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20.11.11

CONVENTO DA ARRÁBIDA - AS HORAS

CONVENTO DA ARRÁBIDA - SANTOS


CONVENTO DA ARRÁBIDA - REFEITÓRIO

CONVENTO DA ARRÁBIDA - INTERIORES



Existem 114 chaves em todo o Convento, cada porta tem sua chave. O papel do chaveiro na guarda e distribuição das chaves é fundamental. Advinhanha-mo-lo a abrir as portas à frente dos monges, a fechar, voltar com a comida. A comida eram raízes e frutos, pão e alguma protaína na forma de pernas de frango vindas do Convento Novo. A chuva caía no topo da Serra, alagando as grutas onde pernoitavam os monges  Um vida tão diferente. Tão despojada. Tão experimental. Tão iluminada. Homens magros, andrajosos e sem dentes. Homens desorbitados na descoberta do desconhecido. Visões de Fé e de Amor. Sabedoria que não se revela. Revelações que são pessoais.

CONVENTO DA ARRÁBIDA - CONFISSÃO

CONVENTO DA ARRÁBIDA - EXPIAÇÃO



19.11.11

CONVENTO DA ARRÁBIDA - MEDITAÇÃO

CONVENTO DA ARRÁBIDA - AS CELAS



CONVENTO DA ARRÁBIDA

O Convento de Nossa Senhora da Arrábida foi fundado em 1542 por Frei Martinho de Santa Maria, da Ordem de São Francisco, a quem D. João de Lencastre, primeiro Duque de Aveiro ofereceu o usufruto da Serra da Arrábida para continuar a sua vida de eremita. No local existia já uma eremida, a Eremida da Memória, de veneração à imagem da Senhora da Arrábida (séc. XIII). Os eremitas viveram sempre em grutas, mais acima na Serra, no chamado "Convento Velho". Estes Franciscanos eram conhecidos pelos "Espirituais" e, contrariamente aos outros frades da Ordem, viviam só para a oração, recusando as coisas mundanas. Por isso, sempre consideraram o Convento Novo um luxo e mantiveram-se nas suas grutas. Neste Convento Novo ficavam os monges "em lista de espera", aguardando a morte de um irmão, para lhe ocupar a gruta. Em 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, o convento passou para a casa Palmela. Em 1990 passou para a Fundação Oriente que o recuperou e utiliza, fundamentalmente, para conferências e colóquios.

TERRA OCA - A CONSPIRAÇÃO AMERICANA

18.11.11

TERRA OCA - SERRA DA ARRÁBIDA

A Serra da Arrábida situa-se na margem norte do rio Sado, entre Setúbal e Lisboa, despenhada sobre o Atlântico. Arrábida poderá significar "local de oração" ou de "vigia", numa toponimia vinda do árabe. Hoje em dia é um Parque Natural. Mas há quem defenda que aqui existem entradas para a Terra Oca. Outros locais de suposta entrada, em Portugal, localizam-se na Serra de Sintra. As mais importantes entradas estariam nos Himalaias, nos Andes e nos contrafortes da Serra do Roncador, no estado brasileiro de Mato Grosso. A Terra Oca é uma lenda que vem directamente do hinduísmo e dos tempos pré-biblícos. Agharta seria um axis mundi, um reino subterrâneo primordial, localizado na quarta dimensão. Um reino mítico em que Melquisedeque é o Rei-do-Mundo. Um paraíso perdido citado na Bíblia (Genesis, 14:18-20). Shambhala é a capital desse reino. No budismo Tibetano acredita-se que há canais de ligação entre Shambhala e o Dalai Lama no exílio. Shambhala tem vários nomes: Erdami, na Mongólia; Campos Elísios, para os gregos antigos; Amenti, para os antigos egípcios; Cidade dos Sete Reis de Edom (ou Éden), na tradição judaica; Avalon, nas lendas do Rei Artur. Júlio Verne baseou-se neste mito para criar a "Viagem ao Centro da Terra". A banda desenhada de "Blake and Mortimer", também se baseia neste mito. Igualmente o filme "Salteadores da Arca Perdida". Até os americanos, recentemente, descobriram uma conspiração sustentada numa "entrada" para o centro da terra, situada algures no Pólo Sul. A verdade é que,  para lá das crenças ou dos mitos, a Terra Oca simboliza uma viagem ao interior de nós próprios. Um caminho esotérico para um mundo novo.

