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Passam as “Colunas de Hércules”, bordejam a Lusitânia e entram na Ria da Arosa, bem a norte da Galiza, nos domínios da rainha Lupa. Amarram a barca junto a Iria Flavia, numa coluna de pedra que hoje se pode ver por debaixo do altar-mor da igreja de Santiago de Padrón (a pátria dos homónimos pimentos).
Depois de breves disputas com a rainha Lupa, uma aborígene que não estava a ver o potencial turístico da coisa e a habitual derrota de um dragão que por ali andava tresmalhado, os discípulos lá conseguem local para sepultar Tiago (com ou sem cabeça, eis novamente a questão).
Colocam as “relíquias” numa arca de mármore e sobre ela constroem um altar e sobre o altar uma capela e assim sucessivamente, até à edificação total da “Igreja de Pedro” que, não sendo deste mundo, só pode ser galega! Feito isto, foram à vida deles…
Na imagem, painel representando a transladação do corpo de Santiago para a Galiza (Museu Diocesano de Camerina, Itália).
(a continuar)
1 comment:
"Pimentos Padrón, unos pican otros non."
Adoro!
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