9.12.07

SEM BOTOX

Sem botox as formas não enganam. Acentua-se a carga sensual da autenticidade. Intransigência com a mentira. Verdade absoluta.
Língua conceptual a permitir devaneios. Dentes voluntariosos em sorriso contagiante.
Os sentidos não requerem ilusão. A imagem fala por si.
Porquê enfatizar o belo?
jp

8.12.07

HAIRY

O aditivo capilar como fonte sexual. Apetite devorador. Imagem abstracta. Instinto puro. O lobo mau por trás do capuchinho.
Será esta atracção fatal?

AS CURVAS DE EUSTÁQUIO

Ouvidos que ouvem. Sussurros que penetram. Deslumbramento da percepção. Quem ouve sabe se é desejado. Quem não sabe ouvir nunca saberá.
O que ouve este ouvido?
jp

7.12.07

A IMPORTÂNCIA DO NARIZ

Nariz húmido. Reberverante de olfacto. Sentido último do requinte. Penetração exótica da inebriação. Nariz bem aberto. Exposto. Exuberante. A sensualidade da fossa nasal.
Que quer este nariz?
jp

6.12.07

OLHAR PERDIDO

Desenho eloquente da sobrancelha. Curva pronunciada, anunciando um olhar perdido. Carente. Tensão emocional contida no arco apertado. Sexualidade deliberadamente escondida.
Que esconde este olhar?
jp

5.12.07

BEE GEES 1ST

Ora aqui temos mais um magníficio álbum da colheita de 1967.
Antes de se celebrizarem no "disco sound", com a música do filme "Saturday Night Fever" (1977), os três irmãos Gibb entraram no mercado inglês pela mão de Brian Epstein, produtor dos "Beatles".
Os "Bee Gees" eram um grupo perfeitamente secundário, cujo relativo sucesso, na época, se ficou a dever à diferenciação relativamente ao que então se fazia. Cantavam baladas orquestrais a três vozes, em contraponto com o rock poderoso dos "Stones" ou dos "Who", ou com o psicadelismo que começava a despontar com a afirmação dos "Pink Floyd".
Embora vagamente pirosos, os BG foram de grande utilidade. Quem não se recorda de músicas como "To Love Somebody" ou "Holiday", essenciais para "constituir família" nas festas de garagem na obscuridade encarniçada das luzes esmorecidas? Quem nunca teve o seu enamoramento ou um pequeno "flirt" ao som deste disco?
Para mim teve utilidade acrescida. No Verão de 67 já eu cantava em falsete arrabichado a segunda voz de "Haliday", enquanto um futuro cantor de intervenção reberverava, em tremolo constante, a primeira voz. As letras eram parcialmente aldrabadas, mas funcionavam. Tocávamos no "Sir Harris Bar", bem no centro da típica Albufeira. Cervejas à descrição para nós e para mais dois amigos que, sem dotes vocais evidentes, participavam connosco num desporto que então despontava: a caça às "bifas".
Acompanhei a carreira dos BG por por mais dois álbuns... e as "bifas" corresponderam ao esforço.
jp

AVES DE NOVA OEIRAS

Os passarinhos, tão engraçados, fazem os ninhos com mil cuidados... Pois é, mas nem todos conseguem. Em Nova Oeiras, onde eu vivo, estão identificadas 30 espécies de aves. Entre elas, duas espécies exóticas: o papagaio de colar (de origem africana) e o mainá de crista (de origem asiática).
No próximo Domingo, dia 9, vamos colocar caixas ninho para as espécies com mais dificuldade em nidificar, pois precisam de árvres ocas ou com oríficios. É o caso dos chapins, estorninhos e trepadeiras.
É um projecto da Associação de Moradores que passa também pela instalação de comedouros e de placas identificadoras das espécies (BI). A montagem dos kits-ninho começa às 10h, no Centro de Juventude de Nova Oeiras (Largo da Igreja). A colocação nas árvores inicia-se às 14,30h do mesmo dia.
Quem quiser passar um Domingo diferente, nem que seja pelo convívio e pelo passeio pelos bosques de Nova Oeiras, está convidado. E, se tiver sorte, talvez consiga ver um gaio ou uma toutinegra.
jp