17.5.08

SOTERIOLOGIA

A morte é tudo quanto vemos acordados.
Heraclito

16.5.08

OEIRAS - POTÊNCIA MÁXIMA

Imagem colhida na Estação Agronómica de Oeiras e que irá inspirar o slogan das próximas eleições autárquicas. Depois de "Oeiras Mais à Frente" e de "Oeiras Marca o Ritmo", em 2009 vai ser "Oeiras - Potência Máxima".

OEIRAS - OS PODERES DA VILA




Na 1ª fotografia podem ver-se a cocheira e as cavalariças do Palácio do Marquês, onde funciona a Câmara Municipal desde 1940. Na 2ª foto os primitivos Paços do Concelho (1760), tendo em frente o pelourinho, símbolo de autoridade e dispondo de sino, para competir com a igreja. Este edifício foi, depois, durante anos Registo Civil e é agora um departamento da CMO. Com a nobilitação de Sebastião José em Conde de Oeiras (6/61759) e a instituição da autonomia municipal ( por Portaria de D. José I, de 7/6/1759), quebrou-se a subalternização relativamente a Lisboa. O Palácio e os Paços do Concelho situados no mesmo terreno de Valverde, vieram criar uma nova centralidade em Oeiras. A nova Praça da Vila (como então se chamou) tornou periférica e de menor importância o Largo da Igreja, coisa que muito deve ter agradado ao maçónico Marquês. Por outro lado esta Praça dividia-se em 2 espaços adjacentes que se interpenetravam, mantendo subtis sinais de demarcação. Uma demarcação simbólica que enfatizava, sub-repticiamente, o poder senhorial do Palácio, separado do largo do Pelourinho pelo Chafariz e os arcos que o prolongam (ver 3ª foto).

jp

OEIRAS II

No séc. XVIII a vila terminava, a sul, no Rossio de Santo Amaro, como então se chamava à zona envolvente da capela de Santo Amaro que ocupava o cume da colina do mesmo nome. Havia aí algumas casas térreas com quintais que pagavam foro à Confraria de Nossa Senhora da Conceição dos Mareantes da Carreira da Índia, nome que vinha dos tempos de D. Manuel I. Este rei era devoto de Santo Amaro, a cuja intervenção recorria para alívio dos males dos ossos, não sabemos com que resultados. Frequentava a capela e "comprazia-se muito da bela vista de mar que dali se disfrutava". Tal era a devoção que promoveu a reconstrução da ermida a rogo da Confraria. A capela mantém-se no lugar. Porém, hoje o Rossio converteu-se no Largo Luís Pereira da Mota (benemérito da Ordem da N. Srª da Conceição). Dali se desce para a estação-apeadeiro e para a praia, únicos locais cuja toponimia manteve a ligação hagiográfica a Santo Amaro.
Mas foi com a família Carvalho e Melo que Oeiras iniciou a sua ascensão. Em 1676 Sebastião José de Carvalho e Melo, avô do marquês, adquiriu um conjunto de propriedades rústicas, assim iniciando o latifúndio dos Carvalhos, em Oeiras. Depois foi seu filho, o cónego arcipreste Paulo de Carvalho e Ataíde que ampliou o património fundiário, acabando por instituir um morgadio, à hora da morte (1737), para que o núcleo se não dissipasse. A "Casa de Oeiras" foi transmitida a seu sobrinho, Sebastião José de Carvalho e Melo, o qual com o apoio dos dois irmãos solteiros, a ampliou e consolidou. Entre as quintas que haviam sido compradas pelo tio arcipreste, estava a quinta do Valverde, que passou a chamar-se Quinta de N. Srª das Mercês, padroeira dos Carvalhos, e nela se construíu a casa nobre, hoje conhecida por Palácio do Marquês. A antiga quinta do Valverde, e outras entretanto adquiridas, integram hoje os jardins do Palácio, o jardim público de Oeiras e é sobre ela que passa a Ponte de Santo Amaro.
jp

15.5.08

PONTE DE SANTO AMARO

Concebida por Eiffel, esta ponte de caminho de ferro liga a estação de Santo Amaro à estação de Oeiras. A Linha de Cascais foi inaugurada em 1889.

OEIRAS - PRAIA NOCTURNA


OEIRAS - A NIGHT AT THE MCDONALD'S