
10,30h. O homem apareceu pontual. Gravata preta. Ar untuoso. Todo ele era mesuras. Arrastava um saco enorme. Tirou computador, impressora sem fios e scanner. Abriu o catálogo. A escolha ia ser difícil. “Tem de ser em pau-brasil. Temos este modelo mais barroco ou este mais singelo. Não, este tem mais classe, mas a duração é igual. Damos quinze anos de garantia”. “E como querem os carros? Um para a família e outro para as flores? Pois, é o que eu recomendo, ficam mais à vontade”. “Pomos anúncio em que jornal? Preciso de uma foto. Sim talvez fardado. Tem a chave do jazigo? Tiro já orçamento. Pode assinar aqui…” Telemóvel: “Sim, pois, obrigado. Sim, sim é a vida”. “Capela tratada. A partir das cinco”. “Mãe tens de assinar aqui”… Telemóvel: “Sim, pois, obrigado. Sim, sim é a vida”. “Mas ele não vai fardado?!” “Não, ele não queria ir fardado. O funeral é sem farda. Eu sei porquê, mas não digo”. "As condecorações? Isso pode ser. É um compromisso". Telemóvel: “Sim, pois obrigado. Sim, sim é a vida…” A manhã passa e estou a ficar automático. “A certidão de óbito já está passada. Temos de ir reconhecer o corpo”. “Eu vou!”. Uma cara descomposta. As maxilas apertadas nuns panos sinistros. O corpo enrugado debaixo do lençol. Cabelo desgrenhado. Testa completamente gelada. Telemóvel: “Sim, pois, é a vida”. “Às 14h vimos buscar o corpo. A urna fica aberta? Então temos de dar o nosso tratamento especial. Um produto que evita que os líquidos transbordem e que haja cheiros”. Sim, pois, qualquer coisa, é a vida. O orçamento. Aprova-se sem pestanejar. Escolho o fato. Os sapatos. A gravata. A mãe olha estoicamente. Eu estou cada mais automático. Parece que toda a vida me preparei para fazer aquilo. Muita gente na capela. Cada vez mais. Excursões de velhos que vêem ali o seu destino próximo. Abraços desconhecidos, sentidos, contraídos. “É a vida. Não fica cá ninguém”. Generais. Coronéis. Presidentes… Muita gente. Sou mestre-de-cerimónias. Cumprimento. Levo. Trago. Volto a levar. “É a vida pois, obrigado”. Um tipo que teima em me conhecer desde a mais tenra infância, arrasta-se atrás de mim com rara inoportunidade tentando contar-me as desditas da vida e que o mundo já tem muita gente. Arre! A mãe vai chorando levemente. Ainda não se soltou. Eu ainda não tive tempo de perceber o que é a morte. Só sei que não é a vida… O meu pai foi a enterrar no dia seguinte. Era 10 de Junho, “Dia de Portugal”.
jp
66 comments:
Pra morte não estamos preparados, não sabemos nada dela.Mas uma oisa é certa: há tantas e tantas formalidades para ela...abração e tudo de bom,chica
Jorge, não sabia. Sorry. De qualquer forma, gostei muito do texto. Bj.
Oi,Jorge
Também não sabia...mas,deixo-te um abraço!
Não consegui me inscrever...o site estava fora do ar,mas vou participar mesmo assim.
Bjus
Olá, não me consigo inscrever também, mas vou participar. O site do "mister..." não abre :(
Vou participar na mesma com o blogue
http://viajarpelaleitura.blogspot.com
Abraços
Me emocionou seu post!
Beijo!
...pois, assim é a vida!
E o fim, a única certeza que temos... não nos deixa certos de nada!
Abraço carinhoso para ti, Jorge.
Olá querido, não estou conseguindo me inscrever o site dá erro, mas vou participar.
http://andreia-devaneios.blogspot.com/
Beijossss
JORGE
Como diz no texto repetidamente "É A VIDA".
Eu direi: É A MORTE e só a morte que faz as pessoas dizerem que é a vida!
