12.11.07

NOVA OEIRAS

Este é o bairro onde moro. É um bairro concebido nos anos 50 no conceito da "arquitectura moderna", influenciado por Le Corbusier, dentro do modelo "cidade-jardim". Moro aqui há 46 anos... Sou um dos colonizadores.
Naquele tempo não havia nenhum daqueles bairros que se avistam na fotografia: Palmeiras, Quinta do Marquês... Tudo era campo virgem ou searas. Havia cobras e lagartos e alguns rebanhos a pastar. Para nós, jovens inconscientes, foi a melhor adolescência possível: perto do mar; perto de Cascais; perto de Lisboa... e, simultaneamente, longe de tudo. A vida era passada ao ar livre, como se estivéssemos no "far-west". Nova Oeiras inaugurou uma nova etapa em Oeiras, até aí centrada na Vila Pombalina e em Santo Amaro. Nós éramos os "new-comers".
Essa Nova Oeiras existe e está de boa saúde, mas quer estar melhor.
Hoje já não ando atrás dos lagartos (até porque não os há). Hoje faço parte da Direcção da Associação de Moradores (AMNO) que vai organizar no próximo Sábado dia 17, pelas 15h, um Colóquio, "NOVA OEIRAS - PATRIMÓNIO MODERNO PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL" e que conta com a participação dos arquitectos Ribeiro Telles (que foi o autor do projecto paisagístico inicial), Nuno Portas, Pedro Brandão, Ana Tostões e José Manuel Fernandes, bem como do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras.
Estão todos convidados a assistir. É no Auditório do Centro Paroquial de Nova Oeiras, perto da Igreja. Podem ver mais detalhes no nosso site http://www.novaoeiras.com/
Fotografia cedida pela CMO.
jp

11.11.07

GUERRA DOS SEXOS

Cá está um erro crasso. Uma confusão própria de quem não viu a série de divulgação científica que passou esta semana na RTP2. Eu sintetizo.
Os homens são homens por mero acaso, ao contrário do que este escritor de latrina insinua. Há uma hormona (a testosterona) que dispara duas semanas depois da concepção, ninguém sabe porquê e, subitamente, algumas mulheres passam a ter pila.
Os homens são muito frágeis. Até aos 4 ou 5 anos a taxa de mortalidade é muito supeior à das mulheres.
Mais. Os hemisférios cerebrais dos homens não estão bem ligados. Nas mulheres corre tudo na perfeição. Neurónios bem interligados, tipo fibra óptica. Nos homens é tudo à base de fio de cobre, já muito ferrugento... e parece que até há uma parte do cérebro que não está ligada!!!
Por isso a mulher consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo e isso até lhe dá um certo gozo intelectual. Os homens, pelo contrário, coitados, têm de estar focados num único objectivo de cada vez. Isto vem do nosso passado nas savanas africanas, quando o "homo" resolveu ser "sapiens": o homem só "coiso" e caça. O resto era com as mulheres. Por isso, é inútil fazer esforço para mudar. É genético.
Mas a diferença continua. As mulheres duram mais. Cada célula tem dois "fusíveis". Se um falha, o outro dispara. Os homens só têm um "fusível". É tiro e queda!
Finalmente, uma outra diferença não totalmente dispicienda: as mulheres têm acesso a orgasmos múltiplos...!
Com base nestas permissas, podemos, de imediato, extrair as seguintes conclusões: os homens são muito, muito frágeis; são aleijados, uma vez que têm os hemisférios praticamente desligados; e duram pouco, muito pouco. Ou seja, os homens são uma espécie em vias de extinção, que precisam de cuidados permanentes.
Ora é precisamente para isso que cá estão as mulheres. Com a sua capacidade multifacetada, podem perfeitamente cozinhar, lavar a roupa, passar a ferro, tomar conta das crianças, trabalhar no escritório, pagar o IRS, ir às compras.... e ainda dar atenção aos homens que, coitados, andam por aí à solta de hemisférios desligados, sempre à beira do abismo.
A natureza está bem feita. Elas até duram mais para cuidar da nossa "senil idade". Como prémio para tanta trabalheira, têm os tais orgasmos múltiplos. É o mínimo que lhes podemos dar!
jp

8.11.07

THE BROTHERS SIZE

Baseado nas lendas iorubás (principal grupo étnico da Nigéria e que influenciou a cultura e religião das Caraíbas e Brasil) estreia hoje no Teatro Young Vic, em Londres, a peça "The Brothers Size". Estará em cena até 8/12.
Look at the trailer em http://www.atc-online.com/. O meu filho Manuel é o "sound designer" e instrumentista. Dia 18 vou ver e depois reporto.
jp

DEUS QUER - O HOMEM SONHA - A OBRA NASCE





7.11.07

CAPITAL DO POLVO

Finalmente nasceu a civilização cefalópode. Aqui em Santa Luzia, à beira da Ria, os polvos fizeram capital.
Há muito que os cientistas prognosticavam este desfecho. O polvo é inteligentíssimo. Dispõe de atributos biológicos e morfológicos imbatíveis. Uma camuflagem perfeita. Visão binocular. Oito braços com total autonomia e polvilhados de ventosas que lhe dão uma sustentabilidade invejável... Problema: os polvos têm uma curta duração. Duram pouco mais de 3 anos, o que é manifestamente insuficiente para desenvolver uma cultura e criar partidos políticos. E tudo isto por causa da atracção fatal entre machos e fêmeas. O amor entre polvos é absolutamente mortífero. Os machos morrem logo a seguir à cópula... As fêmeas ainda duram mais umas semanas para oxigenar os ovos depositados em buracos e, mal estes eclodem, finam-se.
Agora, graças à inseminação artificial introduzida acidentalmente aqui na Ria, os polvos vivem mais e surgiu a civilzação cefalópode em todo o seu esplendor. Famílias inteiras de polvos vivem alegremente em alcatruzes com nº de polícia e banda larga. Os putos polvos brincam às escondidas mimetizados no azulejo multicolor deliberadamente criado para o efeito. Jovens adolescentes de piercing no tentáculo e gel nas ventosas passam a abrir nas ruelas da aldeia, largando rios de tinta preta para exibição da puberdade rebelde. Os adultos movimentam-se com agilidade e elegância, desenvolvendo múltiplas tarefas com utilização simultânea dos oito tentáculos. Um tentáculo mexe a sopa; outro descasca a fruta; outro escreve ao computados; um outro muda as fraldas ao bebé; mais um para limpar o pó; ainda outro para fazer a cama; e mais outro para atender o telefone e ainda sobra um para coçar os ...
Santa Luzia , Capital do Polvo... Cuidado, eles estão aí!
jp

TAVIRA AZULEJARIA - NOVAS TENDÊNCIAS