6.4.08

O BACALHAU É NOSSO

A maior descoberta da epopeia portuguesa aparece em nota de rodapé de alguns livros de História. Não há comemoração. Não há festejos. Nada! E, no entanto, sem ela Portugal não teria a sua identidade.
Não foi o caminho marítimo para a Índia. Não foi o "achamento" do Brasil. Nem sequer a chegada à Austrália ou a tomada de Ormuz.
Curiosamente o evento deu-se precisamente no ano em que Cabral esbarrou com terras de Vera Cruz, quando se dirigia para a Índia, talvez por fortuna, talvez em missão secreta.
Esse evento obscuro ocorreu, efectivamente, nesse bafejado ano de 1500: Gaspar Corte Real atinge a Terra dos Bacalhaus ou Terra Nova e Labrador, actualmente.
O que seria de nós sem esta descoberta? A Índia foi-se. O Brasil também. Até a África se perdeu. Mas o bacalhau é nosso! O bacalhau é o que resta do Império Colonial. O último sopro do "Quinto Império".
Os romanos já conheciam o bacalhau fresco. Os vikings usavam-no seco ao Sol, sem sal e comiam-no cru. Os bascos introduziram a salga, mas continuaram a comer cru. Foram os portugueses que iniciaram a culinária com o bacalhau seco, salgado e, depois, demolhado.
Estranho é a data não ser comemorada. Estranho é haver mais de 1000 receitas de bacalhau e não haver "bacalhau à Gaspar"! Fica a sugestão.
jp

NA LINHA - ONDE FICA?


4.4.08

POR TRÁS DO ESTENDAL



FADOS AMANHÃ




Amanhã, no "Tuatara Louge", noite de fados. Mais uma organização da MAPA-Associação Cultural. Há caldo verde com tora!

3.4.08

UM ANO DE BLOGUE

Sou um grifo planante. Voo na corrente inconsciente na espiral do prazer. Deslizo na voragem do destino. Atravesso o tempo contra o vento nas asas do desejo. Subo alto na emoção. Caio abrupto na vertigem. Percorro o infinito sem fronteiras. Pairo no horizonte sem fim. So ágil, sou leve, sou livre, sou o que quiser. Domino o ar. Sou dono do vento. Sou um grifo vibrante. Vivo na angústia planante das arribas do Douro.

Este foi o post inaugural deste blogue, faz hoje um ano.
O "Expresso da Linha" nasceu da teimosia do Roberto e do Carlos durante um almoço na Dª Elisa. Quando chegei a casa tinha o design feito, tudo pronto. Foi só meter a password e começar a postar. O sitemeter veio mais tarde, em Maio, com o apoio do Roberto que instalou a coisa. Tinha com ele pensado em projectos de blogues conjuntos (fotos e texto). Apenas deu para concretizar o lançamento do meu livro "Turista Ocidental", com fotografia de capa de Roberto Barbosa. A vida não quis mais! Estranhamente, o meu segundo livro pode muito bem vir a ser a biografia dele, projecto que me tem ocupado os últimos meses.
Desde o primeiro post continuo um "grifo planante". A linha editorial do blogue é precisamente a ausência dela. As audiências têm vindo a subir sustentadamente. Não há razão para mexer.
Obrigado a todos por me lerem e espero conseguir, mesmo que por breves instantes, distrair-vos da vida chata em que por força nos querem meter.
jp

2.4.08

AUDIÊNCIAS NOS BLOGUES

O blogue é um novo meio de comunicação social interactivo. A blogoesfera revolucionou, nos últimos cinco anos, o processo de comunicar. As notícias fluem on-line de fontes mais diversas, constituindo-se como verdadeira alternativa aos meios de comunicação clássicos. Não são só notícias. São comentários. Opiniões. Sensibilidades. O próprio entretenimento passou a ter novas regras e novos actores. Cada vez há mais gente a ter um ou mais blogues. Cada vez se passa mais tempo nos blogues. O sistema de criação é simples. A possibilidade de termos o nosso "jornalinho" é aliciante. A virtualidade ajuda a difarçar a timidez ou a falta de vontade em exposição mediática directa. Mais. Todos os que achamos que temos coisas para dizer podemos agora fazê-lo calmamente a partir do nosso escritório.
Há blogues para todos os gostos. Uns temáticos. Outros generalistas. Blogues profissionais. Blogues amadores. Há blogues fechados e blogues abertos. Uns aceitam todos os comentários. Outros seleccionam. Outros, ainda, não querem quaisquer comentários.
Mas todos querem audiências, salvo raríssimas excepções. O paralelismo com a televisão surge, assim, com naturalidade. Os "sitemeters" estão lá para isso. Contrariamente à televisão, cuja medição é arcaica e aleatória, nos blogues sabemos com total exactidão e on-line o número de visitantes, de páginas lidas, o tempo de leitura e outros indicadores.
Há vários métodos de ganhar audiências. O "advertising" dos blogues passa, obviamente, pelo boca a boca, mas principalmente pela interacçâo na blogoesfera. Todos colocamos comentários noutros blogues, na expectativa de receber contapartidas e, simultaneamente, deslocar alguns leitores habituais desses outros blogues e, portanto, ganhar audiências.
Ninguém gosta de fazer coisas para ninguém. Um blogue é, por isso, um meio de exercício da nossa personalidade. Um meio que, por um lado, excita a necessidade da nossa afirmação e da nossa criatividade e, por outro lado, é uma exposição calculada do nosso ego.
jp