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16.5.13

QUINTA DO CARMO - VIDIGUEIRA


O Convento de Nossa Senhora das Relíquias, na Vidigueira, é conhecido por Quinta do Carmo. O Convento foi extinto em 1834 quando da abolição das ordens religiosas. O edifício é imponente e ainda hoje se conserva, embora adaptado a casa de habitação. Uma mole escura que se destaca na paisagem e se sobrepõe às grandes árvores que o ladeiam. Os terrenos que lhe estão adstritos constituem, desde o século passado, a Quinta do Carmo, designação derivada do nome da ordem a que pertenciam os frades que aí tiveram residência, a Ordem Carmelita. Na igreja do convento estiveram depositados os restos mortais de Vasco da Gama cerca de três séculos e meio, antes de serem transladados para os Jerónimos.
A vila da Vidigueira está indelevelmente associada a Vasco da Gama, o navegador. O título de Conde da Vidigueira foi-lhe concedido em 1519 pelo rei D. Manuel I. Uma concessão que foi antecedida de um acordo entre Vasco da Gama e D. Jaime I, Duque de Bragança, em que este último vendia as vilas da Vidigueira e Vila de Frades a Vasco da Gama, seus herdeiros e sucessores, bem como todos os rendimentos e privilégios relacionados. Hoje Vasco da Gama tem uma estátua na Praça Central da vila. Os restos mortais devem continuar lá pelos Jerónimos. A Índia é dos indianos. O caminho marítimo é de todos. E Portugal anda nisto...

 

VILA DE FRADES


11.5.13

ALVITO - EREMIDA DE SÃO SEBASTIÃO

Capela de tamanho médio, com características góticas e influência mudéjar. Destacam-se os contrafortes de secção circular, pináculos piramidais, remate de merlões chanfrados na capela-mor. Interiormente é abobadado em cruzaria de ogivas.

10.5.13

O PAVÃO DO ALVITO


Será que o pavão crocita? Ou será que pissita? Muge, brame ou grita? O pavão charla, cacareja ou pia? Talvez grunhe ou silve? Seja como fôr, o pavão do Alvito não deu descanso a noite toda. De manhã estava com um zonido quase bufado à beira do chiado.

9.5.13

CASTELO DO ALVITO (ALENTEJO)

 Em 1475, Afonso V de Portugal, outorgou o título de barão de Alvito a João Fernandes da Silveira, funcionário régio cujos descendentes viriam a ser titulados como marqueses. Poucos anos mais tarde, em 1482, João II de Portugal, concedeu ao barão e a sua esposa o direito de aí construírem um castelo, outorgando-lhes o senhorio da vila e dos povoados vizinhos.
De planta retangular, com quatro torreões cilíndricos ameados nos vértices, os seus lados definem um pátio interior onde se ergue, a noroeste, a Torre de Menagem, adossada ao pano da muralha. O alto dos muros é percorrido por um adarve constituído por parapeito alteado com merlões onde se rasgam as seteiras. As características manuelinas e islâmicas são identificadas por algumas janelas em arco de ferradura, maineladas, inscritas em arco conupial, com aduelas em tijolo, e pela decoração naturalista dos capitéis.

No contexto das Guerras Liberais, este castelo foi atacado e danificado em 1834, tendo lugar, posteriormente novas obras de recuperação. No século XX, o castelo foi classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910. Após a implantação da República, o ex-soberano D. Manuel II, integrou o castelo ao património da Casa de Bragança (1915), no qual está compreendido até hoje.

No contexto da Revolução dos Cravos (25 de Abril), as dependências do castelo foram ocupadas pela Comissão de Moradores de Alvito que promoveram obras de adaptação no primeiro e no segundo pavimentos. Pretendiam instalar ali uma escola. A ideia não teve aceitação, vindo a alojar-se, nos compartimentos térreos, uma cooperativa de consumo. A partir de 1993, integrou a rede das Pousadas de Portugal sob o nome Pousada do Castelo de Alvito, hoje explorada pelo grupo Pestana.

2.8.11

ADEUS ALENTEJO



25 DE ABRIL SEMPRE

CASA ALENTEJANA

Um azul sem fim. Paredes brancas. Alvura que afasta o Verão.  A chaminé imponente. Lá dentro o calor que afasta o Inverno. Casas alentejanas. Um prodígio de climatização. Um beleza de cortar a respiração.

1.8.11

CARNE DE PORCO À ALENTEJANA

Parece estranho, mas não é. Uma combinação inesperada. Um ex-libris da cozinha mundial. Carne porco com ameijôas. Como foram as ameijôas parar ao interior alentejano, é para mim uma incógnita. A não perder. 

31.7.11

BOM APETITE

Medalhões de cação fritos, com arroz de ameijôas. Uhmmm...

30.7.11

AÇORDA DE BACALHAU

Só para entendidos. Açorda é sopa, no dialecto alentejano. Sempre com pão, claro. Um pão que só existe aqui. Duro. Rijo. Saboroso. Junte-se água. Muito alho. Azeite q.b. Um ovo escalfado. O bacalhau vem à parte. As ervas são o segredo (eu sei, mas não dgo).  Nunca comeram nada assim. Falar de comida japonesa ao pé disto, é brincadeira de crianças.

ESTE ROSÉ NÃO ERA MAU

TOURADAS


Portugal continua a ser um país de touradas. A Festa Brava mantém os touros em estado selvagem. São bravos até ao momento épico em que entram na arena. A humilhação vem depois. Pegas de caras, de serenelha. Bandarilhas cravadas. Farpas espetadas. Cortam as orelhas. Cortam o rabo. Sangue a escorrer. Tudo muito "cretense". Tudo muito Minotauro. Tem gente que se insurge. Espectáculo bárbaro. Outros apoiam. Acham arte. Eu francamente não sei. Mas sempre vos digo: a sopa de rabo de boi é uma delícia.

29.7.11

CROMELEQUE DOS ALMENDRES

Conhecido popularmente por "Alto das Pedras Talhas", é o maior recinto megalítico da Península Ibérica e um dos mais antigos monumentos da Humanidade. Fica em Guadalupe, perto de Évora. São cerca de cem monólitos, alguns decorados com gravuras. Edificado há cerca de 7000 anos, no Neolítico Antigo. Desconhce-se a sua função. A implantação de alguns monólitos é coincidente com os movimentos astronómicos do Sol e da Lua, podendo estar na base da determinação de equinócios e solstícios. Um projecto de poder?

28.7.11

CROMELEQUE DOS ALMENDRES




ÉVORA - CROMELEQUE DOS ALMENDRES

Não se sabe como isto começou. Muito menos se sabe como tudo acabou. Também não se sabe para que serviu. A bem dizer, não se sabe nada. Consta que foi há 7000 anos. Vieram para aí, vindos de não sei onde. Foram para não se sabe de todo. Seriam grandes? Pequenos? Brancos? Verdes? Amarelos? Que fariam aqui? Conversavam? Namoravam? Bebiam uns copos? Olhavam as estrelas? Procuravam solstícios? O Alentejo é rico nestas estranhas formas de vida.

SERÁ QUE O TONHO ESTEVE EM @LQUEVA?

27.7.11

AS CURVAS DAS RECTAS

Uma cor de Van Gogh. A sensação de viajar nestas estradas é única. Eu guio rápido. Adoro curvas. A paisagem não tem limites. A velocidade também não. Estradas quase desertas. Um calor africano. Estamos no Alentejo. Aqui tudo é possível.