Tem dias em que nos sentimos esplêndidos. Dias confiantes de esplendor ufano. Apetece desafiar o dicionário. Profanar a gramática. Jogar com as palavras. Criar neologismos. Somos donos da frase. Senhores da vírgula. Violamos a pontuação. Invertemos parágrafos. Fabricamos ideias sem sentido. Ocas de conteúdo. Perdemos a vergonha. Lançamos vogais. Desprezamos consoantes. Não há regras. Somos deuses da escrita. Inventores da expressão. Nesse dia, porém, alguém sonha sonhos sonhados e nós ficamos perdidos num mar de interrogações, entre interjeições e sujeições...
(fotografia do balcão da Cervejaria Ribadouro, em Lisboa)
10 comments:
Não sei se fico com a imagem ou com o texto! Ou, com os dois!
Pode levar ambos, Eduardo. Foi um apetite que me deu...
Uso muito reticências...
Adoro exclamação!!!
Abomino interrogação??
E tenho medo do ponto final.
Beijos,
Regina d'Ávila.
↓
Palavras são j(l)ogos de AяMAR!
Ele dEUs em torno de EU!
Ahahahbraços!
Olá Jorge,
Quando a palavra instiga, excita e nos faz perder o normal.
Quase um prazer sexual rsrsr!!!!!!!!
beijos,
Selena: mesmo quase, concordo.
Tonho: o eterno e prodigioso jogo-logo
Regina: esqueci-me das reticências. Se calhar não gosto!
Como já esava bom, só pode ter ficado melhor!
lembra o que comemos muito por aqui
ricardo GAROPABA blauth
Jorge,
saciei meu apetite com algumas palavras.
Eis o sobejo.
"Tem dias em que nos sentimos esplêndidos,
confiantes, apetece desafiar
profanar, jogar, criar.
Donos senhores,
violamos, invertemos ideias, conteúdo.
A vergonha desprezamos.
Não há alguém entre interjeições e sujeições."
(Apetitoso seu texto)
Li: uma outra abordagem
Ricardo: parecem de facto as tainhas daí.
Eduardo: obrigado, foram só uns retoques.
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