22.3.12
21.3.12
20.3.12
A PÁSCOA NÃO É FÁCIL - IV (FIM)
É
por razões políticas que continuamos a ser judaico-cristãos. Os rituais
de Páscoa são o reflexo patético do paralelo feito entre a chamada antiga
aliança e a nova aliança. De acordo com o Livro do Êxodo, os judeus imolaram os
cordeiros para com o sangue marcarem as portas, safando, assim, os primogénitos
da morte prometida por Deus aos primogénitos egípcios. O morticínio deu-se e os
egípcios acabaram por deixar partir os judeus, com medo de mais represálias
daquele deus rancoroso e vingativo. A Bíblia mantém essa memória (Êxodo 12,14). E, claro, para a coisa bater certo, Cristo é imolado no dia 14 do mês de
Nissan, precisamente no dia do início do Pessach.
Cristo é o cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo (Evangelho de São
João 1,29). Acontece que o Cristo histórico nasceu sete anos antes do famoso
ano 1d.C., algures entre Julho e Agosto e suspeita-se que morreu de causas
naturais. A Páscoa é, de facto, um evento eminentemente político. Constantino conseguiu com uma
simples conversão (a sua própria) unificar todo o Império e estabelecer, definitivamente, a
“cortina de ferro” entre Bizâncio e a Pérsia. Não fora Maomé ter nascido tão tarde
(622) e estou seguro que este magnífico imperador teria evitado a criação do
islamismo com mais um truque político à base de camelos e virgens e, provavelmente,
a Páscoa nem sequer existiria.
19.3.12
A PÁSCOA NÃO É FÁCIL - III
Aparentemente
a “última ceia” corresponderá ao seder do
pessach. Ou seja, a refeição ritual que antecede a própria pessach. Pessach é a passagem dos judeus. A passagem da escravatura do
povo no Egipto, para a liberdade naquele deserto chamado Palestina e que era
decididamente a Terra Prometida, mas sem petróleo. Deus era omnisciente mas, neste
particular, faltou-lhe capacidade de previsão. O Pessach era, para os cristãos, a vitória sobre a morte, simbolizada na ressurreição de Cristo. Depois havia, ainda, os rituais pagãos de Ishtar que, vindos do Médio Oriente, tiveram
muito sucesso em
Roma. Simbolizavam a fertilidade que se comemora no equinócio
da Primavera. Farto
de tanta confusão, o Imperador Constantino, decidiu estabilizar os conceitos,
fazendo coincidir a data do pessach,
as comemorações de Ishtar e a Páscoa cristã na mesma data, evitando três feriados. Homens destes
precisam-se no mundo de hoje. Decisão. Discernimento. Oportunidade. Capacidade
de execução. Num único golpe, Constantino fixou as regras da religião católica
apostólica romana e acabou com o paganismo. Era o ano de 325. Niceia, o local. Uma decisão que
pacificava os povos sob o seu domínio e transformava a religião católica num veículo de
propaganda política imperial.
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