4.1.10

TURISTA OCIDENTAL - DE LISBOA A SINTRA: UMA PERSPECTIVA SALOIA (13)

Por cima da Sacristia, no torreão do lado direito, o Museu de Arte Sacra, com o Tesouro da Sé, obviamente fechado ao Domingo(?), para descanso das peças!
O Museu fica na “nova” sala do Capítulo, mandada construir por D. João V. A Sala do Capítulo está coberta de pinturas policromáticas do sec. XVIII. Sobre o soalho de carvalho escuro, uma mesa enorme rodeada de cadeiras. Ali se reunia o Cabido da Sé: o Patriarca e os vinte e quatro Cónegos de Lisboa. Ali estavam quando, a 1 de Novembro, de 1755, a terra se revoltou e deixou a cidade sem Deus.
No Museu podemos encontrar o Cofre Relicário de São Vicente, todo em madrepérola e prata. Estilo indo-europeu, guarda as supostas relíquias do Santo. O Dito morreu em Sagres e, diz a lenda, veio para Lisboa acompanhado por corvos durante toda a viagem. Os corvos tornaram-se símbolos da cidade, embora seja raro vê-los.
No Museu poderíamos ainda ter visto a Custódia “dita de D. José I”, executada em 1760, pelo ourives Joaquim Caetano de Carvalho. Toda em ouro e prata dourada, eleva-se em patamares, tendo em baixo a Arca da Aliança, fonte de todos os poderes, e vai subindo em andares de rubis e diamantes, ladeados por anjos e coruchéus, até ao duplo cristal solar, que purifica a hóstia.
(a continuar)

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