5.3.08

LOCAIS DA LINHA - ONDE FICA?


Vamos começar um novo passatempo "expresso da linha". De vez sai um post. Os locais são sempre na Linha (entre Cascais e Pedrouços). Tente adivinhar. Não ganha nada com isso... mas também não perde!

JANTAR SOAJEIRO

O já famoso "efeito Roberto" garantiu-me ontem o recorde de 433 visitas. Estou a pensar pôr só fotos do Mestre...

Entretanto a Kay teve a bela ideia de nos desafiar para um jantar no próximo sábado, no sítio do costume, e pediu-me ajuda para divulgar. Quem estiver interessado deve informar para estacaoabstracta@yahoo.com, até 6ªF de manhã... Ah, e vão bem dispostos que era o que ele quereria.
jp

4.3.08

ROBERTO


Roberto Barbosa foi o primeiro filho de Eduardo e Matilde. Nasceu a 4 de Março de 1953. Filho do Fogo. Do fogo da paixão. Filho do vulcão!

3.3.08

PINTURA - OUTROS PLANOS


Dia 6 de Março, às 18,30h, exposição de pintura de Carmo Romão e Emanuel Vieira Afonso. Átrio Principal da Reitoria da Universidade de Lisboa. A inauguração terá acompanhamento de João Paulo Oliveira e André Serpa, num dueto de guitarras.

O QUE ME INSPIRA




A MINHA RESPOSTA

1-Se eu fosse uma calamidade: vulcão
2-Se eu fosse uma guerra: pela independência
3-Se eu fosse uma droga: soma
4-Se eu fosse um deus: Sol
5-Se eu fosse um mar: com muitas ilhas
6-Se eu fosse um vento: agreste
7-Se eu fosse um bacalhau: com todos, temperado a colorau

A pedido de várias famílias deixo aqui as respostas ao meu próprio questionário. Espero as vossas melhores interpretações. Já estou a pensar em novos questionários, agora um pouco mais arrojados. Para já o Professor Vandi termina a sua actuação, agradecendo ao estimável público a colaboração prestada.
jp

1.3.08

FILMES DE LABREGOS

Roy Rodgers ou John Wayne andavam sempre impecavelmente barbeados e lavados. Não se sentia odor corporal, mesmo nas ocasiões mais difíceis. No vestir esmeravam-se e a moda dos cowboys acelerou a venda das "jeans". Falavam com uma notável fluidez que o argumento lhes propunha. Matavam com elegância e só em legítima defesa. O sangue era escasso e, normalmente, escorria para o outro lado da objectiva. As histórias eram mázitas, mas tinham um aconchego moral e um toque romântico que levava a lágrima ao canto do olho. Davam dos americanos uma ideia de inocência selvagem e heróica que nos fazia encher de sonhos e fantasias.
Os filmes americanos estão, agora, apostados em fazer rejuvenescer essa figura mítica do cowboy, mas numa lógica neo-realista. Há uns anos nasceu um novo sub-género: o "filme de labregos". Recentemente tem havido uma profusão: "O Assassinato de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford"; "There Will Be Blood"; "Este País não é para Velhos" (sendo certo que também não me pareceu que fosse para novos!).
O filme dos manos Cohen, porém, intelectualiza o género, elevando-o a um nível de abstracção quase puro. Nada interessa. Coisa nenhuma importa!
Tudo heróis emporcalhados e analfabetos. Gente embrutecida e empedernida, perdida em pradarias remotas, cujo único objectivo é alcançar o horizonte, atrás do qual vem outro horizonte... Os labregos estão por todo lado, não se distinguindo os bons dos maus, todos à mistura com mexicanos feios, porcos e maus. Matam-se uns aos outros, numa violência gratuita carregada de sangue que espirra para fora do écran e incentiva o espectador a trucidar o cão do vizinho, só por desfastio. O argumento é quase inexistente, sustentado em calíbres de bala, acidentes de carro, caçadeiras de canos cerrados e muito, muito deserto. Não se percebe porque andam uns atrás dos outros e o suspense é substituído pela certeza de que todos vão morrer. A dúvida é como... Passam metade do tempo coxos ou manetas, semi-estropiados tentando tirar balas do próprio corpo, numa coragem macroscópica digna da "Anatomia de Grey" ou do "Doctor House".
É assim o filme. Os irmãos Cohen, porém, na sua enorme sapiência, introduziram uma originalidade. Aqui o labrego-mor também é psicopata e tem um código comportamental que se subentende ser "A vida só é boa depois de extinta". Mata à base de garrafa de ar comprimido, uma inovação tecnológica que dá nova esperança aos doentes do Amadora-Sintra. A moral do filme é inexistente, nem interessa para nada. O labrego-mor acaba por ganhar, matando toda a gente, mas fica sem se saber porquê e para quê. A única hipótese de ganhar alguma coisa era, de facto, o Óscar. E foi o que aconteceu, depois da Academia ter sido sujeita a uma crise de identidade que as eleições americanas deixavam adivinhar: sempre diferentes, sempre iguais!
Não percam...
jp