22.4.15

MORTE TIBETANA - V

O meu amigo Paulo acha que, assim sendo, então a sequência lógica será que, quem estiver bem preparado vai manter as memórias anteriores na reencarnação seguinte, o que lhe parece ser uma grande responsabilidade.  Eu confesso que estava à espera de coisa mais simples. E, acima de tudo, fico preocupado como o espírito consegue agarrar a sua nova vítima (sim, que os corpos não passam de vítimas desses abutres luminosos a que chamamos almas). E no final das contas para quê? Para atingir a "claridade". E o que é a "claridade"? O Rui termina aqui o seu texto, que desde já agradeço do fundo do coração, não só por tê-lo feito, como por me ter deixado brincar com ele, coisa de enorme tolerância e avanço espiritual. Vejam o que ele diz:
"Gostava de sublinhar o facto que a “pessoa” que morre e a “pessoa” que renasce são distintas. Não se trata da mesma pessoa (quer dizer do mesmo conjunto do corpo com a memórias, conceitos e emoções associados), mas sim do mesmo princípio consciente, ou da mesma corrente de consciência, o que é muito diferente - mesmo se a “informação de vida” acumulada ao longo das vidas sucessivas fica de alguma maneira associada a essa corrente de consciência. Quando certas pessoas têm memórias autênticas de vidas precedentes, as memórias são reais, mas não se trata da mesma “pessoa”.
Em resumo, quando se morre, aquilo que pensamos habitualmente ser “nós” morre mesmo, mas o fluxo de consciência continua".
FIM

2 comments:

Paulo said...

Bem me parecia que com a morte física o que somos desaparece. O melhor é aproveitar: abre aí esse verdinho que sabe tão bem com este calor!

Eduardo P.L. said...

É preciso um Manual para se morrer por lá. Muito complicado. Prefiro mortes mais simples.