VIAGAM À TERRA OCA - VII

Ao longe uma ilha verde. Árvores vetustas protegem a entrada. Um templo distante. Um templo branco. Casas que se sobrepõem numa  pureza astral. Estamos dentro ou fora? Saímos ou voltámos a entrar? Saímos sem entrar? Temos medo de ficar. Medo de não voltar. Temos receio  de voar. Temos asas que não sabemos usar. Precisamos de ajuda. Uma ajuda que não vem. Afinal a Terra Oca está vazia.

17.11.11

VIAGEM À TERRA OCA - VI

Um abismo que tudo alcança. Um magma de mercúrio expande-se no horizonte. Paramos sem saber para onde ir. Como continuar? Silêncio total.  Ausência absoluta de som. Continuamos sem ver ninguém.  Um mundo interior que julgávamos habitado. Estamos parados num tempo sem idade. Descemos para subir. Um vazio absoluto.  Os deuses há muito nos abandonaram...

16.11.11

VIAGEM À TERRA OCA - V

Uma luz branca. Dez degraus para o infinito. O número do universo. Um universo desconhecido. Um pressentimento de vida. Um prenúncio de morte.  E tudo à nossa volta parece não interessar. Só aquela luz nos pressegue. Um chamamento, uma salvação. Sente-se a presença divina, mas será que Deus existe?...

VIAGEM À TERRA OCA - IV

Templos perdidos. Altares de pedra. Catedrais de rocha. Por todo o lado surgem vestígios sacrificiais. Orações invisíveis ecoam nos corredores infindáveis. Um barulho surdo vindo do centro da Terra. A rocha estremece. Uma vibração uterina.  Adivinha-se um magma brutal. Seguimos sem ver. Não há ninguém para olhar. Ansiamos pela luz. Fugimos da escuridão... 

15.11.11

VIAGEM À TERRA OCA - III

Fomos descendo. Apalpando paredes húmidas e escorregadias. Uma luz filtrada. Cada vez mais escura. Estratificações fracturadas. Galerias fósseis... Continuamos a descer. A luz há muito desapareceu. Um ambiente cavernícola. O som tem um eco surdo. Apodera-se de nós uma claustrofobia esmagadora. Corredores. Galerias. Labirintos. Uma visão negra do infinito.  A água cai do tecto em pingos de estalactite. A vida parece não poder existir... De repente o ar aquece. O tecto sobe por cima de nós. Corre um vento manso. Um cheiro doce. Um vago odor a maresia. Uma luz intensa ofusca-nos os sentidos. Ao fundo, muito ao fundo, uma clareira enorme abre-se sobre o vazio. Pressentimos um continente novo. Uma  calma radiosa apodera-se de nós. Não sabemos se estamos em cima ou em baixo. Perdemos o corpo... 

14.11.11

VIAGEM À TERRA OCA - II


Como todos sabem, vem aí um novo mundo. É preciso conjugar o Intelectual, o Emocional e o Espiritual. Superação e Metástase. Transformação. Amor Universal. Paz. Satya-Yuga. Idade de Ouro. Eterna Primavera. O Excelso Senhor Maitreya Buda, o Buda-Síntese, o Cristo Universal que se manifestará na Face da Terra como o Avatara do Ciclo de Aquarius, inaugurando uma Nova Era para o Mundo. Uma busca da Suprema Unidade. Os três Tronos ou Sóis. O triângulo pitagórico manifestado na Trimurti indiana. É óbvio que a combinação desses três tronos dá origem ao Grande Septenário Cósmico. Ou seja, “Do uno trino sairam os sete auto-gerados”, os sete sóis que giram em torno do Sol central do oitavo sistema. O Deus único e verdadeiro manifestado, através das suas hipóstases, os três Budas ou três Cristos... Toda a gente sabe isto, claro. Foi com base nestas certezas inabaláveis que fomos seguindo. Seguimos sem garantia de estarmos a subir para baixo ou a descer para cima...

13.11.11

VIAGEM À TERRA OCA - I

E se Terra fosse oca? E se o Paraíso afinal fosse no centro da Terra? Se, lá bem no centro, existisse um reino?  Um reino mítico, uma quarta dimensão? Uma civilização de sábios?  Se houvesse oito cidades sagradas? Cidades subterrâneas interligadas por uma rede universal de caminhos dimensionais? Discos voadores que se deslocam a incrível velocidade? Acessos para a superfície, guardados por iniciados que impedem a entrada de curiosos? Haverá por aí túneis infindáveis que nos levam até Agharta? Melquisedeque, o Rei do Mundo, governará a Terra a partir da capital Shambalah? Rama, Cristo, Buda e Quetazalcoatl são emissários desse Mundo? E em Portugal haverá entradas para a Terra Oca? Fomos ver...