Limpa-se muito bem o estômago, retirando toda a gordura do interior. Lava-se bem a tripa de vaca, abre-se ao meio, lava-se em várias águas, raspa-se toda a parte inferior e esfrega-se com sumo de limão e sal. Corta-se o estômago aos quadrados de cerca de dez centímetros. Corta-se o presunto às tiras e em cada quadrado coloca-se uma tira do presunto e um raminho de salsa. Enrola-se e ata-se com a tripa fina bem apertada, com dois ou três nós. Cobre-se o fundo do tacho com a cebola cortada ás rodelas grossas, os dentes de alho picados, a polpa de tomate, o vinho, a aguardente e a folha de louro, por cima colocam-se os molhos e cobrem-se com a restante cebola. Em seguida, junta-se o azeite, banha, colorau e piripiri.Tapa-se o tacho e deixa-se estufar em lume brando até ficarem bem cozidas e o molho bastante grosso. Acompanha-se com arroz de forno. Para gourmets sem preconceitos.
20.6.12
19.6.12
MOSTEIRO DE SÃO MIGUEL DE REFOJOS DE BASTO
Os cronistas não acordam no nome do fundador deste notável Mosteiro. Certo é que o Mosteiro existia já em princípios do Séc. XII, não se conhecendo com exactidão desde quando, mas os seus padroeiros eram descendentes do rico-homem D. Gomes Mendes, “Guedeão”, dono das terra de Basto e senhor do lugar de “Refúgios”. É, indubitavelmente, um grande rico-homem da “escola” do Conde D. Henrique, D. Teresa e de D. Afonso Henriques. D. Dinis, em 1223, deu carta “a Martim Gil priol do mosteyro de Reffojos de Basto e procurador do Abade e Convento do dito mosteyro”. O Mosteiro de Refojos de Basto era governado por abades perpétuos, mas no reinado de D. Duarte passou a sê-lo por abades comendatários. Gozou o Mosteiro de Refojos de Basto de avultadas rendas, quase todas em Trás-os-Montes, que eram divididas a meio com a Casa de Bragança. A Igreja do Convento foi reconstruída em 1690, ficando com duas torres soberbas e muito elegantes. Posteriormente, novas obras a cargo do arquitecto bracarense André Soares tiveram início em 1755, ficando o edifício com a actual feição. Com a extinção das ordens religiosas (1834), o Estado alienou o imóvel. O conjunto da igreja e sacristia encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933.
Ver os dois posts abaixo: órgão e carrancas.
Ver os dois posts abaixo: órgão e carrancas.
ÓRGÃO - MOSTEIRO DE S. MIGUEL DE REFOJOS
O interior da Igreja do Mosteiro é toda de estilo Barroco. São de realçar as figuras demoníacas e máscaras, também conhecidas por carrancas (ver no post abaixo), colocadas dos dois lados interiores logo a seguir à entrada da Igreja e os dois órgãos nas duas laterais, sendo um mudo (ou seja, falso).
FISGAS DO ERMELO.
Isto não são as cataratas do Iguaçú, com pontinhas e macaquinhos para os turistas tirarem fotos e índios a vender caramelos. Aqui é à bruta. A Cascata de Fisgas do Ermelo fica no concelho de Mondim de Basto, distrito de Vila Real. É uma das maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa, não se precipitando numa vertical absoluta, fá-lo através de uma grande barreira de quartzitos formando um profundo socalco. As suas águas separam as zonas graníticas das zonas xistosas das terras envolventes. O desnível desta cascata, apresenta 200 metros de extensão cavados ao longo dos milénios da sua existência pelas as águas calmas, mas perseverantes do rio Olo que nasce no Parque Natural do Alvão.
18.6.12
ERICEIRA - NÓS E O VENTO
Os "Rascas" mediam 20 metros e rumavam ao Brasil. Os doces típicos são os "ouriços". A moreia abunda nas rochas escavadas e deve comer-se frita cortada em fatias muito finas. O nevoeiro é constante e o vento noroeste não perdoa. As gentes são bravas e simpáticas. A Ericeira fica a 50 km a norte de Lisboa e é hoje um dos "spots" mais conhecidos do surf mundial. Sempre foi uma vila de veraneio da capital, embora se recomende o casaco em pleno Agosto. Foi aqui que nos encontrámos. O João fotografa tudo o que mexe, mas sempre com conversa prévia... muita conversa. Não são fotos "clandestinas". São fotos consentidas e até desejadas. A feijoada de marisco era interminável. A conversa podia ser eterna. A luz fugia e as fotos aguardavam. Há entre nós uma cumplicidade feita de comentários e poesia, de som e imagem. Algo que não se explica. Sente-se. Ficam as fotos para ilustrar um dia bem passado. Vejam mais em Grifo Planante.
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