito. Terei de reunir um conselho de família para decidir, mas não o posso fazer em vida da minha mãe. Por isso, para já resta-me curtir a vivenda.
6.9.14
5.9.14
CONDICIONAMENTOS
Morar numa vivenda é diferente de morar num apartamento. Ter vista para a serra é diferente de ter vista para o mar. Horizonte aberto, horizonte fechado. Vista longa, vista estreita... Da minha janela vejo verde a toda a roda. Estou cercado de plantas. Engolido por flores. Quase canibalizado pela vegetália. Se tivesse vista alta ou um apartamento em profundidade teria outra inspiração? E se tivesse prédios claustrofóbicos à frente seria outro eu? O habitat condiciona a nossa vida. A questão é saber se somos mais felizes. Se calhar morando num bairro cheio de cafés e lojas de comércio local conhecia gente interessante. Fazia amizades inesperadas. Tinha conversas estimulantes. Assim remeto-me a cortar ramos secos e plantas parasitas, vigiado por gatos de quintal. Como sabemos o que era melhor?
4.9.14
A DESGRAÇA DO OCIDENTE
A
História é um conjunto de erros estratégicos que se sucedem no
tempo. Um atrás de outro, os erros condicionam a História e
determinam o devir. Hoje todos sabemos que o desenho do mapa do Médio
Oriente na Conferência de Versailles mais não foi do que um novo
colonialismo. Hoje todos sabemos que a migração dos judeus para
Israel no post II Guerra Mundial foi um erro piedoso. Hoje temos já
a certeza de que a não aceitação da Turquia na União Europeia irá
ser outro erro de palmatória. Sabemos também que as campanhas
americanas contra Saddam foram um enorme disparate. Não temos
dúvidas que as “primaveras árabes” foram um embuste patético.
Hoje todos sabemos que a
tolerância infinita para com os muçulmanos tem de acabar imediatamente... Erros e mais erros, precipitações, tolerância imbecil, interesses
contraditórios, muito petróleo e venda de armas. Mas, por mais
erros que se tenham cometido, nada justifica a selvajaria e
banditismo dos fascistas islâmicos e a tentativa de retrocesso
civilizacional para níveis culturais do século VII. De erro em
erro, o Ocidente vai ter de apoiar os regimes xiitas do Irão dos
Ayatolas e da Síria de Bashar Al-Assad, se quiser conter a ameaça
do “califado”. Uma ironia política e mais um erro estratégico
no horizonte. Israel não vai querer a ameaça nuclear do Irão e vai
continuar, muito naturalmente, a defender-se. A Turquia vai sendo um
tampão cada vez mais equívoco, minado pelo partido de Endorgan que
ganhou as eleições com 80% de votos. Os Curdos procuram,
finalmente, garantir um país que enquadre uma nação e lutam para
redefinir o mapa da região. O Iraque vai ser reduzido a escombros. A
Palestina vai continuar refugiada. E nós vamos ter o terrorismo cada
vez mais “in doors”. Para corrigir um erro, já se adivinha o
próximo.
3.9.14
CARALHO-DE-ASAS OU PASSARALHO
No Brasil, o caralho, na qualidade de órgão genital masculino, foi transformado no mito do caralho-de-asas. O "caralho-de-asas" define-se como a entidade responsável por uma gravidez de paternidade não-identifi...cada, ou a advertência às moças para que não tomem banho de rio ou para que não durmam "desprevenidas" (sem roupas íntimas).
O mito do caralho-de-asas parece ser reminiscência da lenda grega de Leda e o cisne, segundo a qual Júpiter, metamorfoseado em cisne, manteve relações sexuais com a ninfa Leda, concebendo os gémeos Castor e Pólux. O mito entrou para a iconografia urbana, estando presente também como personagem de banda desenhada em revistas de palavras cruzadas e enigmas destinadas ao público masculino, tomando o nome de "passaralho".
O mito do caralho-de-asas parece ser reminiscência da lenda grega de Leda e o cisne, segundo a qual Júpiter, metamorfoseado em cisne, manteve relações sexuais com a ninfa Leda, concebendo os gémeos Castor e Pólux. O mito entrou para a iconografia urbana, estando presente também como personagem de banda desenhada em revistas de palavras cruzadas e enigmas destinadas ao público masculino, tomando o nome de "passaralho".
2.9.14
TRADUÇÃO
Eduardo P.L. said...
Entendi patavina... TRADUÇÃO: "Houve uma discussão no encontro cheio de estilo e a malta vai passear a ver se come alguma coisa antes que nos venham roubar". É a nova linguagem hip hop. "Bué da bom e maning nice" (querem dizer muito bom, bom curtir, tá-se bem)são mais antigos, importados de Angola e Moçambique, respectivamente, aí pelos anos 70.
1.9.14
HIP HOP
Um beef no meet cheio de swag que a malta vai tchilar a ver se pita alguma coisa antes que nos venham malabar... Onde já vão esses tempos em que tudo era bué da bom e maning nice.
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