5.1.10

TURISTA OCIDENTAL - DE LISBOA A SINTRA: UMA PERSPECTIVA SALOIA (FIM)

A visita à Sé não é fácil. Só para “entendidos”. Sujidade em “patine” exagerada no nártex da entrada. Escuridão bafienta nos clautros. Ausência deliberada de informação. Escadotes de alumínio, provavelmente do sec. XVI, encostados a colunas manuelinas. Estelas orbiculares envergonhadas atrás de andaimes policromados do sec. XXI. Túmulos recônditos de ilustres desconhecidos aguardando patrocinador que lhes dê nome. Escavações perpétuas, que deixam visigodos embrulhados com mouros, romanos à molhada com fenícios e nós trogloditas da arqueologia interrompida...
No diferendo entre as ruínas do IPPAR e a beatitude do Patriarcado, o visitante vira penitente e vai de charola em charola, no socorro do 112 turístico. Os 2,5 euros de penetração vão a benefício dos corvos!

E Lisboa é isto. Uma cidade branca de cores berrantes. Uma luz translúcida, brilhante de azul. Um rio que se esbanja na largueza da barra. Gentes de muitas terras. Um Império ainda recordado nas vielas fadistas. Uma capital de um país europeu às portas de África.
(FIM)

3 comments:

Li Ferreira Nhan said...

Lisboa é muito mais Jorge,
é a nossa segunda casa...

expresso said...

ESPERo QUE TODOS PENSEM O MESMO. LISBOA É A CASA COMUM DE TODOS.

Francisco Castelo Branco said...

e muito boa para quem quiser perder uns quilinhos....

é só subir subir subir subir

até nas descidas se sobe lol