29.3.11

REFLEXÃO CHINESA

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios. Porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...
2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.
3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.
4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.
5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.
6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.
7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!
8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...
9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...
10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade!...

Entrevista ao Prof. Kuing Yaman.

11 comments:

daga said...

realmente, os séculos de civilização a mais fazem a diferença, geram sabedoria! Nós somos o "velho continente" só em relação às "crianças" que são os americanos (egocentrismo infantil sempre) e no sentido menos agradável do termo "velho" - desgastado, corrupto, sem ideias inovadoras!
Gostei muito, Jorge :))
beijo

Eduardo P.L said...

Eu também gostei muito do que li. Infelizmente parece ser isso mesmo. Lastimavelmente!

peri s.c. said...

O mundo em constante mutação .
Às vezes a notamos, o que é o caso descrito em seu post.

Francisco Castelo Branco said...

na Europa foi enfardar até nao haver mais.

Nos outros continentes existe maior criterio na escolha de gastar o dinheiro.

é um problema cultural.
O Ocidente sempre teve o habito de comer e viver muito bem!

expressodalinha said...

Impostos, Subsídios e Estado Social. Este modelo era bom, mas, como tudo, foi prevertido e está caduco. Os mais velhos estão à rasca. Os mais novos têm de se adaptar.

João Menéres said...

Os mais velhos apertam o cinto.
Os mais novos...nem cinto têm !

Silvares said...

Os tempos mudam...

expressodalinha said...

Se mudam. Direitos adquiridos?! O que é isso?

Anonymous said...

Liberdade de expressão e segurança social têm um preço. É fácil arrotar postas de pescada num regime totalitário em que prácticamente todos são funcionários públicos e as relações laborais são ditadas. Esperem até à classe média emergente deles começar a fazer exigências.
ORTEGA

expressodalinha said...

Concordo. O problema é que não vamos esperar. Até dar a volt, ainda falta uma ou duas décadas. Nessa altura...

Al Kantara said...

Há muito tempo que aqui não vinha comentar mas a apreciação generalizada por estas pérolas do senhor professor Yaman deixam-me realmente atónito. É que, de facto, como diz o Ortega, é fácil cagar sentenças com as costas quentes de um regime totalitário que fomenta um capitalismo esclavagista, que não partilha nem distribui mas antes explora os seus escravos, oprime o seu povo e elimina os seus opositores.
E ver cidadãos europeus, porventura beneficiários do estado social que a Europa foi capaz de proporcionar aos seus, tão embevecidos com os diagnósticos apocalípticos do senhor professor deixa-me um bocadinho danado...