Esse dia foi já passado há alguns anos?
Como se foi lembrar dele para os finados da Tertúlia Virtual?
Os seus textos dispensam assinatura.
Pode correr e saltar e colocar até máscara de carnaval...
Está lá sempre o espírito e a alma que me fazem em cada dia que vai passando eu cada vez admirar mais estes seus espantosos escritos.
Grande abraço.
Sabe, Jorge, é a vida...
Caro JORGE PINHEIRO
Acho esta postagem inteligente e intimista, mesmo a condizer com o desaparecimento de algo ou alguém de que se gosta.
Parabéns.
G.J.
Jorge,
Quando penso que voce está falando sério voce está brincando, quando penso que voce está brincando voce está falando sério! Existe sempre um elemento surpresa que te caracteriza.
Comoveu-me esse seu post, o paralelo e a verdade que existe em tudo que voce faz.
Escrevi um email para voce e para Eduardo, mas não consegui mandar para voce. Então posto aqui o que gostaria de ter mandado.
Quero deixar meus parabens por esse ano de Tertúlia Virtual, de troca criativa e de muita diversão!
Essa idéia foi genial por muitas razões, mas uma delas me toca mais que as outras; a possibilidade de descobrir novas pessoas, novos universos, novas visões do mundo.
Conhecer você e Jorge foi e continua sendo uma alegria. E mesmo que nosso encontro mensal acabe a Tertúlia vai continuar na nossa maneira de nos relacionarmos na net!
Parabéns Jorge e Eduardo por reinventarem a maneira de se relacionar e se divertir na blogosfera!
Abraço e até amanhã
Jorge, pensamos que temos todas as respostas, mas nestes momentos somos como autômatos, nos movemos sem entender porque dizem que "É a vida" quando presenciamos o contrário, como você tão bem descreveu. Obrigada por dividir conosco e com um texto tão sincero este momento de tua vida.
Um grande abraço.
Bom dia Jorge,
Gostei do texto.
Obrigado ( e ao eduardo ) por estas 12 Tertúlias. Mas tudo tem um fim.
Tem havido dificuldades na ligação ao Mr.Link....sabes porquê ?
Um abraço
Acima de tudo,para além da troca de textos e de ideias, o que me seduziu foi a oportunidade de conhecer gente que, de outra forma, nunca teria sido possível... Na tertúlia descobri novos textos, novas ideias, a generosidade das pessoas nos seus comentários e opiniões. A tertúlia acaba, mas lançou a semente. Os blogs que antes se visitavam vão continuar a fazê-lo e isso...devêmo-lo ao Eduardo e ao Jorge Pinheiro!
Viva, Jorge!
Já passei pelo mesmo. Sei bem o que é e como é.
Abraço solidário.
* * *
Quanto à Tertúlia:
Era bom, mas acabou-se. Como tudo, afinal.
Via de regra, só o que é mau nunca mais é erradicado.
Parabéns a ambos, Jorge e Eduardo. Ideias destas não se tem todos os dias.
Abraço
Ruben
O facto deu-se neste 10 de Junho.
Entretanto, o Mister Linky's bloqueou e quer dinheiro para continuar. Vamos ver o que se consegue.
JORGE
Eu não sabia se era uma evocação, se era um acontecimento recente.
Acho que me lembro (agora) que me tinha falado pouco tempo antes do infausto, que o seu Pai não estava lá muito bem.
Pois foi, foi isso mesmo...
Um abraço atrasado mas de solidariedade franca.
Na vida e na morte.
Belissimo post e gostei da definição ao final onde diz "Eu ainda não tive tempo de perceber o que é a morte. Só sei que não é a vida"…
Mesmo achando que seja sim uma espécie de vida, mas claro que essa é a minha humilde opinião. Grande abraço
Jorge
O virtual passa emoção real e isso voce faz muito bem.
Aceite um abraço carinhoso.
