6.4.07

PANTANAIS DE ALGEDA VIII



E a realidade é que não podemos sequer lavar a cara. Os dentes conservam um requintado toque ao cação da véspera. O cabelo retém a forma da almofada. O sovaco liberta uma doce fragância fumada.
Supremo paradoxo: não temos água e, no entanto, ela está por todo o lado!

São dez da manhá de um dia magnífico de Sol. A chuva deixou de nos atormentar expondo, na crueza da luz matinal, a putrefacção do leito violado do rio.

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