24.1.16

QUINTA AVENIDA DO SÉCULO XVI ERA EM LISBOA


Dois quadros descobertos em 2009 originaram um livro sobre Lisboa quinhentista e a Rua Nova dos Mercadores. Naquela artéria confluíam produtos do império e gentes de todo o mundo, transformando a capital portuguesa numa cidade global.
No século XVI, a Rua Nova dos Mercadores (destruída no terramoto de 1755) era uma pequena babel. Nos seus edifícios, moravam italianos, flamengos, andaluzes, portugueses. Enquanto isso, naquela rua da Baixa de Lisboa, cristãos-novos, judeus estrangeiros, escravos vindos de 20 nações africanas, escravos árabes passeavam-se, muitos faziam trocas comerciais. É esta a realidade trazida à superfície no livro recentemente editado no Reino Unido "The global city. On the streets of the renaissance Lisbon" (A Cidade Global – Nas Ruas da Lisboa Renascentista), editado pelas historiadoras Annemarie Jordan Gschwend, do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar, a trabalhar na Suíça, e Kate Lowe, da Universidade Queen Mary de Londres.

4 comments:

João Menéres said...

Mas que interessantes pinturas, Jorge !
E o livro não o deve ser menos.

Essa praça seria o Rossio ou a actual Pç. da Figueira ?
Que destino tiveram todas aquelas colunas ?

Eduardo P.L. said...

Muito interessante. Provavelmente a 5ª Avenida será na China no próximo século.

Jorge Pinheiro said...

A rua seria por trás do Terreiro do Paço. Foi tudo destruído pelo terramoto. Deve corresponder à actual zona das ruas do Ouro e Fanqueiros.

João Menéres said...

Fui induzido por causa da existência daquelas casa mais altas...
Lembrei-me da zona do Chiado, Carmo...