Tb nao sabia se era uma história ou um acontecimento real
Tendo sido real, dar um abraço e chamar corajoso por ter revelado aqui estes teus sentimentos
aBR
O fim ainda é reticente para a gente, como não temos certeza e a única experiência é a ausência, entristecemos! Mas tudo na existência é cíclico, e todo fim é um começo. A gente chora e começa de novo!
Também não consegui me inscrever, mas estou participando!
Bjão!
Jorge,
mas como não nos deixou passar nada deste 10 de junho ?? Meus sentimentos e extensivos à toda família! Seu texto precioso, como sempre, até a mim confundiu. Li sem saber se estavamos lendo ficção ou realidade, se falavas da Tertúlia ou de alguém real. Como bem disse o João, misturas o sério com alegrias e faz das alegrias se pensar a sério. És um escritor, como já disse muitas vezes, mas este seu post se superou. Sinto pela morte de seu pai. E deixo um forte abraço aos familiares!
Quanto à Tertúlia, esta tendo um fim tumultuado pela falta inesperada do Mister Linky´s que resolveu pregar uma peça, exatramente no dia de seu funeral.
Se realmente o texto for sério como diz o Edu e a Miran. Sinto muito..
Se for só enfunção da Tertulia tudo bem..
Mas, é uma pena que tudo tem que acabar assim.
Isso no fundo machuca mesmo.
Com carinho amigo.
Sandra
Sempre me agrada ver o olhar das pessoas sobre o fim, o desfecho, o grande finalle. Pra mim é só uma nova etapa. Fechem as portas, estou em silêncio, mas eu volto em breve... Beijos
É por estas e outras, Jorge, que por vezes pensamos em abandonar definitivamente esta coisa tão boa de blogar. Vejo pessoas com iniciativas tão bonitas irem desistindo de suas idéias por dificuldades técnicas, decepções, ou tudo isso juntas. Tudo o que é bom dura pouco. Espero que o Tertúlia volte.
Era um grande incentivo à nossa criatividade. Uma pena.
Abraços, meus parabéns pra você e Eduardo.
Jorge, relendo o texto vejo que fala de seu querido pai. De início pensamos que falava do Tertúlia. Passei por isso há pouco mais de dois anos quando perdi minha esposa. Você descreve a coisa com perfeição. Viramos robots, tudo automaticamente. Apenas respondemos às perguntas. É trágico ver uma pessoa folheando um catálogo na sua frente como se fosse propaganda de produtos corriqueiros. E as respostas têm de ser rápidas, nada de troca de idéias. Não vale a pena.
Um grande abraço de solidariedade.
OI Jorge,
Os que se dizem preparados para a morte... talvez estejam mentindo e sentindo um extremo medo...
Seu post é uma bela homenagem...
Sei a dor de perder um pai tb...
Abraço
Jorge, difícil dizer se real ou ficção. De qualquer forma, todos passaremos por esse momento. Eu passei e sei a dor. Abraço!
Jorge, sendo real ou ficção, ambos nos remetem às lágrimas.
Lágrimas de saudades.
Nunca de tristeza, pois decerto estaremos todos juntos um dia.
Parabéns e saudades.
Um texto muito belo e sentido para expressar um sentimento de muita tristeza. Acho que deixou toda a blogosfera com uma lágrima ao canto do olho. Ou foi só a mim?
Um abraço
Teresa
Nada nos prepara para a morte de um ente querido.
Abraço*
Jorge...
Você escreve bem o texto. Falar sobre morte não é fácil. Meus sentimentos pelo seu pai.
Aguardo novas iniciativas. Vocês são bem criativos. Sempre é muito bom participar do Tertúlia e podem contar comigo nas novas aventuras na blogosfera.
Abraços
Só te posso dizer uma coisa...
De lá ninguém volta...
então no mínimo deve ser melhor do q aqui...
Ele vai ficar bem...
passou desta pra melhor...
com carinho...
Nana
Jorge,
um texto só seu pra todos nós.
Generosidade.
Essa é a palavra que define você.
