25.11.15

ESCARAVELHO VERMELHO

Vítima do escaravelho vermelho (Rhynchophorus ferrugineus), mais uma série de palmeiras tiveram de ser cortadas aqui no bairro. As larvas escavam buracos de até um metro de comprimento no estipe (o tipo do caule das palmeiras), podendo matar a planta hospedeira. Uma praga originária da Ásia tropical e que se espalhou para África e Europa a partir dos anos 80 e cujo controle se tem mostrado muito complicado. São aos milhares as espécies que têm sido cortadas nos últimos anos. O escaravelho permanece sem predadores naturais.

17.11.15

MARRAKECH - JARDIN MAJORELLE



  
Jacques Majorelle foi um pintor orientalista (1886-1962). Seduzido por Marrakech decidiu viver aqui e construir um vasto jardim, no centro do qual edificou a sua residência e estúdio. Depois da sua morte, os jardins ficaram ao abandono. Em 1980 Pierre Bergé e Iyes Saint Lurent adquiriram a propriedade, já então alvo da cobiça dos especuladores imobiliários. Depois da morte de Saint Laurent, em 2008, foi criada a Fundação Jardin Majorelle que, para além dos dos magníficos jardins, tem um espectacular museu dedicado à cultura berbere.

16.11.15

MARRAKECH - JAMAA EL FNA




O nome pode ser traduzido como “Assembleia dos Mortos”, pois no passado a praça era o local onde eram executados os criminosos, cujas cabeças ficavam expostas para servir de exemplo. A praça é o coração de Marraquexe, com espectáculos espontâneos de saltimbancos, acrobatas, encantadores de serpentes, faquires, engolidores de espadas, curandeiros, músicos, dançarinos e contadores de histórias. A praça é Património Oral da Humanidade. À noite, as barracas de comida típica dominam a praça, com as suas cabeças de borrego e mioleira de carneiro. Um mar de gente a ir e vir. À medida que nos aproximamos, o som das batucadas aumenta. Torna-se vibrante. Entramos na selva.

15.11.15

MARRAKECH - HUILE D'ARGAN



Estas são as bagas que as cabras comiam. A árvore de Argan Spinosa, cresce apenas no sudoeste de Marrocos, é por sua natureza, uma árvore única no mundo. Actualmente, muitos laboratórios usam óleo de Argan para cabelos e unhas e na fabricação de sabonetes. Também tem utilização alimentar, tipo azeite. Trouxemos um preparado à base de óleo, amêndoas e mel, muito simpático. As fotos são tiradas numa cooperativa feminina de produção e venda.

14.11.15

MARRAKECH - HUILE D'ARGAN

No meio do nada, a caminho de Essauoira, aparecem as cabras penduradas na árvore d'argan, suspeito que subsidiadas pelo turismo marroquino, pois é ali que param todos os turistas para fotos de Facebook. Senão vejam o ar de funcionário público das cabras, chateadas, empoleiradas em apoios muito perfeitinhos que um pastor, igualmente subsidiado, construiu diligentemente nos galhos cheios de "épines" do arganeiro. Quanto ao huile d'argan falaremos em futuro post.

ESSAUOIRA - PORTA


12.11.15

ESSAUOIRA (CASTELO REAL DE MOGADOR)



Esta fortificação foi erguida a partir de 1506 por forças portuguesas sob o comando de Diogo de Azambuja (que em 1482 havia erguido a fortaleza de São Jorge da Mina), com a função de controle daquele pequeno porto. A coisa durou pouco tempo. A destacar é mesmo a estadia por três dias de Jimi Hendrix no Verão de 1969, imediatamente antes de ter ido desbundar para Wodstock.

11.11.15

MARRAKECH - POURBOIRE

Pesadelos em francês com homens de bigode. Muitos homens de bigode. Todos os homens de bigode, guiando táxis loucamente, de forma impossível. Gorjetas e mais gorjetas. Muitas gorjetas. Nunca há troco. Tudo em francês. Os homens de bigode nunca têm troco. Em Marrocos não há moedas. Tudo são gorjetas. O pesadelo continua sempre em francês. Marrocos, país do pourboire.

10.11.15

MARRAKECH - PORTAS


MARRAKECH - KUTUBIYA

A mesquita Kutubiya é a maior mesquita e um dos monumentos mais representativos da cidade de Marraquexe. O seu minarete é o modelo das mesquitas de Rabat, com a Torre Hassan e de Sevilha (Espanha) com a Giralda. O nome deriva do árabe al-Koutoubiyyin, que significa bibliotecário, pois a mesquita costumava estar rodeada por vendedores de manuscritos. A torre tem 69 metros de altura e uma largura de 12,8 metros e é proibida a construção de edifícios mais altos em Marrakech. O seu interior é constituído por seis salas, uma por cima da outra, atravessadas por uma rampa que permitia o almuadem chegar à varanda da torre. Foi construída no estilo tradicional almóada (1158) e a torre é adornada com quatro globos de cobre. A mesquita propriamente dita está parcialmente destruída.
 

 

9.11.15

MARRAKECH - PREÇO FIXO

Aqui nada tem preço fixo. Negociação permanente. Ele há, de facto, um preço, um preço ideal. Um preço quase filosófico que está na cabeça do vendedor. Se o comprador o atingir, faz-se negócio. Mas pode ser muito fugidio. Depende de humores, de sorrisos, de empatias, de paciência... Ficamos cansados de tantas variáveis. Preferível não comprar. Mas mesmo a simples foto pode ser considerado um acto preparatório de compra e venda, logo atreita a um conjunto de salamaleques de iniciação ao negócio. É muito difícil ser turista em Marrocos.

7.11.15

MARRAKECH NÃO É SÓ ISTO

Paguem-se uma data de vouchers, comam-se tâmaras com moscas e tagines a contragosto, regateiem-se chanatas e babuchas até à exaustão dos dinahres, as ruas são um centro comercial a céu aberto, homens escarram no chão com fúria tuberculina, mulheres passam incógnitas de cara emburcada, couscous atrás de couscous, cheiro doce de especiarias e esgoto acastanhado, perdidos no soukh, passam motocicletas na brasa, carrinhos de mão carregados de tralha indefinida, pardon, pardon, olá, buenas tardes, djellabahs com homens sem dentes e sempre de bigode, muitos bigodes, todos muito pobrezinhos, deve haver ricos mas não estão aqui, aqui é a medina, gatos, imensos gatos, magros e ramelosos, mais uma tagine, o porco não se come porque parece carne humana, sai frango, também tem cabeça de borrego, demain, demain, merci, les cornichons, badabada... Marrakech é isto e muito mais!