7.8.13

COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

Blogger          Eduardo P.L. said...
O blog esta vivo, tem leitores, tem quem comente, tem quem, como eu, comenta a postagem da crítica e sua justificação. O que se pode esperar além disso numa ferramenta de comunicação social?
Fatyly said...

Quando li o comentário (leio todos os comentadores) deixou-me a pensar e se fosse amigo dos dois tal como refere Eduardo PL (que também entendo o seu comentário) ai diria de caras, porque os blogues podem ser ou não, o estado de alma de cada um e Jorge se és "pequeno-burguês" e mostras o que te faz distrair desta "crise dantesca deste país NADA NORMAL" , porque não aproveitar e partilhar?
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Quem conhece no real as pessoas e tem muita estima por elas, aprecia saber como passam o tempo, onde comeram, com quem estiveram, onde vão e por aí fora...
Claro que se o blogue de uma dessas pessoas que conhecemos na vida real, só disso tratasse, o interesse depressa se esvaía !

 
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daga said...
O que é "normal"??? O que é "ter uma vida tranquilinha"??
será que um avô não pode filosofar sobre a fragilidade da condição humana enquanto almoça com os amigos? será que gostar de crianças anula o revolucionário que existe em cada um de nós?
 
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          Li Ferreira Nhan said...

Creio que o tema "O Normal Interessa" saiu mesmo de suas reflexões.
Mas aí fica a pergunta, o que é "normal" ?

Agora, quanto ao público do "ter sempre um lado negro", "da angustia do ego" , do "permanente desassossego", ultimamente, para minha própria saúde, procuro não ir muito a fundo.
 
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Anonymous said...

Um blogue pode ser um palco onde o actor principal é o seu dono. Os coadjuvantes são aqueles que o comentam, tal como eu. Todos representamos, nos blogues e fora deles. A vida é uma peça teatral, sem tempo para ensaios.
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Paulo said...
O que eu (às vezes) critico neste blog é o ambiente demasiadamente consensual entre blogueiro e blogantes assíduos. A polémica faz falta e pode ser praticada a propósito da normalidade ou a anormalidade.

5.8.13

O NORMAL INTERESSA?

Opas, Expresso!

A quantas anda?
Parece-me que bem. Mas não julgo. A síntese, o juízo sintético é muito limitador. Por isso sempre me perco infinitamente na análise não tão crítica e nunca tenho coragem filosófica para emitir o me ajuízo ou penso, simplificadamente.
Mas vos digo. A impressão (e observe que impressão é uma palavra pós-moderna) que tenho daqui é de limpeza espiritual, paz e harmonia. É, ou tem sido um blog de criancinhas, bebês de carinha rosada, meus parabéns.
Vovós em encontros de família, irmãos, primos e tias. O almoço tava bom?
Aposto que você tem um veleiro.
Queria minha vida assim tranquilinha!

Abraços do conviva planetário,

Papagaio

 
O comentário do Gustavo (que já aqui não vinha comentar faz muito tempo) remeteu-me para várias reflexões. Muita gente considera que aquilo que se mostra em público tem de ter sempre um lado negro. Uma angústia do ego. Um permanente desassossego. Para essas pessoas, a arte tem obrigatoriamente de desinquietar. Não interessa mostrar o banal, o trivial, o dia-a-dia, salvo se for devidamente reinterpretado ou profundamente sublimado. Para essas pessoas, interessam os estados de alma e, se possível, depressivos. Uma sucessão de imagens de bem-estar apenas reflectiria superficialidade e vacuidade intelectual. Sei que o comentário não diz isto. Isto sou eu a reflectir e a especular contra mim próprio. De facto, e independentemente do comentário do Gustavo ser uma crítica irónica ao meu comportamento cada vez mais pequeno-burguês (crítica que aceito), ela levanta uma questão mais funda: o normal interessa?

PASSEANDO EM NOVA OEIRAS






1.8.13

A DÚVIDA DA INCERTEZA

"Vivemos tempos incertos e, paradoxalmente, é em tempos incertos que mais prosperam as certezas – ou a tentação da certeza. É uma tentação legítima, que corresponderá a algum instinto de protecção e defesa. Quando o futuro é uma absoluta incógnita, mais fácil é ter certezas – substituem as expectativas. Difícil será ter dúvidas – confirmam a incerteza que nos oprime".
 
Eva Gaspar, in Negócios on line

CASA INDEPENDENTE - LISBOA (LARGO DO INTENDENTE)