Showing posts with label idanha-a-velha. Show all posts
Showing posts with label idanha-a-velha. Show all posts

23.10.09

IDANHA-A-VELHA

Em Idanha-a Velha vamos encontrar uma aldeia parada no tempo, onde se acumulam restos de visigodos e romanos, à molhada com mouros e alguns lusitanos que teimam em resistir à idade e à solidão nas soleiras das portas, em conversas inúteis, num tempo sem sentido. Primeiro vieram os romanos, depois os visigodos, a seguir os mouros (o castelo é de origem árabe) e, finalmente, a reconquista por Afonso III de Leão. Ou seja, Idanha já pertencia ao Condado Portucalense aquando da fundação de Portugal. Afonso Henriques entregou-a aos Templários, para variar e D. Dinis à Ordem de Cristo, também para variar. No séc. XX assistimos à invasão em força dos arqueólogos que tomaram conta da ocorrência.

IDANHA - SÉ CATEDRAL





Idanha-a-Velha conheceu uma ocupação visigótica, sob o nome de Egitânea, sendo este o seu período áureo. Foi sede de diocese em 599 d.C. e centro de cunhagem de moeda em ouro (os trientes). É dessa altura o "Palácio dos Bispos" e a designada Sé Catedral (Basílica Visigótica), esta com profundas alterações arquitectónicas posteriores, como se pode ver. O seu interior deveria estar todo pintado, como se depreende deste fresco recuperado. A igreja foi recentemente objecto de mais uma intervenção que lhe deu telhado e chão em madeira e está a ser utilizada para colóquios e conferências. Até os godos se devem rebolar nas tumbas!

IDANHA - COISAS ROMANAS




Civitas Igaeditanorum foi fundada no séc. I a.C. pelos romanos. Neste terreiro fronteiro à Basílica Visigótica as ruínas abundam e as inscrições também. Conseguem traduzir alguma coisa? Daqui veio a nossa língua...

ESPÍRITO LUSITANO



O Homem-Lusitano caracteriza-se por uma enorme capacidade de improvisação e uma indómita vontade de inovar. Vemos aqui uma das técnicas mais usadas: a trapalhice. A partir destes exemplos é possível extrapolar para os Descobrimentos, para as conquistas d'aquém e d'além mar, acabando nesse expoente máximo da cultura e do comércio lusos, o Senhor Oliveira da Figueira, que Hergé imortalizou no seu Tin Tin.