Como já se disse a maioria dos vinhos são envelhecidos em casco. Os "Ruby" são vinhos que envelhecem em grandes balseiros de madeira de carvalho (cerca de 20 000 litros), o que lhes dá pouco contacto com o ar que entra pelos poros da madeira. Assim, são vinhos de baixa oxidação que mantêm as características iniciais de vinhos jovens, com sabor intenso a frutos silvestres. Vinhos despretensiosos. Os "Tawny" provém do mesmo tipo de uvas, mas envelhecem 2/3 anos em balseiros de 20 000 litros e depois são transfegados para pipas de 550 litros. Esse maior contacto com a madeira e com o ar que penetra pelos poros aumenta a oxidação e o o envelhecimento é mais rápido. Quando ficam muitos anos na madeira, acabam por adquirir uma cor âmbar, clara e amarelada. Um "Tawny" velho pode chegar aos 40 anos de envelhecimento. A complexidade dos aromas e sabores é, então, enorme. Uma vasta gama de aromas subtis, de grande intensidade, sobressaindo os frutos secos e a madeira. Deve ser consumida à sobremesa e, curiosamente, acompanha bem com chocolate, café e amêndoa. Sendo um vinho muito versátil pode ser servido fresco, sendo ideal para o Verão. Finalmente, há também os Portos Brancos, feitos exclusivamente a partir de uva branca (contrariamente a outros vinhos brancos). São vinhos relativamente desprezados para um apreciador, mas muito usados como aperitivo. Como se vê em Portugal inventam-se todos os pretextos para beber vinho. Um hábito que, infelizmente, está a perder clientes para a cerveja. O preço será apenas uma das razões!
jp