19.5.09

OUTDOORS


A vila de Oeiras acordou hoje repleta de "outdoors" e "flyers". Não há nada a fazer. Temos mesmo de ir tocar!

É JÁ AMANHÃ

O cartaz era em sépia, mas ficou azul. O psicadélico no seu melhor. O concerto da minha banda é já amanhã, às 21,30h, no ex-Cine Oeiras, agora Auditório Municipal Eunice Muñoz. Apareçam. Estão todos convidados. A entrada é livre. www.myspace.com/ephedralx

18.5.09

RECORDAÇÕES FATAIS

Era 1975. O Verão tinha sido quente. Íamos por aí fora, país adentro, em busca de aventuras. A velha carrinha "Morris", movia-se mal. Direcção empenada. Bateria sempre a descarregar. À noite era a nossa cama. Parávamos ao pé de uma descida para não ter de empurrar. A segurança era total. O único perigo desses conturbados tempos era que o país virasse comunista. Os minutos eram aproveitados como se fossem os últimos. Uma ânsia de viver, de cheirar, de olhar, de mexer... Corremos o país todo. Alentejo, Algarve, Minho, Alto-Douro, Trás-os-Montes! Pelo caminho comprávamos artesanato que, depois de transformado, era vendido numa loja quase hippie que eu tinha ou eram chouriços, salpicões e vinho tinto para o restaurante de que eu era sócio-gerente, ali em Caxias. Conhecemos gente e talvez nos ficassemos a conhecer melhor. Às vezes interrogo-me quem seria eu hoje se não tivessem sido estas aventuras. Quem seria se não tivesse feito aquela opção naquela altura?
Nota: o "caixa de óculos" sou eu!
jp

CARTAZES POLÍTICOS I - PSD

Este é o Partido Social Democrata (PSD). Um partido assim parecido com qualquer coisa, mas diferente de tudo o resto. A idosa senhora é a líder do partido. Tem tido algumas dificuldades em se fazer ouvir e, pior, em se fazer entender. Aqui pede-nos para não desistir. Que somos todos precisos! E o povo pergunta legitimamente: desistir do quê? De votar? De viver? De ter saúde? E somos precisos para quê? Para lhe dar o poder? Para que o partido dela ganhe ao outro que é igual a si mesmo? É uma frase sem objecto. O alcance fica à imaginação de cada um. Apela à acção, mas não diz para quê. Ainda por cima é piegas! Reparem: não desistam... preciso muito de vocês... Uma lamúria em vez de uma proposta concreta. E depois vem o rídiculo: "Fale connosco"!!! Então mas não era suposto ser ela a falar com a gente?! Este partido tornou-se num call-center. Completamente "center" e com pouco "call". Mensagem errada. Cartaz chumbado!
jp

EPHEDRA - ESTÁ QUASE...



17.5.09

NARCISO

TEMPLÁRIOS REVISITADOS - BREVE ENQUADRAMENTO DA ORDEM

HAXIXIN
Hassan as-Sabah instala-se na inexpugnável fortaleza de Alamute donde irradiaria o seu poder e passa a ser conhecido por “Skeyk al-Djebball”, o “senhor da montanha”, título que os seus sucessores herdarão.
Em pouco tempo todas as cidadelas da região foram tomadas e o ismaelismo alastrou, fazendo ressurgir doutrinas do velho Irão e aliciando as populações com o ímpeto nacionalista contra a ortodoxia sunita.
A vida em Alamute era de grande austeridade e rigor. Os monges-guerreiros vestiam também a túnica branca e o cinto vermelho.
Hassan elaborara para eles um ensinamento iniciático que comportava sete estádios (para alguns autores seriam nove), o último dos quais era ilustrado pela frase “nada é verdadeiro, tudo é permitido”. Lançou as bases de uma cavalaria espiritual, com os seus ritos e mitos próprios (a busca da Ilha Verde, por exemplo, muito semelhante às lendas celtas). Alamute aparece como a prefiguração da cidade celeste e é, antes de mais, um centro de formação filosófica, teológica e científica, com uma das bibliotecas mais importantes do Islão (destruída pelos Mongóis). Os “assassinos”, tal como os sufis, eram detentores do esoterismo muçulmano. A palavra “assassine” significa guardião (aliás, curiosamente, há autores que consideram a lenda de Graal de origem iraniana).

Já vimos também, na Parte I, o tipo de actuação dos “assassinos” e a forma como eles contribuíram para a instabilização dos reinos muçulmanos. Esta política teve êxito e era do agrado dos Templários, igualmente interessados, embora por outras razões, na divisão do mundo árabe. Haveria, assim, certamente uma espécie de aliança tácita entre ambas as ordens.
Mas houve mais do que isso: houve contactos e ajudas mútuas… e o mais curioso é que os “assasssinos” pagavam um tributo aos Templários, como se fossem seus vassalos (três mil peças de ouro ou dois mil ducados). Porquê? Seria uma forma de estar em paz com a Ordem do Templo, o que significaria que os “assassinos” a temiam? Não sabemos. Sabemos, no entanto, que os “assassinos” tentaram várias vezes acabar com o tributo, sem o conseguirem.
É inegável que os Templários terão descoberto na ética cavalheiresca oriental pontos comuns com a sua própria demanda e que podem ter trazido para a Ordem conhecimentos iniciáticos dos “assassinos”. No entanto, dizer, como fazem alguns, que os Templários eram “alunos” dos assassinos, não parece crível, face ao tributo de vassalagem que lhes era pago pela seita.

Outros cultos terão influenciado os Templários no Oriente. Cito apenas dois, sem os desenvolver: os Druzos (religião iniciática, fundada pelo califa do Egipto, Hakem, entre 996 e 1021) e a religião dos Yézidis, da zona dos Curdos (de forte tradição dualista, concediam, no entanto, a superioridade ao princípio do mal sobre o bem; acreditavam na existência de sete torres, as “Torres do Diabo”, centros de projecção das influências satânicas no mundo).
Ambas estas “religiões” estão relacionadas com o culto do bezerro de ouro, de que os Templários também foram acusados…

De tudo isto, ressaltam dois aspectos: Primeiro, que terão, efectivamente, aprendido os Templários em contacto com estes cultos? Segundo, parece ser evidente que, independentemente da profundidade da implantação destes cultos nos rituais Templários, tudo nos faz pensar que, em muitos casos, eles “brincaram com o fogo”.
jp