Obrigada.
beijos
li
Como foi dito: é a vida.
Meus sentimentos, grande abraço,
Rê.
JP;
Deixo um abraço.
(Nunca sei o que dizer; fico bloqueada...)
I.
Muito triste e doloroso esse momento... Meus sentimentos a você e sua família pela perda de seu Pai.
Um grande abraço.
Lamento meu amigo! Um grande abraço e também para sua família. Nunca estamos prontos para o que é de mais certo na vida.
Um grande beijo e força paa caminhar, todos temos um tempo a cumprir.
CON
olá Jorge!!!
Envolvida nesse espirito TV, li seu texto percebendo a qualidade da escrita e a maneira inteligente e sagaz que o escreveu...ainda com resquícios da ultima tertulia observava sua sagacidade.
Mesmo percebendo o momento triste que creio agora ser real desejo a você os melhores sentimentos pois nesse momento tão teorizado por todos ele adquiri um novo sentido quando o vivenciamos.
Na verdade a despedida da TV torna-se pequena em importancia perto de uma perda dessa.
Enviei um e-mail também para o eduardo e você talvez na intenção de dizer o quanto foi boa essa experiência.
Agradeço por tudo e compartilho teus sentimentos.
abraços,
Selena
Os franceses lá dizem...
" C'est la vie..."
E isto serve para tudo, para comentar a vida... e a não vida.
É quase como um lançar dos dados na Roma antiga, um " a sorte está lançada" ou então um " seja o que Deus quiser"...
A vida é assim.
Sei que isto nada altera, mas... força.
Um abraço.
Oi,Jorge
Abração...Seu post me emocionou!É a vida!!Passei por isso há pouco tempo.
Estou participando da Tertúlia,mesmo sem ter conseguido me inscrever!Pra mim,o importante são os amigos que fiz,através de vcs..obrigada!vou sentir saudades dos dias 15!!!
Beijo
ahahaha... você é demais :)
e vou repetir o que também referi ao Eduardo:
Jorge e Edu,
obrigada aos dois pela vossa iniciativa da qual eu tive o prazer de poder participar durante algumas meses. Adorei esta experiência e aumentei mais uma pouco a minha cultura com todos vocês. Bem hajam!!!
Aguardo novos capítulos :)
Beijinho para os pais da TV
E a vida continua, para nós. Até que um dia cesse.
Abraço
Jorge!!!! mas isto foi sério???? confundiu-me. Juro que pensei que fosse o funeral da TV...o FIM.
Puuuuxa...confundiu-me mesmo rssss
os meus sentimentos!
Isto só prova que o tema Livre da TV, deu e dará muito que falar ao longos da história. Parabéns pela sua coragem em ter partilhado connosco uma parte marcante da sua vida.
Desculpe a minha risada anterior mas palavra que levei isto para a brincadeira, visto que já é um hábito seu :)
Beijinho para si
Jorge,
Além de tudo o que disseram aqui, eu te deixo o meu silêncio respeitoso. Bjs.
meu caro amigo!!!
primeiramente... meus sentimentos mais profundo. Palavras somem de minha boca, e só posso desejar-lhe forças e superação...
e agradecer a oportunidade de conhecê-lo e ao Jorge e participar das tertúlias... pena q ela se encerra agora, vamos sentir saudades.
seu post é maravilhoso, parabéns!!!
bjocas mil
Olá amigo. Se há coisas difíceis esta é uma delas, não pela dificuldade em si, mas pela delicadeza da situação. Seu post diz tudo, nada devo acrescentar. Em relação a este "comboio de convívio mensal" que os dois amigos criaram, creiam que foi um prazer fazer parte dele, mesmo que eu tenha apanhado uma das últimas carruagens. Afinal antes de cada dia 15, eu acabava por ter de pensar o que iria escrever, agora vou continuar a fazê-lo, embora não "contando" com essa "obrigação". Por tudo isso, um obrigado muito sincero aos dois e espero poder continuar a visitá-los. De facto a amizade, mesmo que virtual, é algo que não se esquece. Um abraço para todos.
