VILA VIÇOSA
Desta vez fui sem a máquina fotográfica. Sem necessidade de fixar o momento. Um descanso.
17.1.19
28.12.18
ATÉ QUANDO
Até quando aguentaremos mais. As costas que doiem, a próstata que descai, as tendinites que avançam, uma fadiga secular que nos invade. Até quando aguentaremos mais. Uma vida invadida de dores, uma alma frágil de esperança. E no entanto a cabidela de galinha deu-me vontade de viver. Talvez por minutos. O tempo de uma digestão. Os minutos de uma exaustão. Sofro de pausa. Pouso no intervalo de qualquer coisa que nada faz senão prazer interrompido. E sou feliz quando a hora recomeça e o dia invade o recomeço da hora.
30.10.18
13.9.18
MYRA LANDAU
Conheci Myra na blogoesfera. Nunca a vi pessoalmente. Fizemos muitas coisas em conjunto e, acima de tudo, mantínhamos uma correspondência regular. Myra morreu aos 91 anos no passado dia 14 de Julho. Hoje inaugura uma exposição dela em Nova Iorque que ela, seguramente, muito gostaria de ver. A título de homenagem deixo aqui as palavras que ela me mandou para terminar a biografia que fiz dela. Eis o que Myra me disse: “Entre atavismos e recordações, procuro não me perder nas encruzilhadas que atravesso. Aprendi a magia das coisas, os imprevistos da vida, ritmos diversos, diferentes caminhos. Procuro a plenitude do amor e a clarividência das sensações. Nasci na distante Roménia, com a janela branca dos cristais de neve a bater nos vidros. Vivi muito tempo no Brasil, vivi na orla do mar, na espuma fugaz da areia branca. Fiz do México a minha casa, a minha paixão. Regressei ao Velho Continente. Não sei se acabo aqui os meus dias. Quem sabe onde a minha vida errante me levará. A pintura é o meu horizonte, o meu espaço, o meu fim, o meu destino”.
22.7.18
17.7.18
12.7.18
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