12.6.13

VOU ALI E JÁ VENHO


NO PALÁCIO DA AJUDA






PALÁCIO DA AJUDA

Situado na Ajuda (alto de Belém), foi um antigo Palácio Real. A quinta da Ajuda foi comprada por D. João V para edificar uma residência de Verão, em 1726. O rei morreu antes de se concretizar essa vontade. Depois, veio o grande terramoto de 1755. D. José I, o filho de D. João V, ficou sem o Palácio da Ribeira (Terreiro do Paço) e apanhou um tal susto que nunca mais viveu em casas de alvenaria. Era tal a paranóia que o rei mandou construir na Quinta da Ajuda (uma zona pouco sísmica) um palácio de madeira e pano, para sua residência permanente. A Real Barraca ou Paço de Madeira foi a sua residência até à morte, em 1777. D. João VI, já no poder, manda, então, construir no local o Palácio da Ajuda.
A construção do Palácio sofre imensas vicissitudes. Foram as Invasões Napoleónicas; a fuga do rei para o Brasil; a falta de dinheiro para a obra... A construção arrasta-se com lentidão. D. João VI morre sem nunca ter aqui vivido. O filho, D. Miguel, foi aqui aclamado e aqui viveu por seis meses, no seu curto reinado. Veio, depois, o liberalismo e percebeu-se que um palácio tão grande não fazia falta. O plano inicial já não fazia sentido. O Palácio ficou inacabado, o que é perfeitamente visível. D. Maria II e o rei consorte, D. Fernando, privilegiaram o Palácio das Necessidades e a Pena (Sintra). O Palácio da Ajuda ficou secundarizado, servindo apenas para cerimónias de Estado. Esta situação mantém-se com D. Pedro V. Sucedeu, porém uma tragédia que traria a Ajuda para a ribalta. Em 1861, um surto de febre tifoide assola a família real que então residia no Palácio das Necessidades. Pedro V, contaminado pelos irmãos, morre com vinte e poucos anos.
Sucede-lhe o irmão D. Luís. Este decide mudar-se para a Ajuda, evitando mais contágios. Aqui nasce o futuro rei D. Carlos que, no entanto, após o casamento, decide mudar-se para o Palácio de Belém (um pouco mais abaixo), onde hoje está sedeada a Presidência da República. A Ajuda lá está, com um Museu à espera da vossa visita e agora com a exposição de Joana Vasconcelos.

TEJO




9.6.13

EDUARDO - VISITA OFICIAL A PORTUGAL

Começa amanhã a visita de Estado de Eduardo Lunardelli a Portugal. De manhã será recebido pelo Primeiro-Ministro e de tarde pelo Presidente da República. No dia seguinte, um banquete no Palácio da Ajuda, servido por Joana Vasconcelos e seguido do lançamento do livro "Manjar Branco", no Paço dos Arcos. Eduardo já se manifestou contra a austeridade, mas tem algumas reservas quanto à chuva ter impedido o investimento no país. Na bagagem traz muitos propostas de parcerias culturais e a promessa de auxílio às crónicas nacionais. Eduardo vem acompanhado pela sua gentil esposa que promete espalhar charme pelo Chiado. Apenas a inopinada deslocação de Dilma Roussef pode ofuscar ligeiramente o êxito desta visita.