
Em Idanha-a Velha vamos encontrar uma aldeia parada no tempo, onde se acumulam restos de visigodos e romanos, à molhada com mouros e alguns lusitanos que teimam em resistir à idade e à solidão nas soleiras das portas, em conversas inúteis, num tempo sem sentido. Primeiro vieram os romanos, depois os visigodos, a seguir os mouros (o castelo é de origem árabe) e, finalmente, a reconquista por Afonso III de Leão. Ou seja, Idanha já pertencia ao Condado Portucalense aquando da fundação de Portugal. Afonso Henriques entregou-a aos Templários, para variar e D. Dinis à Ordem de Cristo, também para variar. No séc. XX assistimos à invasão em força dos arqueólogos que tomaram conta da ocorrência.