5.4.10

O SONHO

Hoje tive um sonho. Sonho confuso. Via-me a escrever longas páginas de memórias. Algumas eram minhas, outras não. Não sabia onde acabava. Quem era. Falava por todos. Falava por ninguém. A cama revolta-se contra mim. Flutuava nos lençóis. Afundava no colchão. Mar revolto. Sono inconstante. Acordei com vontade de adormecer. De sentir um sonho eterno... O Sol brilha finalmente. Hoje é Verão. E o sonho cai levemente, na sombra de uma paixão.

11 comments:

Lília Abreu said...

hummm isto soa a prefácio de um qualquer livro...

Aguardemos, então...

Verão? só se for do outro lado do Atlântico... No outro post era Natal... estou a ficar confusa, hahaha

Anonymous said...

Mais um poema do que um pesadelo. De sonho só a paixão de verão!

Helena Oneto said...

Poeta! também! Jorge!

Jorge Pinheiro said...

Estou a fazer experiêcias. Com a crise temos de ser muito polivalentes...

Mar de Bem said...

...e aproveita o teu sol e o teu verão, que eu aqui não consigo gostar desta chuvinha que me transtorna, que me torna tão irritadiça...que me corroe a alma, meu Deus!!!

angela said...

Para algumas angustias só a paixão consegue restaurar a alegria.
isso sei bem.

angela said...
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Jorge Pinheiro said...

Sem dúvida Angela.

Fatima Cristina said...

Meus sonhos também sempre sao confusos. Mesmo assim adoro quando consigo me lembrar deles ao acordar.

Beijos!

myra said...

voce é formidavel!!!! sabe, as vezes isto tbem me acontece, so que nao escrever tao bem!!! gostei muito muito, beijo

Mar de Bem said...

...mas não é fácil, Angela!