7.10.09

CASTELO BRANCO - PAÇO EPISCOPAL


Antigo Paço Episcopal, mandado construir em 1596, por D. Nuno Noronha, bispo da Guarda, onde hoje funciona o Museu Tavares Proença Junior, que contempla um interessantísimo espólio arqueológico, muito bem exposto, a par com paramentos litúrgicos e colchas regionais (Castelo Branco é famosa pelas suas colchas e bordados, únicos no mundo, pela combinação das cores e pela influência oriental, nomeadamente indu, cochinchinesa e japonesa, conhecida no reino desde o séc. XVI).

CASTELO BRANCO - SÉ CATEDRAL



A Igreja de S. Miguel da Sé foi resconstruída no sé. XVII. É renascentista, com frontaria despojada, com duas varandas exteriores e no meio delas a estátua de S. Miguel. No interior apenas uma grande nave, sem transepto ou capelas radiais. Capela-mor, seis altares em talha e dois corpos laterais que albergam a sacristia grande e a Capela Santíssima, em estilo barroco. Repare-se na magnífica Pietá, em primeiro plano, na última fotografia, que tem a particularidade de ser "double face".

CASTELO BRANCO

A cidade de Castelo Branco fica numa posição central, entre o norte e o sul do país, numa fronteira entre duas regiões culturais distintas: o mundo do granito e o mundo do xisto. Ocupado pelo menos desde a Idade do Bronze, teve maior ocupação em tempos mais recentes e uma importância histórica dada a ocupação árabe e a proximidade com Espanha. Esta zona raiana sempre esteve em lutas permanentes pela definição de fronteiras, que só estabilizaram por alturas do reinado de D. Dinis. Com foral de 1212 (Sancho II) o sítio é entregue aos Templários, que fazem castelo na antiga alcáçova árabe, desenvolvendo-se o povoado pela encosta abaixo. Ao longe avista-se a Serra da Estrela, para norte, e o Rio Tejo para sul. Cidade de grandes palacetes seicentistas, conserva um bom núcleo central, sem grandes crimes urbanísticos e zona de expansão que podia perfeitamente não se ter expandido. Prédios horríveis e provincianos. Vou poupar-vos essa visão...

MAIS UMA PISTA

6.10.09

AFINAL ONDE ESTIVE?



Fui por esse país fora em busca de inspiração para a minha campanha. Fui ver o que outros faziam de bom. Vi muitas promessas. Cartazes carregados de obra feita. Todos garantindo que tudo fariam. A verdade é que só nesta terra colhi um bom ensinamento: algures no séc. XIX o Ministro da Guerra de então, a pedido dos habitantes, autorizou que as pedras do castelo templário fossem retiradas para construção de casas. Ficaram estes restos de pano de muralha e dois torreões em estado crítico. O efeito é maravilhoso. Bem haja o ministro e as edilidades locais. Aprendi que, às vezes, temos de ser flexíveis. Aonde estive? Alguém arrisca?
ET: reparem na qualidade da máquina nova.