3.7.12
2.7.12
COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST
Paulo said...
1- Ninguém faz ideia de como inverter esta recessão. Não queria ser político
nesta ocasião, deve ser difícil e incómodo. Por outro lado ser comentador é
facílimo: o assunto tem "pano para mangas".
2- Para cultivar o hedonismo é
necessário ter feitio para isso e renda certa ao fim do mês. Aconselho mais os
ensinamentos de Zenão de Cítio ministrados sob os pórticos de Stoa em Atenas
(estoicismo). Vou ali dar uma volta no Titanic e já volto.
ps: Myra, não
esteja deprimida, somos deuses e estamos apenas de passagem, nem precisamos de
opinar.DA APATHEIA À ATARAXIA
Zenon era um cipriota grego que em 313 a.C. mudou-se para Atenas, onde pregou a sua doutrina e fez muitos adeptos. Reunia-se com os seus discípulos e seguidores em um local denominado Stoá Poikíle, cuja tradução é "pórtico ou galeria de colunas trabalhadas". De Stoá provêm os nomes de estóico e estoicismo. Segundo o estoicismo, o sofrimento decorre das reacções despertadas no ser humano por quatro classes de emoções: a dor, o medo, o desejo e o prazer. O ideal do estóico é alcançar a apatheia, ou seja, a natural aceitação dos acontecimentos, uma atitude passiva diante da dor e do prazer, a abolição das reacções emotivas, a ausência de paixões de qualquer natureza.
Epicurismo é o sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século IV a.C. Epicuro acreditava que o maior bem era a procura de prazeres moderados de forma a atingir um estado de tranquilidade (ataraxia) e de libertação do medo, assim como a ausência de sofrimento corporal (aponia) através do conhecimento do funcionamento do mundo e da limitação dos desejos. A combinação desses dois estados constituiria a felicidade na sua forma mais elevada. Embora o epicurismo seja doutrina muitas vezes confundida com o hedonismo (já que declara o prazer como o único valor intrínseco), a sua concepção da ausência de dor como o maior prazer e a sua apologia da vida simples tornam-no diferente do que vulgarmente se chama “hedonismo”. A finalidade da filosofia de Epicuro não era teórica, mas sim bastante prática. Buscava sobretudo encontrar o sossego necessário para uma vida feliz e aprazível, na qual os temores perante o destino, os deuses ou a morte estavam definitivamente eliminados.
Nota: vem isto a propósito do meu post anterior e do comentário do meu amigo Paulo. Afinal isto de ser feliz é mesmo muito complicado.
DECLARAÇÃO DE INTERESSES
Ando com muita falta de paciência para a política e muito mais para escrever sobre ela. Os jornais só trazem más notícias e os telejornais escândalos e desgraças anunciadas. Há uma overdose de comentadores que estão por todo o lado e que sabem tudo de qualquer coisa, quase nos impedindo de ter opinião própria. Os blogues andam cheios de gente a desabafar mais do mesmo e a crise não ata nem desata. Toda a gente tem opinião e eu também. Acontece que não me apetece dizer qual é. Estou a passar uma fase de puro hedonismo quase epicurista. Pode ser o "síndrome do Titanic". Não sei e, sinceramente, não quero saber. Tão cedo não vou escrever sobre essas maçadas da crise, nem sobre essas chatices da política. Para já, vou dar-vos Sol e petiscos.
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