28.9.13

EU SOU UM INTERESSE INSTALADO

De quatro em quatro anos fica tudo muito nervoso com as eleições. Muita gente não sabe onde votar. Não se revê em coisa alguma. Acha que votar em branco é a solução. Não é um voto contra o governo. É um voto contra o sistema, dizem. À falta de alternativas, manifestam-se contra tudo. A maioria são jovens. Não se revêem eu nada disto. Querem um mundo diferente. Não sabem o que fazer. Mas a questão é o que fazem no intervalo das eleições. Tentam alternativas? Criar novos partidos? Conquistar os actuais partidos?  Provocar uma renovação? Novos movimentos de cidadania? O voto esgota-se num acto. O poder eleito fica automaticamente legitimado depois da eleição, com mais ou menos votos em branco. Tanto faz. O voto em branco é uma curiosidade política de interesse sociologicamente nulo. Quem vota em branco tem consciência. Não se abstém. Por isso fica o desafio para que façam mais. Comecem já. Não esperem pela altura das eleições. Ah, e não contem com os mais velhos. Eu sou um interesse instalado. E como todos os pensionistas, aposentados e reformados, não passo de uma despesa.  

11 comments:

Fatyly said...

TAL E QUAL e quem fala assim, não é gago.

Como também faço parte da despesa, e com o descrédito total também nas mesas de votos e sobretudo nos cadernos eleitorais, desconfio do voto em branco...não vá alguém ir ao montinho ou montão e pôr a cruz a seu belo prazer. Uma vez mais já me certifiquei se o meu falecido pai e ex-marido constam, acho que o problema ficou resolvido depois de ter montando uma barraca na mesa de voto e obriguei-os a dar baixa deles nas últimas constavam e já tinham morrido há anos e depois de várias idas à JUnta dar baixa.

Portanto o que tenho dito a muitos jovens é que vão e façam o que entenderem...não digo mais para não promover nenhum...e que tentem saber um pouco de política e os seus meandros...mas não deixem de votar.

Mas os tubarões dão espaço aos novos na conquista que referes? As escolas partidárias são uma porcaria e nota-se bem o "género e número" que saem de lá e no actual executivo já temos várias peças, para não falar dos "com rabo de palha".

E claro que tentam alternativas, mas mais uma vez os dinossauros e o seu peso...pois, pois!

Como é possível na minha Câmara haver 10 candidatos? 10????? Alguns já deveriam ter saído há muito da senda política, mas será que não se enchergam?

Olha estou simplesmente "com um pó" e oxalá que não me salte a tampa em plena mesa de voto LOL

Boa noite e agora vou dormir!



myra said...

a polica hoje emdia, e um grande NADA! e os jovens estao sem esperanca...estou como voce NADA, pensionada e somente uma despesa e eu alem do mais um zero a esquerda...aqui...'adiante, nao perca a coragem e as esperancas! vose ainda e jovem!!

Jorge Pinheiro said...

A grande questão é que o Estado continua a precisar de nos chupar os impostos. A mim já me tira mais de 50%. Mas a nossa capacidade de reacção nesta idade é quase nula. Vamo-mo-nos entretendo a dizer mal no FB e nos Blogues...

Eduardo P.L. said...

O voto continua sendo a única arma que o cidadão tem numa Democracia Republicana. O resto é golpe.

Jorge Pinheiro said...

Isso já sabemos Eduardo. E no intervalo das eleições?

João Menéres said...

O único momento de que dispomos e que julgamos muito importante é exactamente quando introduzimos o nosso boletim na urna. Depois,
tudo volta ao mesmo, ganhe quem ganhar !
Onde está a arma, Eduardo ?
Uma arma sem munições, é o que é !

Fatyly said...

Já agora lanço aqui uma pergunta: acreditam piamente na veracidade na ou da contagem dos votos?

Infelizmente digo frontalmente há já algum tempo...EU NÃO!

Jorge Pinheiro said...

Se houver algum desvio é pequeno. Não será por aí...

Silvares said...

Devíamos usar outra palavra para a caixa onde deitamos os votos. "Urna"... o voto entra vivo e sai morto.

daga said...

mas se os jovens "não sabem o que fazer" e os mais velhos são "um poder instalado", não há esperança num mundo melhor?? não acredito... o ser humano tem sempre a capacidade de provocar a mudança mesmo contra a maioria que lhe resiste!

Jorge Pinheiro said...

Graça: a vantagem em mandar bocas é a esperança de ir ganhando massa crítica para ir mudando.