22.2.10

TURISTA OCIDENTAL - NA TERRA DOS LUSITANOS (13)

Não tendo Egas Gozendo deixado a vila em herança, esta passou a depender directamente da coroa (1158), mediante o pagamento de um tributo anual de 200 libras a Ibn-Errik (nome que os mouros davam a Afonso Henriques). Esta dependência real pode, perfeitamente, justificar as posições mais conservadoras que 700 anos depois foram tomadas, aquando da Constituição Liberal!
Ah, já me ia esquecendo: D. Manuel, sempre teimoso, voltou a dar foral, em 1514, o qual em nada alterava o anterior, excepto que cada vinicultor ficava obrigado a dar, à coroa, 5 almudes de vinho, apenas aplicável a quem colhesse mais de 25, não pagando mais nada por quantidade superior. Fica por saber o que acontecia a quem produzisse menos de 25 almudes… Provavelmente, ia parar ao pelourinho!

D. Dinis e a “rainha santinha” pernoitaram por cá, mais precisamente na casa de Adbarros, dando posse a um tal cavaleiro Adão… A coisa passou-se na chamada “Casa Grande” e que muitos freires havia de dar à Ordem de Malta. Conta a lenda que este primitivo Adão serviu ao rei água fresquinha num púcaro de barro, valendo-lhe só por isso o título nobiliárquico de “Barros”. Mais tarde, um seu descendente, Adão Rebelo, pela riqueza, arrogância e ainda por vários episódios anedóticos, passou a ser conhecido por “Rei Chiquito”. Ainda hoje, na Beira, quando se fala de um homem orgulhoso e arrogante, diz-se que é o “Rei Chiquito”. A casa, agora denominada “Solar dos Noronhas”, está a venda por 90.000 contos… Com obras vai para os 500 mil. É aproveitar! Ainda por cima parece que D. Pedro I também por cá passou, talvez em busca dos assassinos de Inês de Castro. Só mais valias!
(Na imagem o Solar dos Noronhas. A continuar)

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