31.3.13

UMA BOA RESSURREIÇÃO PARA TODOS

A Páscoa deve começar-se sempre com um Omeoprazole 20mg e um ligeiro Motilium para evitar azias ou disfunções do hiato esofagíco.
A mesa redonda significa que estava muita gente ausente. Não que seja pior. Mais sobra.

Uma bateria de vinhos consistente, dos verdes ao tinto e vinho fino para rematar. Talvez alguma falta de Licor Beirão.
A gata achou que era um amigo que ali estava. Eu próprio duvidei. Mas, a verdade é que se não era gato era cabrito.
O vinho do Porto, vagamente vintage, com o queijo Stilton, fez recordar Eça de Queiroz.
O chocolate final, tudo em chiffon belga para mais tarde recordar. Está de parabéns a Fernanda que fez tudo sem ajuda, embora eu tenha levantado alguns pratos sem entornar.

COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

BloggerEduardo P.L. said...
Myra é uma artista admirável em todos os sentidos. Incansável. Trabalha e produz arte como uma jovem principiante. Com o mesmo entusiasmo, a mesma curiosidade, a mesma intensidade. O que a diferencia do principiante é sua larga e profunda bagagem cultural, artística e humana. Mas nem por isso perde o frescor, a alegria, e a atualidade.

UMA PRENDA DA MYRA


30.3.13

O JUÍZO FINAL É MÓVEL


A Páscoa é totalmente imprevisível. Estamos completamente dependentes dos judeus. Continuamos amarrados ao calendário lunar judaico. A Páscoa é sempre o primeiro Domingo depois da primeira lua cheia depois do equinócio de Primavera (20 de Março). E, portanto, move-se. A partir daqui é tudo móvel: o Carnaval;  Pentecostes… O dia de Corpo de Deus. Desde logo é estranho Deus ter corpo e ainda por cima ser um corpo móvel. O feriado calha a primeira 5ª feira depois da oitava semana de Pentecostes que, por seu turno, decorre 50 dias depois dos Ázimos que é na primeira lua cheia da Primavera e que, segundo alguns, coincide com a “última ceia” e, segundo outros, terá sido o dia da morte de Jesus, ou seja, a tal Páscoa. Seja como for, a morte do rabi é, decididamente, móvel. Totalmente móvel. Intensamente móvel. Logo, a ressurreição também varia e, consequentemente, o dia do juízo final é, afinal e de facto, totalmente imprevisível. Haja Deus.
Mas para além destas questões de hermenêutica teológica, eu tenho dúvidas mais básicas.  Que estariam eles a comer na última ceia? Era só pão? E o vinho era tinto ou rosé? De que castas? A casa teria w.c.? Lavaram as mãos antes de comer? E o Espírito Santo já existiria? E também jantou? Comeu luz ou batatas com bacalhau? Judas conseguiu engolir a hóstia? Enfim, dúvidas que me perturbam a Quaresma e me impedem de saborear convenientemente o cordeiro pascal.

29.3.13

DIABO NA CRUZ - SIGA A RUSGA

Muito apropriado ao momento patético de crise europeia, esta música tem uma sobremesa especial. Vejam até ao fim. Um hilariante "trava-línguas".

28.3.13

A ÚLTIMA CEIA


HOLLANDE - BANANA FLAMBÉ


Uma desilusão óbvia. Uma espécie de banana flambé. Uma anedota. A França não é confiável. Não é norte, nem sul, nem sequer é centro. A França é um capacho da Alemanha, como sempre foram todos os povos germano-francos. A Europa volta a dividir-se entre norte e sul. Entre germanos e romanos. A agressividade orçamental do norte mais não é do que o resquício luterano da ausência de estratégia global. A Alemanha nunca soube mandar. Só sabe dominar e mal. A França é um país frustrado. Nem sabe o que quer, nem nunca soube o que era. Hoje temos a certeza de que a Europa voltou às nações. O projecto europeu falhou. Não houve consistência no federalismo. As soberanias, as línguas, as culturas diversas não se fundiram, antes se foderam. A certidão de óbito aguarda o parecer de técnicos empoleirados em troikas, pela falta de coragem política em dizer basta. A vida fica num interlúdio.