Desde há muito que Portas não esconde a sua ambição em liderar o PSD. A rocambolesca semana que vivemos debaixo de um calor anestesiante é o começo do take-over do PSD. Um partido que existe em Portugal por mero circunstancialismo histórico post-25 de Abril, parece ter os dias contados. A migração dos sociais-democratas para o PS aconselha-se, deixando à direita um espaço de afirmação próprio e sem equívocos. Essa clarificação impõe-se e, nem que seja por isso, temos de agradecer a P. Portas.