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24.6.10

ARTE PÉSSIMA - BEJA

Pax Julia, mais conhecida por Beja, tem historial romano e mouro. Não foi das terras com mais sorte na preservação desse rico património. Ao longo dos tempos, e ao sabor das várias intervenções urbanísticas, muita coisa se perdeu, por incúria ou ignorância. Felizmente, nos últimos anos assiste-se a um recrudescimento invulgar de arte pública. Sem querer ser exaustivo, chamo a atenção para este magnífico exemplar de "estuária rotundunal". Uma espécie de fontanário em bidé, decorado em ricos mosaicos com elementos marítimos, acentuando a contradição conceptual com a zona de ceara circundante. É a aridez interrompida, um oásis fóssil, um poço de frescura iniciática. As proporções do objecto sugerem um estudo aprofundado dos fontanários clássicos. Com rotundas assim, Beja fica numa entrada por saída.

18.4.10

ACONTECEU EM BEJA - HISTÓRIA


Pax Julia (Beja) foi um rico domínio romano. Na cidade e à volta dela há inúmeros vestígios. Destaque para os Arcos das Portas de Avis e de Évora. Seguem-se os visigodos. São visíveis ainda hoje as inúmeras portas e janelas de contorno gótico. A cidade possui um Núcleo Visigótico, na Igreja de Santo Amaro. Aqui encontramos o testemunho de um cristianismo antigo num dos raros exemplos de arquitectura românica do sul do país. Os muçulmanos tiveram presença forte. É natural de Beja o célebre poeta e senhor de Sevilha, Al-Mu "Tamid. Em 1162, pela espada de Gonçalo Mendes da Maia, o "Lidador", dá-se a reconquista definitiva da cidade. Constroem-se inúmeras igrejas, com destaque para a eremida de Stº André, em estilo moçarabe, que podem ver numa das fotos abaixo. D. Dinis manda edificar a Torre de Menagem, num estilo afrancesado e que ainda hoje domina a planície alentejana. O Convento de Nossa Sra. da Conceição é do tempo dos Descobrimentos. Um jóia do gótico manuelino. Aqui viviam as freiras das famílias nobres de Portugal. Muitos doces famosos aqui foram criados, quem sabe o "toucinho do céu"! Também esse mosteiro foi palco da célebre paixão de Mariana Alcoforado pelo cavaleiro francês Chamilly, imortalizada nas famosas Cartas Portuguesas que eram expedidas por uma janela que resistiu ao devaneio. Beja é isto e muito mais...

ACONTECEU EM BEJA - INSTANTÂNEOS


O João dedica os livros. A Bal e o Pedro logo os devoram. Porque temos blogues. Cada um explicou. Uns mais, outros menos. As migas estavam óptimas. A Bal põe açúcar nas migas!!! Nessa altura já se põe tudo em qualquer coisa. Torresmos bem fritos. Uhmm... No bar podia-se fumar. A máquinas disparavam em instantâneos de flash. Manhã no castelo. Passeio chuvoso por Beja. O João insiste nas ruínas romanas de S. Cucufate. O Posto de Turismo actua prontamente. Só não consegue parar a chuva. A Bal e o Pedro fazem tudo por nós. A Teresa é professora de História. O Fernando ataca no gatilho da Sony e os detalhes surgem revelados. Afinal foi o Gonçalo Mendes da Maia , "O Lidador", que conquistou Beja e, claro, que a Torre de Menagem é de D. Dinis. Almoço de sopa de cação e muitos doces de ovos para rematar. Um brinde a Beja. Um brinde à Bal que organizou e aos novos amigos que conheci. A realidade virtual ficou em Beja. A virtualidade real segue dentro de momentos...

ACONTECEU EM BEJA - GÓTICO CHOCANTE

Já conhecíamos o gótico flamejante. Em Beja pudémos apreciar o gótico chocante. Um estilo raro apurado pela EDP, essa grande construtora de catedrais. Com se vê não foi por falta de energia que os godos feneceram.

ACONTECEU EM BEJA - A FEIRA




ACONTECEU EM BEJA - CASTELO



ACONTECEU EM BEJA - O SONHO DO JOÃO


O helicóptero era amarelo. Transportava barcos pneumáticos. Puxava um, dois, três... Os barcos dissolviam-se no ar, flutuando no vapor da trovoada. As escadas não tinham fim. Subiam para baixo e as pedras fugiam para cima. Sâo Cucufate, São Cucufate... E o Lidador berrava: "Tragam-me esses porquinhos de chocolate". As torres esfumavam-se em cornijas moçarabes. Explodiam em ameixas de Elvas, entraçadas de abóbadas contorcionistas. Do céu caíam cartas de Soror Marina derramadas em migas com açúcar. D.Dinis jogava sueca nas arcadas do jardim e do helicóptero caiam rosas purificadas. O trovão abriu os olhos. O dia clareava em Beja. Acordámos no café da manhã.

ACONTECEU EM BEJA


Foi em Beja, no Baixo Alentejo. O convívio não podia ter sido melhor. Até a chuva ajudou a ficarmos mais aconchegados. Organização e acolhimento fantásticos. Uma palavra e um agradecimento muito especiais para a Bal (à direita), para a Maria José, para o Pedro e para o Samuel, que não couberam na foto. Da esquerda para a direita: Teresa "Óculos do Mundo"; Fernando "Distrações e Imagens"; João Menéres "Grifo Planante" e Bal "Voar Sem Hasas". O próximo encontro será em Lagos.