6.3.12

NAQUELE TEMPO - 1969



Rio Cuebe, na província de Kuando Kubango. Angola. Perto do Missombo, ao lado de Menongue (ex Serpa Pinto). Depois da travessia, o apetite era devorador. Naquele tempo a Fernanda ainda não tinha vertigens. Fotografias agora reveladas graças ao desvelo de um ex-namorado.

NÃO HÁ CRISE QUE RESISTA

Máxima de 26º no fim-de-semana: muito sol e nenhuma chuva. As previsões do Instituto de Meteorologia não deixam margem para dúvidas: salta-se do Inverno e arranca-se em força para a Primavera.

COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

 
Bloggermyra said...
contentissima de ver ele aqui e recordar como conheci ele! era um homem de uma grande simplicidade e grande simpatia!!!! aquele tempo la no Pernambuco, que saudades!!!

5.3.12

MYRA E BRENNAND



Em 12/12/2010, publiquei o episódio XXXI da biografia da pintora Myra Landau, amiga e comentadora habitual deste blogue. Aqui se revela como ela conheceu Francisco Brennand.

Em 1978, Myra expõe na Galeria de Arte Global, em São Paulo. Uma exposição individual que a lança mediaticamente no Brasil. Concede entrevistas para a Televisão. Nas ruas pedem-lhe autógrafos. Um motorista de táxi reconhece-a. Não quer cobrar o serviço. Myra sente-se como Picasso ou Sofia Loren. Talvez um misto dos dois…
Continua uma intensa actividade no Brasil. Primeiro no Museu de Arte Moderna, em Salvador da Bahia. Depois na Casa da Cultura, no Recife. Aqui conhece gente fabulosa: Alexandrino Rocha e a mulher; João Câmara, talvez o melhor pintor brasileiro da actualidade; Raul Córdula, que a leva a conhecer um "outro" Brasil. Um Brasil inexplorado, onde floresce uma inteligência surpreendente. Um Brasil, simultaneamente, carregado de sensualidade e erotismo. Um Brasil autêntico e único. Viaja até João Pessoa, Olinda, Paraíba… Encontra poetas alcoólicos, militares dissidentes, personagens de romance, gente perdida que se encontra num copo nocturno. É por essa altura que conhece Francisco Brennand, uma personalidade esmagadora. Brennand tinha herdado vários engenhos de açúcar na zona de Recife. Decidiu transformá-los em oficinas de cerâmica. Passou a viver na fábrica. Produzia peças enormes. Peças à escala da sua personalidade. Peças gigantescas e eróticas. A Fundação Brennand está lá hoje, no Recife. Um terreno vasto, um pouco fora da cidade. As oficinas continuam a produzir. Uma obra absolutamente notável, absolutamente imperdível.

BRENNAND - TUDO FLUI





A IMPORTÂNCIA DE SER BRENNAND

Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand nasceu a 11 de Junho de 1927, na cidade do Recife. Em Novembro de 1971, o artista começou a reconstruir a velha Cerâmica São João da Várzea, fundada pelo pai em 1917. Esse projecto deu origem a um colossal conjunto de esculturas cerâmicas que povoam os espaços internos e externos do ambiente, obedecendo ao sentido cosmogônico do escultor e dando origem a um universo abissal, dionisíaco, subterrâneo, sexual e religioso. A Oficina Brennand situa-se na zona da Várzea, cercada pela remanescente Mata Atlântica. Imperdível!
Fotos de uma visita ao Recife, em 2007 (repetição a pedido de várias famílias).