No tempo do Imperador Adriano, começam as obras da auto-estrada da Beira que ligava Celorico ao Douro. O abastecimento fazia-se em “Civitas Aravorum”, à beira Côa.
Os visigóticos chamaram-lhe Castro de São Justo. Entrou em decadência no tempo dos mouros. Viria a ser reconquistado pelo nosso comum amigo, Fernando Magno (1063).
Depois dos habituais forais, que acabam sempre com D. Manuel a dobrar a parada, só com Afonso V foi concedido o título de condado ao inevitável Vasco Fernandes Coutinho, primeiro conde de Marialva (1440).
Com Afonso VI (1656), passou a marquesado, sendo o título concedido a António Luís de Meneses, o famoso Marquês de Marialva, já então terceiro conde de Cantanhede.
Após a tentativa (ou inventiva?) de regicídio de D. José (1758), um dos principais suspeitos (que iria, aliás, ficar aliviado do peso que a cabeça lhe provocava nos ombros), era o Marquês de Távora, ao tempo alcaide de Marialva. Deu-se, então, o abandono da vila pela sua população para fora dos muros, deixando compulsivamente a povoação primitiva para os turistas, os quais, no entanto, demoraram mais de duzentos anos a aparecer, pois só no final do séc. XX se iniciou a recuperação.
(a continuar)

1 comment:
Gosto deste ângulo !
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