Linda e corajosa postagem.
Afinal nascemos para morrer!
"Pois, é a vida"
Lamento sua perda, de uma forma geral todos passamos por isso um dia...e nunca estamos preparados, é a vida!
Sem Tertúlia...pois, é a vida!
Obrigado por essa "doação" que fez mover blogueiros, fez perceber um lado bom...da vida!
Beijo com perfume de Rosa (mesmo) caída e Arrepio na pele.
Ciclos que temos que passar.. casulos que temos que abrir e desvendar ou encarar, seja o medo ou a coragem á nossa espera. Seguir sempre..
Parabéns pelo sucesso do Tertúlia, que novos momentos possamos ter..
Bj,
Chris
Obrigado JORGE pelas amáveis palavras.
Será sempre um prazer para mim participar nas vossas iniciativas.
Abç
G.J.
O que eu poderia te dizer mais ?
Força !
É o que precisa para continuar
Obrigada pela visita
Grande abraço.
Um abraço, só isso.
Olá Jorge .
apesar de ser a primeira vez que participo da tertulia que infelizmente é a ultima li alguns textos seus e gostei muito.
esse texto apesar de relatar uma acontecimento triste por qual já passei o que me emocionou muito, foi muito bem escrito e em particular a frase:"Eu ainda não tive tempo de perceber o que é a morte. Só sei que não é a vida"… que eu concordo plenamente.
um abraço!!
e parabéns pela iniciativa inteligente na blogosfera.
Lidar com o fim não é especialidade dos humanos, Jorge.
O melhor de tudo é que até isso a gente pode aprender por aqui! =)
Um cheiro.
=*
Olá jorge!
Nada é para sempre... tudo passa...
Mas o sol sempre há de nascer e com ele novas esperanças!
Com a Tertúlia Virtual, vocês conseguiram criar um meio de fazer com que pessoas muito interessantes se conhecessem melhor de uma forma toda especial!
A você e Eduardo: nosso "MUITO OBRIGADA!!"
Valeu!!!!
Caro Jorge,
Bela homenagem. Vida e morte são duas faces da mesma moeda, uma não existe sem a outra.
Esperança e superação isso nos fortalece.
Forte abraço
Beijo.
Um dos melhores textos de despedida que já li.
Parabéns e obrigada pela visita.
Bjs.
Rose
Desta despedida eu não falei(e foi de propósito viu), apesar de fazer parte da vida não é mesmo?
Também perdi minha mãezinha e sei bem como é este sentimento...mas passa ou pelo menos fica a dor mais amenizada com o tempo.
Um grande beijo e meu resapeito!
É a morte... a fazer lembrar a vida. A necessidade de integrarmos os valores de quem partiu. De reflectirmos. Quiçá iniciar uma busca de sentido mais ampla. Até termos uma paz, silêncio e alegria constantes. Sem ter aínda partido.
Jorge, excelente post. Fiel à verdade. Como sempre.
Olha, atrasada, já nem pensava participar na tertúlia. Mas este teu post provocou-me. Já estive como descreves no teu post. Mas,hoje SINTO de modo diferente. Espero que não leves a mal o meu post.
Um abraço cheio de paz e alegria!
Lília
Lamento a tua grande perda.
quando dizes que parece que toda a vida te preparaste para este momento, eu lembro-me de uma coisa que se calhar já esqueceste: Não foste tu a preparar também o funeral do meu pai? (Já lá vão 35 anos ou mais)
Um forte abraço.
"T"
Acaba com um momento de suspense. Francamente, de repente não estou a ver "T"... Já não vou dormir a pensar nisso.
Bonito post, muito real, são coisas que pensamos estar muito longes e nos esperam na próxima esquina. Adicionam o sabor de cada dia vivido.
A perda é o exercicio mais solitário.
Claro que fica sempre tudo o mais, mas nunca é a mesma coisa.
Antonião
Post a Comment