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24.3.13
23.3.13
ANTES E DEPOIS
Os salmonetes existem em toda a costa portuguesa, principalmente nas zonas de estuário. Mas é na penísula de Setúbal que, por razões várias (desde a alimentação, às corrente e à temperatura da água), eles adquirem mais gosto. Estes salmonetes nada têm a ver com os de outras latitudes (água quente) que pouco mais são do que carapaus. Claro que tudo isto é quase canibalismo. Mas se abstrairmos desse "pequeno" detalhe, este é um peixe para verdadeiros gourmets. A melhor altura é no final de Setembro. Mas até Março/Abril ainda são bons. No Verão não vale a pena. Devem ser grelhados sem qualquer amanho (com as escamas e as vísceras). Assim, o calor das brasas não seca a carne e a gordura mantém-se intacta no interior do peixe (quem escama o peixe para o grelhar, estraga o peixe, seja ele qual fôr). Depois, quando se come, deve-se espalhar o fígado pelo peixe. O sabor fica verdadeiramente exótico. Ah, e para os verdadeiramente apreciadores, é essencial comer a pele bem estaladiça. E até as espinhas marcham. Só fica a central. Bom proveito.
22.3.13
21.3.13
27.3.12
SESIMBRA - IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CASTELO
Para acabarmos bem, falemos de Deus. A Igreja do Castelo data de 1165. A actual igreja é do início do século XVIII, pois sofreu danos importantes ao longo dos séculos. No século XX, a partir de 1955 a igreja perde fiéis porque, no lugar de Corredoura, nasce uma igreja nova, muito mais perto da população. Assim a Igreja do Castelo começa a degradar-se e fica em ruína chegando a cair o tecto. Com o objectivo de voltar a reabilitar a igreja, foram feitas diversas intervenções entre 1965 e 2001, ano em que foi novamente aberta ao público. Esta reabertura coincide com nove séculos de história, oitocentos anos da carta de foral que lançou as bases para a Igreja de Nossa Senhora do Castelo.
SESIMBRA - D.SANCHO I
Lá em cima, antes do Castelo, uma rotunda (sempre elas) com a estátua do conquistador de Sesimbra, D. Sancho I. E se fossem gozar com o Camões?
SESIMBRA - ARTE PÉSSIMA
Nesta zona há muita pedra calcária. E pelos vistos muitos escultores. Em 2007 a edilidade local teve a excelente ideia de realizar um "happening" artístico no castelo, o "Sesimbra Art Spaces". Uma data de escultores ao vivo a trabalhar durante 15 dias. O resultado seria, depois, disseminado por espaços públicos do concelho... E essa foi a má ideia. O resultado está à vista! No post inferior, pode ver-se como foi dramaticamente atingido o espaço do castelo e da igreja com castelo, com poias de dimensão galáctica. Neste post, é a marginal de Sesimbra que, subitamente, é martirizada pelo pesadelo post-moderno de uma visão grotesca de arte saloia. As boas ideias podem dar grandes disparates. Mas também não interessa nada. A malta vai a Sesimbra para apanhar sol e comer salmonetes...
26.3.12
SESIMBRA NÃO É SÓ ISTO
Sesimbra entrou em expansão turística no século XX. A partir dos anos 50, começou a construção desenfreada. Como a terra é estreita e encravada num vale profundo, Sesimbra ficou compacta. O betão tomou conta das arribas. Hoje são encostas de cimento com vista para o mar. Perto de Lisboa, Sesimbra fica impossível aos fins-de-semana e férias de verão. Apenas se pode visitar fora de época. Deixo-vos com as últimas imagens de um paraíso perdido.
SESIMBRA - CASTELO
Sesimbra fica a escassos 80 km a Sul de Lisboa, na Península de Setúbal, na foz do Sado. À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, após a conquista de Lisboa (1147) a posse desta região oscilou entre muçulmanos e cristãos. Fracamente guarnecida, a fortificação de Sesimbra foi inicialmente tomada pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185) em 21 de Fevereiro de 1165.
Em1191, foi de novo ocupada e arrasada pelas forças do califa Almóada Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur. D. Sancho I (1185-1211) reapossou-se desta povoação por volta de 1200 com o auxílio de cruzados do Norte da Europa, aos quais ofereceu terras para colonização. Em 15 de Agosto de 1201 o soberano concedeu Carta de Foral à povoação, determinando-lhe a reconstrução do castelo "a partir dos alicerces". Sob o reinado de D. Sancho II (1223-1248), os domínios de Sesimbra e seu castelo foram entregues aos cavaleiros da Ordem de Santiago, na pessoa de seu Grão-Mestre, D. Paio Peres Correia. Estes monges-gurreiros intensificam os esforços do repovoamento, através da concessão de privilégios aos pescadores e aqui estabelecendo o couto de homiziados. Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), novos privilégios foram concedidos aos moradores: o soberano reconfirmou o foral e elevou a povoação a vila, instituindo o respectivo Concelho em 1323, e criando ainda a Póvoa da Ribeira de Sesimbra, junto ao porto. O castelo começou a perder importância no século XIV. Durante a crise de 1383-1385, quando levantado o cerco de Lisboa em 1384, a povoação de Sesimbra foi episodicamente saqueada por embarcações castelhanas. Nos séculos seguintes, a póvoa junto ao porto viria a sobrepujar, em dimensões e importância, a antiga povoação, principalmente a partir dos Descobrimentos marítimos portugueses, quando se desenvolveram as atividades de construção naval e de aprovisionamento de embarcações. D. Manuel I (1495-1521) concedeu o Foral Novo à vila (1514), período em que fez erguer junto à praia uma nova fortificação, sob a invocação de São Valentim (Forte de São Valentim, também denominado Forte da Marinha), artilhada. Alguns estudiosos admitem que tanto D. Manuel I, quanto o seu sucessor, D. João III (1521-1557), aqui residiram em alguns períodos. À época da Restauração da independência portuguesa, o castelo medieval sofreu obras de adaptação da sua estrutura às novas técnicas de fortificação impostas pela evolução dos meios de artilharia, recebendo então revelins de planta triangular. Ao mesmo tempo fez-se erguer junto à praia, sobre os restos do arruinado Forte de São Valentim, o novo Forte de Santiago de Sesimbra. O terramoto de 1755 causou severos danos ao antigo castelo, cuja importância estratégica se viu comprometida desde então.
Entretanto, sem acessos terrestres até ao século XX, a povoação permaneceu relativamente isolada no período, do qual só saiu com o desenvolvimento do turismo na segunda metade do século XX. O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional e encontra-se em relativo bom estado de conservação.
25.3.12
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